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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Jun09

 

Trata-se de um partido Alegre, ou movimento, ou se quisermos um movimento que se quer tornar partido. Dizem que são 200 militantes e simpatizantes do MIC e do PS, o que na comunicação política deve significar uns 50, com sorte 70. Está a nascer o partido do Alegre, mas sem os portugueses perceberem se o Alegre está ou não com esse partido. Tudo isto é estranho e a informação à escassa, roçando o grau da imperfeição. Será possível um partido de alegristas sem o Alegre? A questão paira nas redacções e no Largo do Rato.

O PS está enfraquecido, o governo está enfraquecido, José Sócrates está enfraquecido e os opositores começam a espreitar por entre as filas cada vez mais cheias da Comissão Nacional. António José Seguro já entra pela porta da frente do Rato, rodeado de jornalistas sorri e dá um ar de quem está desejoso por voltar, por soltar a língua e começar a atacar José Sócrates. Logo após uma derrota nas legislativas será inevitável que António José Seguro volte às televisões e assuma a candidatura que prepara há meses. E do outro lado? E a malta do Sócrates que foi para o governo e se esqueceu do aparelho? Aquela malta que perdeu o partido. Esses têm que se unir em torno de António Costa, que também corre o risco de perder a CML - perdendo a CML perde o partido. O PS começa o seu processo de reflexão e a sua travessia no deserto.

E o Alegre? Manuel Alegre conseguiu com todos estes avanços e recuos gerar  confusão e elevar as expectativas do povo de esquerda. E agora, quando já ninguém acreditava, apresenta o movimento que quer ser partido. A esquerda pode-se fragmentar ainda mais e lá vai a Manuela, sem saber ler nem escrever, ganhar as legislativas.

 

Deixo ficar o vídeo da equipa do 31 da armada sobre o Alegre

23
Mai09

 

Não percebo muita coisa de comunicação política, mas ambiciono vir a perceber e lá vou fazendo uns trabalhos. A verdade é que não é preciso ser um especialista na matéria para observar a forma como o Partido Socialista tem escondido o seu cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu. Vital terá sido uma má escolha?

O Rangel é candidato e aparece nos cartazes, o Nuno Melo é candidato e aparece nos cartazes, o Miguel Portas é candidato e aparece nos cartazes, o Sousa Franco era candidato e aparecia nos cartazes e o Vital Moreira? O Vital não. Em vez disso o PS optou por mostrar António Guterres, Mário Soares e José Sócrates. Vital terá sido uma má escolha?

Depois de mostrar Guterres, Soares e Sócrates, o PS mostra uma família com ar apostólico e traços a tender para o escandinavo - com certeza que se trata de uma mensagem subliminar relativa ao estado social escandinavo. Ok, esta foi muito rebuscada, voltemos pois à pergunta: Vital terá sido uma má escolha?

Tudo indica que que o PS se apercebeu que Vital Moreira foi uma má escolha e se dúvidas houvesse sobre este facto as sondagens vêm tornar tudo mais claro - o PSD está a 2% do PS, trocando em miúdos o Rangel está a 2% do Vital. Vital Moreira foi aparentemente uma má escolha.

Não contesto o mérito académico do Professor Vital Moreira, mas contesto a prestação política do candidato Vital. Não tem imagem, não tem discurso, tem uma má prestação nos debates televisivos, não arrancou eleitorado à esquerda e afastou o eleitorado de centro. Enfim, um desastre - mas um desastre útil a José Sócrates.

O eleitorado que Vital afasta só Sócrates o pode ir buscar - e o primeiro ministro sabe disso. Prefere perder as europeias para ganhar as legislativas, prefere levar o cartão amarelo agora do que o vermelho depois. É uma atitude inteligente. Com isso José Sócrates reforça a sua posição no seio do Partido Socialista, manda o Paulo Rangel e o Nuno Melo para a Europa e só tem que se preocupar com Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas - o eleitorado com quem disputa a votação.

Perante este cenário talvez Vital Moreira tenha sido uma boa escolha de José Sócrates. O líder do PS sabe que um fraco rei torna fraca a forte gente e também sabe que a forte gente pode voltar a ser forte com um rei forte, ou seja, ele próprio. Bem jogado.

21
Mai09

Enquanto o país, cada vez mais endividado e sufocado pela despesa pública, submerge nos efeitos da crise económica, o partido socialista exibe com a habitual sobranceria as suas prioridades políticas: a doutrinação sexual e a distribuição de preservativos aos adolescentes nas escolas. Com estes indicadores e as conhecidas promessas de mais folclore fracturante na próxima legislatura, ou muito me engano ou a proverbial "sabedoria popular" resultará numa decisiva viragem no sentido do seu voto. Ou então na mais retumbante manifestação de absentismo eleitoral de sempre. Quem sabe até resultará nas duas coisas.

