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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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02
Jan11

Portugal em ruínas (3)


Pedro Quartin Graça

Em qualquer outros país, nomeadamente nos vários do Oriente que conheço e onde existem estruturas similares, estas antigas fortificações militares estão recuperadas e servem interesses turísticos e históricos de relevo. Em Portugal é o que se sabe. Gastão Brito e Silva retrata-nos com a sua conhecida genialidade, o caso do extinto RAC. Nele é possível ver ainda as peças de artilharia que equipavam esta unidade: 3 Krupp de 15,0 mm, capazes de disparar projecteis de 12,5Kg a 40 Kg com precisão a cerca de 20 Kms de distância.

Esta era a 8ª Bateria de artilharia de Costa e defendia o porto de Setúbal. Era ajudada pela Bateria do Outão na sua cobertura de fogo e complementada pela mais antiga e desactivada Bateria do Casalinho e pelo Moinho da Desgraça, que a apoiavam como paiol e posto de comando, respectivamente. Foi idealizada em 1932, levando mais sete anos de burocracias e expropriações até se iniciar a sua construção em 1939 e esteve activa até 1997, ano quando, por despacho do Estado Maior, se extinguiu o RAC, ficando apenas activas as batarias do Outão e da Fonte da Telha, sendo depois estas definitivamente encerradas em 2001. Agora o estado é este...

Acompanhe tudo aqui

13
Dez10

Portugal em ruínas (2)


Pedro Quartin Graça

A Fábrica dos Moínhos de Santa Iria

A Fábrica dos Moinhos de Santa Iria, foi o primeiro pólo industrial desta zona e terá contribuído para o seu desenvolvimento económico e social. Foi construída em 1877 e, quer pela sua dimensão, quer pela tecnologia de ponta com que estava equipada, era uma das indústrias mais desenvolvidas do país. Rivalizava com as suas congéneres de maior porte, tais como a Fábrica do Caramujo, da Pampulha e do Beato. Foi edificada com base no modelo dos moinhos de Corbeil, que era na altura o expoente máximo da moagem industrial. Nos seus quatro pisos, os vários estágios de fabrico da farinha eram processados em cadeia, dando origem a uma “linha de montagem” que os percorria do primeiro ao último piso. Também a maquinaria era da melhor tecnologia de então, a fábrica estava equipada com treze moinhos de pedra francesa, um sistema de limpeza e peneiração, animados por dois motores a vapor de 14 Cv e 80 Cv. Mais tarde, já nos anos 50 do séc.XX, foi então modernizada com motores eléctricos, com um posto de transformação e um grupo de ensilagem. O projecto dos silos de betão data de 1953 e foi da autoria de um engenheiro civil, não consegui apurar os nomes quer do arquitecto, quer do engenheiro, mas a sua traça é característica do período romântico e a sua estrutura volumétrica é funcional, destacando-se pela fenestração que prenuncia a arquitectura sustentável pelo aproveitamento da luz solar. Manteve-se em laboração até meados dos anos 80 da última centúria, foi mais tarde vitima de um violento incêndio o que a condenou a um completo abandono e ao seu agonizante estado de conservação.

 

É mais um conjunto de excelentes fotos trazidas pela mão amiga do grande mestre Gastão Brito e Silva - Blog Ruin`arte, consultável aqui.

12
Dez10

Portugal em ruínas (1)


Pedro Quartin Graça

EDIFÍCIO CLIP, FOZ DO DOURO, PORTO

Este edifício fica situado na esplanada do Rio de Janeiro na Foz do Porto, foi construído no início do séc. XX, e era propriedade da STCP, empresa de transportes públicos. Funcionou como uma subestação de fornecimento de energia eléctrica que esteve activa até 1974. Esteve devoluto até 1986, ano em que foi cedido ao CLIP, Colégio Luso Internacional do Porto, onde funcionaram as suas instalações provisórias. O CLIP iniciou o seu primeiro ano lectivo em Setembro de 1990 e ali se manteve até ao final dessa década. Foi depois abandonado quando este colégio se mudou para as novas instalações e, desde então, aguarda um melhor destino. Embora haja desde 2001 um projecto de conversão deste edifício para uma discoteca do grupo K, a “Kasa da Praia”...nada ainda foi feito nem tampouco há vestígios de vontade de o fazer...

 

As ruínas de Portugal aqui trazidas pela mão do grande mestre e amigo desta casa Gastão Brito e Silva - Blog Ruin`arte, consultável aqui.

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