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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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23
Jan14

A Tailândia e o Rei

José Aníbal Marinho Gomes
Brasão de Armas da Tailândia

Desde Novembro passado que a Tailândia (país cujo nome significa terra dos homens livres) vive uma onda de grande contestação popular. O povo saiu à rua para exigir a demissão da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, acusada pelo Partido Democrático de agir no interesse do seu irmão e ex-primeiro Ministro, Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção, na sequência de um projecto de lei de amnistia proposto supostamente para facilitar o seu regresso do exílio ao país.

Numa tentativa de apaziguar os manifestantes, o governo anunciou a realização de eleições para o dia 2 de Fevereiro, anúncio insuficiente para acalmar a população, que agora exige a demissão de todo o governo e sua substituição por um conselho não eleito que reforme o sistema político tailandês, considerado corrupto, antes de ser convocado um novo acto eleitoral.

Apesar de toda instabilidade, a população não põe em causa a figura do Rei Bhumibol Adulyadej (Rama IX), tendo inclusive todos estes protestos sido suspensos por causa do seu aniversário que ocorreu no dia 4 de Dezembro.

A título de curiosidade refira-se que os próprios manifestantes procederam à limpeza de uma das avenidas que ia servir de palco às comemorações do aniversário real, auxiliando os funcionários incumbidos desta tarefa.

O rei, símbolo da identidade e da unidade nacional, é respeitado pelo povo que muito considera a sua autoridade moral, que diversas vezes foi usada para resolver crises políticas atentatórias da estabilidade e coesão nacionais.

No discurso de celebração do seu aniversário, o rei apelou á união de todos os tailandeses pelo bem do país, apelo que aconteceu após vários dias de distúrbios em Banguecoque entre manifestantes antigovernamentais e a polícia.

Em todo o lado há um profundo respeito pela sua figura, inspirando o monarca confiança à população tailandesa. 

Aliás no aniversário real milhares de pessoas, vestiram-se com t-shirts amarelas, cor da monarquia tailandesa, e empunhavam bandeiras da mesma cor.

O rei foi saudado pela multidão com gritos de “longa vida ao rei” durante a passagem de uma longa caravana de veículos, que se dirigia ao local oficial das comemorações.

Embora seja um monarca constitucional, já teve várias intervenções decisivas na vida do seu país, tendo facilitado na década de 1990 a transição da Tailândia à democracia, para além de ter usado a sua “venerável” influência para por cobro a golpes de Estado, designadamente em 1981 e 1985.

Devido em parte ao budismo o Rei é reverenciado como um “semi-deus” pelos tailandeses, que com espontaneidade protegem a sua reputação e defendem as tradições do país.

 

18
Fev12

Palácio de Belém falha protocolo?

Pedro Quartin Graça

No próximo dia 21 de Fevereiro, será inaugurado o monumento Sala Thai, excepcional honra concedida a Portugal pelo Reino da Tailândia. No âmbito da celebração dos 500 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, a Casa Real tailandesa será representada ao mais alto nível pela Princesa Maha Chakri Sirindhorn que no protocolo daquele Estado, substitui Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej.
As relações de Portugal com aquela potência asiática, situadas no quadro da viragem da política mundial que se vai centrando no âmbito das margens do Pacífico, revestem-se hoje de uma extrema importância, facto que o Palácio de Belém não poderá ignorar. Seria desejável a máxima representação do Estado naquela cerimónia que dentro de poucos dias decorrerá em Belém, mas existem informações absolutamente fidedignas acerca de mais uma não-presença presidencial naquele acto. A Chefia do Estado é antes do mais representativa e protocolar, assim se entendendo o seu alegado caracter supra-partidário e simbólico. Embora reconhecendo-se a quimera deste distanciamento numa forma de representação republicana cujos limites são bem conhecidos, a Presidência da República deveria esforçar-se por entender o peso de uma história que conta perto de um milénio. Marcando sempre posição em qualquer reunião empresarial ou do restrito mundo da plutocracia de elite, a Presidência da República tem ignominiosamente descurado os seus deveres protocolares, precisamente aqueles que não se compadecem com crises económicas ou apetites de sector, seja este político ou financeiro.
Sabemos que o Ministério dos Negócios Estrangeiros procedeu a diligências no sentido de proporcionar a máxima dignidade ao acto.  Quando do planeamento da visita da Princesa Sirindhorn, causa estranheza não ter sido prevista uma visita real à iniciativa mais relevante no âmbito das comemorações do V Centenário. Encontrando-se patente na Biblioteca Nacional de Lisboa a importante exposição documental alusiva às relações entre Portugal e a Tailândia, o Estado deveria ter incluído uma visita à mesma.
O Portugal de sempre estará representado nesta excepcional honra que o Reino da Tailândia presta ao seu mais antigo aliado europeu. Na pessoa de S.A.R. o Duque de Bragança, o sucessor do Rei D. Manuel I que há cinco séculos com o Rei Ramathiboti II iniciou as relações luso-siamesas, o nosso país em Belém terá o seu representante legítimo e livre de peias, temores ou más disposições de circunstância.
15
Dez11

Tailândia: Droga no cabelo

Pedro Quartin Graça

Uma sul-africana de 23 anos foi presa no aeroporto de Banguecoque, na Tailândia, depois de ter sido apanhada com droga escondida nas ‘rastas’.Nobanda Nolubabalo viajava num voo da Qatar Airways que saiu de São Paulo e passou por Doha, no Qatar, segundo o jornal "Global Post". A polícia terá desconfiado da jovem depois de notar uma substância branca entre o seu cabelo. Ao analisar as rastas, os agentes encontraram 1,5 quilos de droga escondida. Nobanda contou então que receberia 1 900 dólares (cerca de 1400 euros) para entregar a cocaína a um cliente num hotel em Banguecoque.

A jovem nem sabe que escolheu o pior sítio do mundo para traficar...Que se prepare para o pior.

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