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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Tudo em Família

José Aníbal Marinho Gomes, 23.09.13

Sabiam que o Dr. Pedro Manuel Pena Chancerelle de Machete, Juiz do Tribunal Constitucional, foi o relator do parecer que deu luz verde às candidaturas dos autarcas que atingiram limite de mandato, desde que o sejam noutra autarquia?  

Sabiam que este Sr. Juiz é filho do actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, o tal que cometeu uma "incorrecção factual" ao escrever, numa carta em 2008, nunca ter tido acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e que no dia 2 de Setembro a propósito do chumbo do TC da medida de Requalificação da Função Pública, referiu o seguinte: “Até aqui, o diálogo não tem sido estabelecido da maneira que seria mais desejável. É preciso confrontar os direitos fundamentais que devem ser preservados, designadamente o princípio da boa-fé com o problema da sustentabilidade financeira do Estado, que é um valor sem o qual não há Estado que garanta direitos”.  

Porque será que o Dr. Manchete foi convidado para o Governo? Porque será que ainda não se demitiu nem foi demitido pelo Primeiro-Ministro?

Pelos vistos o Primeiro-Ministro quer voltar às “conversas em família”*…

 

*Programa televisivo, estreado na RTP a 8 de Janeiro de 1969.

Era uma conversa unívoca, sem intermediações, onde o Prof. Marcello Caetano explicava as opções políticas do regime, que tal como agora se encontrava fragilizado e decrépito, e falava das "ciclópicas tarefas" que existiam pela frente, e que actual Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, tentou copiar, quando em Junho de 2011, afirmou que “aquilo que nos espera é uma tarefa gigantesca”, e prometeu que o seu Governo não iria “desculpar-se com o passado”.

Uma demissão inevitável

Pedro Quartin Graça, 16.03.13

Com a apresentação dos números para os próximos anos, demonstrativos de uma total ausência de credibilidade e do falhanço em toda a linha das opções governamentais, de que até a Troika se queixa, a dupla Passos/Gaspar deixou de ter, desde ontem, a última réstea de condições de que dispunha para dirigir o País. Agora é apenas uma questão de meses. Ou Passos Coelho se demite de imediato, o que representaria a única decisão sensata daquela que foi a sua desastrosa gestão à frente do PSD e do Governo de Portugal, ou espera até Outubro e será forçado a fazê-lo, quer queira, quer não.

Uma saída precoce teria, assim, enormes vantagens: em primeiro lugar permitia uma diferente gestão da crise e, quiçá mesmo, a indigitação de um novo Primeiro - Ministro por esta mesma maioria, ou pelo Presidente da República mas por esta maioria apoiado, sem necessidade de recurso a indesejadas eleições; em segundo lugar, atenuaria o previsível cenário de hecatombe eleitoral nas autárquicas de Outubro. Ao invés, a saída forçada apenas naquele mês, precisamente por causa do desastre eleitoral, trará piores resultados para o PSD e mesmo para o CDS e implicará, quase de certeza, uma nova ida às urnas. Naquela que se prevê ser a fatídica "noite das facas longas", a cabeça de Passos será pedida de imediato mas a sua entrega não se fará em bandeja de prata, muito pelo contrário, isto num quadro em que, muitos dos agora "apoiantes" serão os primeiros a cantar hossanas aos novos senhores do Partido que, uma vez mais, virão do Norte.

Quer num, quer noutro cenário, o que será de esperar por parte de um PSD, em que as bases estão revoltadas, os dirigentes e autarcas locais receosos e as cúpulas descrentes? O PSD não tem outra alternativa senão a de apresentar para Primeiro - Ministro o rosto de alguém credível, com passado impoluto e provas dadas a nível da boa gestão da coisa pública. Esse é o perfil de Rui Rio, já o escrevemos por diversas vezes. Mas Rio poderá não estar interessado, por necessidade de se ter de concentrar nas tarefas governamentais em, simultaneamente, ser Presidente do PSD e chefe do Governo. A ser assim, natural será que Paulo Rangel possa assumir as funções partidárias, naquela que seria uma originalidade da política portuguesa, mas uma situação não inédita por essa Europa fora.

Veremos o que as próximas semanas nos trazem sendo que é sabido que, em política tal como no futebol, o que é verdade agora passa a ser mentira amanhã. Ou esta noite mesmo... 

 

Nota - Também publicado aqui.

O GRAU ZERO da credibilidade

Pedro Quartin Graça, 22.01.13

Portugal pede mais tempo para pagar à troika

Vítor Gaspar pede mais tempo mas ainda não sabe se terá que pagar mais juros e promete regresso aos mercados dentro de "prazo de tempo muito curto".

 

Passos Coelho diz Portugal não pedirá mais dinheiro nem mais tempo à "troika"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou, esta quinta-feira, que Portugal não vai pedir "um novo programa de ajuda" externa, nem "mais dinheiro" relativamente ao actual, nem "mais tempo" para o cumprir.