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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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25
Jun09

Na Sic Notícias, João Cravinho acaba de recompensar Sócrates e o seu Governo com capital e juros por o terem despachado para o Banco Europeu quando promovia legislação anti-corrupção, depois de lhe chamarem nomes, ou, aliás, à dita legislação.

Sobre, por exemplo, se no seu tempo como ministro com a tutela das comunicações (como hoje Mário Lino), algo do género das negociações PT/Prisa sobre a TVI poderia passar-se sem seu conhecimento: «Ninguém me faria essa desfeita.»

(Embora: Mário Crespo fez questão de explicar duas vezes que Cravinho estava convidado havia bastante tempo, e que mal imaginava que ali estaria num dia tão «complexo»; e eu, não sei porquê, ocorre-me sempre o caso daquelas manobras da NATO que estão sempre previstas há 2 anos, quando é preciso ir fazer controle de estragos a algum litoral mais inquieto).

25
Jun09

Tomemos por boa a ficção que o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro Mário Lino, e aquele senhor que gostava de ser Sócrates até fisicamente quando for grande, salvo erro Pereira, nos apresentam: que a PT, onde o Estado tem uma golden-share, uma participação decisiva e que pode bloquear qualquer negócio a que o Estado se oponha, não consultou o governo e nada disse sobre as negociações para compra de 30% da Media Capital, detentora da TVI.

Então, a PT, e o seu presidente executivo, Zeinal Bava, tomaram sozinhos um decisão estratégica sobre a compra de uma empresa de comunicação, a qual decisão:

a. contraria expressamente o pensamento de Sócrates sobre o assunto, o mesmo Sócrates que em 2004 considerava inaceitável que a mesma PT, e aliás, o Estado, tivessem «presença directa ou indirecta nos orgãos de comunicação, para além do serviço público»;

b. levanta pesadas suspeitas sobre o futuro do orgão de comunicação mais incómodo para o Governo;

c. faz recair sobre o Governo um fogo de críticas sobre manipulação da informação e de desconforto perante a liberdade e a convivência democrática, e

d. contribui para agravar a impopularidade do Governo a poucos meses de umas eleições que já não lhe auguram nada de bom.

Ora - sendo tudo isto verdade, repito - é manifesto que Zeinal Bava não pode continuar à frente da PT. Coisa que, a acontecer, me fará rir muitíssimo (embora eu não consiga explicar porquê).

17
Abr09

"Se alguém tivesse dúvidas sobre a governamentalização da RTP e da evidente intencionalidade política do seu noticiário, - e eu acho que praticamente ninguém tem -, poderia tirá-las hoje. Compare-se o modo completamente distinto como a RTP tratou o lançamento da candidatura de Vital Moreira e de Paulo Rangel, repescando, no caso do PSD, para passar a seguir à sua apresentação, ainda este estava a falar, uma frase de Marcelo com quinze dias, mas que serve para neutralizar o anúncio, ou para o tornar contraproducente. Trabalho profissional, política de assessor de imprensa do PS, que nada tem a ver com o jornalismo. Esta gente não brinca em serviço. Já não tem vergonha e nem sequer disfarça."
 

Pacheco Pereira no Abrupto

 

Pode o telejornal da RTP até ser tendencioso em favor do governo e do Partido Socialista. Mas Pacheco Pereira não se pode esquecer da vergonha que foi a cobertura do congresso do PS por parte da TVI, que naquela altura havia acabado de estrear a TVI24. Ninguém pode negar que a TVI é laranja, até porque lhe está estampado no logótipo.

 

Mas de qualquer forma a TVI não é do estado - trata-se de iniciativa privada. A RTP sim é do estado e ao que parece, para demonstrar o seu distanciamento editorial relativamente ao governo, deveria dar pancada no PS e fazer mais alarido do que fez na apresentação da candidatura de Paulo Rangel.

 

Acontece que a escolha de Paulo Rangel é uma escolha de segunda linha. Trata-se de uma pessoa sem carisma e pouco conhecida dos portugueses. Paulo Rangel não é menos notícia por ser candidato do PSD, o candidato do PSD é que é menos notícia por ser o Paulo Rangel.

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