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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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19
Set14

Encontrei à venda o 1º número da "Juiz Dredd Megazine". Os leitores mais atentos encontrarão alguns "ovos de Páscoa" se a lerem com atenção, como por exemplo - na página 66 - o letreiro do "Condomínio Ezra Pound". Edição brasileira da Mythos Editora, agora distribuída mensalmente em Portugal, já "assinei" a minha no quiosque onde costumo saciar o meu vício em banda-desenhada. Claro, no mundo capitalista actual o editorial deste 1º número faz o apelo: se a revista não vender bem é para acabar, por isso sugiram a amigos, parentes, colegas, inimigos, etc.

03
Mai09

 

Mal foi para as bancas a primeira edição da Playboy Portugal fartei-me de lhe fazer elogios. Algo parecia que realmente havia mudado nas revistas masculinas - quanto mais não seja porque há um Pedro Paixão que lá escreve e talvez porque a qualidade jornalística dos artigos não eróticos é bastante superior ao que se costuma ver por aí.

 

O primeiro número tinha uma Sra. na capa que dava pelo nome de Mónica Sofia (o que deve significar qualquer coisa) e que namora com um tipo chamado "Rubim" (o que pode significar ainda mais). Não me parece que tenha sido a capa ideal, pelo menos para Portugal. Mas algumas semanas depois o mistério ficou explicado, quando veio a público que a Playboy Portugal queria atacar os mercados lusófonos em África. Daí a escolha.

 

No primeiro número ainda havia duas coisas interessantes, em primeiro lugar a foto reportagem erótica com as meninas do Horseball, estas sim caucasianas - logo mais apelativas para o público português. Em segundo lugar havia outra menina anónima qualquer, bem mais gira por sinal do que a rapariga deste mês, que mesmo assim consegue ser "mais gira" do que as duas "modelos" que arranjaram para simularem uma guerra de almofadas, também neste número. Onde anda o conceito estético de quem escolhe as raparigas?

 

No entanto, nem tudo neste mês está pior do que no mês passado. A entrevista à Inês Castel-Branco está interessante e gostei especialmente da grande entrevista ao Mário Crespo. Mas vamos lá pensar um bocadinho - se eu quiser ler entrevistas ao Mário Crespo não é preferível comprar o Expresso? Tal como prefiro as crónicas automóvel da Turbo, ou as informações futebolísticas do Record.

 

Sejamos realistas e vamos colocar o puritanismo de lado: quem compra a Playboy compra a menina da capa. Quer ver a rapariga nua - sim é isso, sejamos francos. Mais, quer ver a rapariga toda nua. Nisso a Playboy podia marcar a diferença em relação à GQ, FHM, Maxmen e às outras revistas do género. Em vez disso, neste 2º número, apresenta-nos mais um topless de uma famosa, uma tal de Cláudia Jacques.

 

Acontece que não sei porquê, a Playboy portuguesa não tem nu frontal e dessa forma tornou-se igual a todas as outras revistas masculinas que já se encontravam no mercado. Não teve a coragem de inovar, não teve a coragem de quebrar o tabu. Digamos que se converteu ao puritanismo erótico. Ao segundo número descobrimos que não veio acrescentar grande coisa ao mercado das revistas masculinas.

16
Abr09

A revista Ler está diferente. O mesmo é anunciado no editorial assinado por Francisco José Viegas, e a justificação é a do costume - a crise. Temos agora uma Ler mais pequena em tamanho, mas igual em número de páginas.

 

Na minha opinião, a mudança de tamanho, embora signifique uma razoável poupança em custos de gráfica, não foi uma boa opção. Isto porque muito boa gente pode não estar disposta a dar 5 euros por uma revista que já foi maior, mas que mantém o mesmo preço.

 

Mas nem tudo mudou para pior na Ler, aliás a grande maioria das mudanças foram positivas, com destaque para a escolha do Nuno Costa Santos para provedor dos leitores.

 

Na edição deste mês de Abril temos direito a uma excelente entrevista de Carlos Vaz Marques a Antonio Tabucchi, para além de uma crónica deliciosa de Pedro Mexia, um perfil bem traçado em jeito de entrevista ao Baptista-Bastos, que conta o que lia no 25 de Abril, e os conselhos literários de Pedro Marques Lopes e Patrícia Reis.

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