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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Mai09

Com a cumplicidade entre sindicatos dos professores e os sucessivos governos da III república, o ensino público degradou-se a tal ponto que hoje pouco mais é do que um mito. A sua rede de escolas tornou-se num gigantesco depósito de jovens ociosos e um asilo de marginais, em que o saber e a formação do carácter são disciplinas acessórias. Neste contexto, entende-se perfeitamente o esmero de alguns, que em tempos foi de retirar das escolas os símbolos cristãos e que, actualmente, é o de aí se proceder à distribuição de preservativos. Suspeito que os próximos passos passarão pela substituição dos professores por psicólogos e dos contínuos por enfermeiros - todos eles sob a orientação dum zeloso psiquiatra. 
Enquanto isso, é hoje uma desgraça para qualquer pai responsável não possuir recursos para pagar um colégio privado e livrar os seus filhos dum medíocre, se não desgraçado, destino.

13
Mai09

Para lá da alucinada discussão no parlamento (45 minutos!) sobre a denominação "sexo" ou "género", espero que tenha sido aprovada a proposta de alteração apresentada pelo PSD sobre a não da obrigatoriedade de frequência das aulas educação sexual mediante requerimento  do encarregado de educação. No Público.

21
Abr09

 

"Um pouco por toda a Europa começam a aparecer novas profissões ligadas ao negócio do sexo. Assistente sexual, criada há seis anos na Suíça, é a mais recente. Trata-se de prostitutas especializadas em satisfazer sexualmente clientes com incapacidades físicas e/ou motoras. A Espanha e a Dinamarca estão entre os primeiros países que iniciaram cursos de formação específica nessa área."
 

Correio da Manhã

14
Abr09

 

Sim eu confesso, está confessado: fui um dos milhares de compradores do primeiro número da edição portuguesa da Playboy. Deve estar quase a fazer um mês que o fiz. Era sábado de manhã e fui à tabacaria do costume, no bairro de Alvalade, olhei para as novidades e tive a atitude do costume, ou seja, parecia uma mulher de classe média perdidada nos saldos do El Corte Inglês: comprei o Expresso, o Sol, o Semanário, o Diabo, a Ler e a Visão, dois maços de Rothmans Azul e por fim a Playboy portuguesa.

 

Não vou dizer, como muitos que andam por aí, que sou um grande macho e nem sequer olhei para os lados. É claro que olhei! Mas estava sozinho na tabacaria. A senhora até parece ter ficado contente por eu ter levado tanta coisa e a revista masculina passou despercebida ali no meio.

 

Quando a comecei a ler fui-me interessando pela coisa, e não me refiro à Mónica Sofia (a menina da capa), mas ao conteúdo em si. Gostei do espaço de opinião do Nuno Markl, amei a crónica da Ana Anes e delirei, como já é costume, com a escrita do Pedro Paixão. A revista afinal até tem nível e é verdadeiramente interessante - o pior que lá tem ainda é mesmo a Mónica Sofia, quanto mais não seja por se chamar Mónica Sofia e por namorar com um tipo chamado Rubim.

 

Mas já que estou a falar das senhoras que se despiram para o nº 1 da Playboy Portugal, devo referir a reportagem fotográfica feita às meninas do Horseball - gabo a coragem de divulgarem desta forma a modalidade. Ainda por cima no meio equestre, sempre conotado ao conservadorismo. Muito bem meninas, muito bem. (os leitores do Portal Lisboa vão ter novidades em breve sobre as mesmas).

 

No global gostei da revista e sinceramente acho que tem mais nível do que todas as outras revistas masculinas disponíveis no mercado. Ora vejamos, é mais sóbria, as fotografias parecem melhor trabalhadas e menos artificiais, e o conteúdo da revista em si é bom - quase me arriscaria a dizer que tem classe. Mas mais do que isso, as senhoras que aqui se despem não são hipócritas como as que também se despem para as outras revistas - ao menos aqui mostram tudo. As outras aparecem praticamente com o mesmo grau de nudez, nudez esta que não efectivam para não dizer que pousaram nuas. Na minha terra chama-se a isto "fazerem-se de anjinhos".

18
Mar09

Qualquer dia sou preso ou fazem-me uma espera mas eu não me importo: na adolescentocracia em que vivemos, compreende-se que a mensagem do Papa menosprezando a eficácia do preservativo como remição do flagelo da sida seja a priori rejeitada. Mas talvez um pouco de boa fé e uma pequena parte da nossa consciência nos ajudem a chegar lá: a questão da sida só será verdadeiramente mitigada e debelada através de uma adequada educação sexual, por via da difusão de exigentes valores civilizacionais, como a castidade, a fidelidade entre marido e mulher  - ou entre parceiros sexuais, para ser mais politicamente correcto - e a monogamia, em contraste com uma cultura de promiscuidade e de hedonismo que nem a lonjura e o calor dos trópicos justificam.

