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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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03
Mai09

 

Mal foi para as bancas a primeira edição da Playboy Portugal fartei-me de lhe fazer elogios. Algo parecia que realmente havia mudado nas revistas masculinas - quanto mais não seja porque há um Pedro Paixão que lá escreve e talvez porque a qualidade jornalística dos artigos não eróticos é bastante superior ao que se costuma ver por aí.

 

O primeiro número tinha uma Sra. na capa que dava pelo nome de Mónica Sofia (o que deve significar qualquer coisa) e que namora com um tipo chamado "Rubim" (o que pode significar ainda mais). Não me parece que tenha sido a capa ideal, pelo menos para Portugal. Mas algumas semanas depois o mistério ficou explicado, quando veio a público que a Playboy Portugal queria atacar os mercados lusófonos em África. Daí a escolha.

 

No primeiro número ainda havia duas coisas interessantes, em primeiro lugar a foto reportagem erótica com as meninas do Horseball, estas sim caucasianas - logo mais apelativas para o público português. Em segundo lugar havia outra menina anónima qualquer, bem mais gira por sinal do que a rapariga deste mês, que mesmo assim consegue ser "mais gira" do que as duas "modelos" que arranjaram para simularem uma guerra de almofadas, também neste número. Onde anda o conceito estético de quem escolhe as raparigas?

 

No entanto, nem tudo neste mês está pior do que no mês passado. A entrevista à Inês Castel-Branco está interessante e gostei especialmente da grande entrevista ao Mário Crespo. Mas vamos lá pensar um bocadinho - se eu quiser ler entrevistas ao Mário Crespo não é preferível comprar o Expresso? Tal como prefiro as crónicas automóvel da Turbo, ou as informações futebolísticas do Record.

 

Sejamos realistas e vamos colocar o puritanismo de lado: quem compra a Playboy compra a menina da capa. Quer ver a rapariga nua - sim é isso, sejamos francos. Mais, quer ver a rapariga toda nua. Nisso a Playboy podia marcar a diferença em relação à GQ, FHM, Maxmen e às outras revistas do género. Em vez disso, neste 2º número, apresenta-nos mais um topless de uma famosa, uma tal de Cláudia Jacques.

 

Acontece que não sei porquê, a Playboy portuguesa não tem nu frontal e dessa forma tornou-se igual a todas as outras revistas masculinas que já se encontravam no mercado. Não teve a coragem de inovar, não teve a coragem de quebrar o tabu. Digamos que se converteu ao puritanismo erótico. Ao segundo número descobrimos que não veio acrescentar grande coisa ao mercado das revistas masculinas.

14
Abr09

 

Sim eu confesso, está confessado: fui um dos milhares de compradores do primeiro número da edição portuguesa da Playboy. Deve estar quase a fazer um mês que o fiz. Era sábado de manhã e fui à tabacaria do costume, no bairro de Alvalade, olhei para as novidades e tive a atitude do costume, ou seja, parecia uma mulher de classe média perdidada nos saldos do El Corte Inglês: comprei o Expresso, o Sol, o Semanário, o Diabo, a Ler e a Visão, dois maços de Rothmans Azul e por fim a Playboy portuguesa.

 

Não vou dizer, como muitos que andam por aí, que sou um grande macho e nem sequer olhei para os lados. É claro que olhei! Mas estava sozinho na tabacaria. A senhora até parece ter ficado contente por eu ter levado tanta coisa e a revista masculina passou despercebida ali no meio.

 

Quando a comecei a ler fui-me interessando pela coisa, e não me refiro à Mónica Sofia (a menina da capa), mas ao conteúdo em si. Gostei do espaço de opinião do Nuno Markl, amei a crónica da Ana Anes e delirei, como já é costume, com a escrita do Pedro Paixão. A revista afinal até tem nível e é verdadeiramente interessante - o pior que lá tem ainda é mesmo a Mónica Sofia, quanto mais não seja por se chamar Mónica Sofia e por namorar com um tipo chamado Rubim.

 

Mas já que estou a falar das senhoras que se despiram para o nº 1 da Playboy Portugal, devo referir a reportagem fotográfica feita às meninas do Horseball - gabo a coragem de divulgarem desta forma a modalidade. Ainda por cima no meio equestre, sempre conotado ao conservadorismo. Muito bem meninas, muito bem. (os leitores do Portal Lisboa vão ter novidades em breve sobre as mesmas).

 

No global gostei da revista e sinceramente acho que tem mais nível do que todas as outras revistas masculinas disponíveis no mercado. Ora vejamos, é mais sóbria, as fotografias parecem melhor trabalhadas e menos artificiais, e o conteúdo da revista em si é bom - quase me arriscaria a dizer que tem classe. Mas mais do que isso, as senhoras que aqui se despem não são hipócritas como as que também se despem para as outras revistas - ao menos aqui mostram tudo. As outras aparecem praticamente com o mesmo grau de nudez, nudez esta que não efectivam para não dizer que pousaram nuas. Na minha terra chama-se a isto "fazerem-se de anjinhos".

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