Muitos dos que se chocam com a exigência desta mensagem, preferem nela ver um farisaico encolher de ombros face à propagação da “pandemia africana”. Para anunciar fórmulas de facilitismo estão cá os políticos. A Igreja ensina, na dignidade da pessoa humana, uma via mais difícil, mais estreita e seguramente menos rendosa. Mas nem por isso menos necessária e verdadeira.

26
Fev09

 

A paupérrima tradição carnavalesca nacional - meia dúzia de desfiles pindéricos e umas quantas criancinhas envergonhadas a fingir de personagens da TV e da cassete pirata - foi este ano abrilhantada pelo ministério público em Torres Vedras e pela PSP em Braga, duas impolutas instituições da republica com jeito para a paródia. 
E quem não podia faltar à festa era a impagável Fernanda Câncio, veneranda autoridade nestas questões da moral dos bons costumes. Chegou atrasada, mas escreveu aqui tudo o que desejávamos saber sobre sei lá, arte e explicitação da “sexualidade” (o que quer que isso signifique) e não tivemos coragem de perguntar aos nossos pais. Enfim, uma carnavalesca divagação sobre os assuntos que só a sofisticada jornalista realmente percebe.

18
Fev09

"A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (...) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja"

Cardeal D. José Saraiva Martins, in Público.

 

Por princípio acho que o estado não deve intervir, de forma alguma, na vida sexual dos seus habitantes, por isso sou completamente favorável ao casamento civíl entre pessoas do mesmo sexo. Antes de mais, por saber distinguir um contrato civíl, de um contrato religioso - a Deus o que é de Deus, a César o que é de César.

 

Quanto às declarações do Sr. D. José Saraiva Martins, querem-me parecer um tanto ou quanto infelizes. Aceito, como comecei por dizer no início deste texto, que alguém seja contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por compreender que o estado deve intervir até esse ponto na vida pessoal de cada um - eu discordo, mas aceito.

 

O que não se consegue aceitar passivamente é que um alto responsável de uma instituição tão respeitável como a Igreja Católica, venha afirmar publicamente que a "homessexualidade não é normal" - se não é normal, presumo que Sr. Cardeal considere que seja anormal e que portanto os homessexuais sejam pessoas anormais. Mas desde quando é que se consegue compreender que um irmão venha atacar outro semelhante em virtude da orientação sexual do mesmo? Deus criou-nos iguais e pediu-nos solidariedade entre nós, não este tipo de ataques.

 

Quanto às declarações respeitantes aos muçulmanos não vou comentar. Penso que a Srª. Obama não pensou duas vezes antes de casar com um Barack Hussein.

 

Adenda: A Juventude Socialista fez o que seria esperado, mas bem feito. Parabéns ao Duarte Cordeiro e ao Pedro Vaz.

 

Adenda 2: A JS hoje leva à Assembleia da República, uma velha reivindicação estudantil - a Educação Sexual.

04
Fev09

 

Está tudo aqui. Tinham que ser os bifes do canal Odisseia a desmascararem-nos: aqueles bisbilhoteiros encomendaram um estudo de opinião à Eurosondagem  sobre a vida amorosa dos portugueses. Como resultado fica comprovado cientificamente que somos uns refinados aldrabões: “há normalmente três questões em que os portugueses enviesam as suas respostas: no sexo e nas habilitações, os portugueses dizem que têm sempre mais do que na verdade; e nos salários, em que  respondem sempre que ganham menos do que na realidade.” Uma chatice de denúncia com consequências imprevisíveis para o negócio nacional. Nesse sentido, o meu consócio (no Sporting) Rui Oliveira e Costa ainda reclama da disparidade entre as respostas dos homens e das mulheres em questões de intimidade, como é o caso da frequência de relações sexuais e o número de parceiros... o que nos remete para a famigerada gabarolice do Tuga, ou então para uma enorme promiscuidade de umas poucas galdérias, sempre as mesmas.
De resto são curiosas algumas outras conclusões, como o facto de 16% dos portugueses recorrerem à Internet para andar ao engate, e também 16% admitirem já ter tido mais de dez relacionamentos ao longo da vida. Claro que presume-se que não são os mesmos!
Finalmente uma boa noticia: mais de cinquenta por cento dos portugueses diz-se fiel, coisa que baralha os números todos e faz dos restantes entrevistados uns autênticos depravados. Enfim, não fossem as respostas tendencialmente “enviesadas”, e o português gostar de armar ao Chico esperto e esta sondagem seria perigosamente reveladora.

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