13
Abr09

 

Sou militante de base e com quotas em atraso do PS, não votei nas últimas directas, e se tivesse a oportunidade de mudar o meu voto nas penúltimas directas teria votado no João Soares, por me parecer bem mais sério do que José Sócrates e Manuel Alegre. Como não podemos voltar atrás no voto resta-me olhar com tristeza para aquilo em que se transformou o Partido Socialista e este governo, no qual envergonhadamente admito que também votei. Posso ainda ter cartão, não sei por quanto tempo, mas não me privo de ter um pensamento independente, virado para a discussão política de ideias, coisa que José Sócrates matou no partido e agora quer matar no país.


José Sócrates decidiu processar o Rui Tavares, agora candidato do BE ao Parlamento Europeu, por ter escrito a seguinte frase: “Sócrates não é um político sério e falta-lhe autoridade moral em quase tudo”. Virou-se depois para o João Miguel Tavares do Diário de Notícias, que escreveu: “À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser ser terreno propício para as campanhas negras; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regmie democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez”. Subscrevo.


Ao que consta, existe ainda um processo do primeiro-ministro contra José Manuel Fernandes, director do Público, no qual José Sócrates exige ao jornal uma indemenização de 250 mil euros, neste processo figuram também queixas contra os jornalistas Paulo Ferreira e Cristina Ferreira.


Depois de tudo isto, o Ministro da Justiça também já prometeu agir judicialmente contra a TVI e o Jornal Sol, devido às notícias difundidas sobre o próprio na semana passada. Sobre este assunto, e a título de curiosidade, o mesmo jornal dá a conhecer esta semana novos dados: “Foi apenas a ajuda do então governador; Carlos Melancia, que evitou que Alberto Costa fosse condenado em 1989 por pressionar um juiz em Macau. O agora ministro, apontado como autor de pressões no caso Freeport, foi ainda assim exonerado de director dos Assuntos de Justiça do Território” (cito).


Perante isto, concordo com tudo aquilo que li nas crónicas do Daniel Oliveira e do Henrique Raposo no Expresso – e acho que pela primeira vez também eles concordam em alguma coisa que escreveram na mesma página do jornal. Permitam-me apenas citar esta brilhante passagem do texto do Henrique: “Numa democracia a sério, todos os políticos são criticados sem misericórdia. Numa sociedade livre, a Manuela Moura Guedes é a normalidade, e a Fátima Campos Ferreira a anormalidade. O facto de Sócrates prestar tanta atenção aos jornalistas quer dizer uma coisa: o nosso primeiro-ministro tem demasiado tempo livre. A III República não é uma democracia a sério”.


No meio de toda esta embrulhada, em que José Sócrates tenta usar os tribunais para calar a opinião política e a própria comunicação social, surge Vital Moreira e a sua argumentação jurídica, defendendo o direito ao bom nome por parte dos políticos. Não quero com isto estar a contrariar o Sr. Professor, mas neste caso não estamos a falar de uma situação jurídica pura, mas meramente ética, em última instância política. Até que ponto podemos permitir que um primeiro-ministro lance, num curto espaço de tempo, uma rajada de queixas-crime contra jornalistas e comentadores políticos? Até que ponto não será uma óbvia estratégia de intimidação à comunicação social, como forma de defesa para o caso Freeport? E por fim, Sr. Professor, até que ponto não será posto em causa o princípio da separação do poder judicial do poder político? Lembre-se que agora é candidato ao Parlamento Europeu, por isso, nós portugueses, leitores do Causa Nossa, queremos respostas políticas e não jurídicas.


A propósito de toda a esta polémica, tive ainda a oportunidade de ver falar o  Pedro Marques Lopes na SIC Notícias, argumentando que os colunistas tendem a confundir factos com opinião – ou seja, para o Pedro, ao que parece, foi o que o João Miguel Tavares fez. Ousou como prova disso mesmo a insinuação  do jornalista freelance do DN, em que acusa José Sócrates de ter comprado um apartamento por metade do preço, facto este amplamente noticiado por vários, se não todos, os órgãos de comunicação social da nossa praça. Vejamos pois, quantas e quantas vezes já lemos nos jornais, ouvimos nas rádios e vimos na televisão, vários jornalistas e comentadores políticos a falarem do mesmo assunto e a fazerem insinuações muito mais graves?


José Sócrates mais uma vez aproveitou-se do nosso sistema legal e não há que ter medo em afirmar este facto. Atacou o elo mais fraco, ou seja, um jornalista freelance, ainda com pouco nome na nossa praça e que, ainda por cima, não está aparentemente conotado com nenhuma força política ou interesse que garanta a sua defesa jurídica e a sua sobrevivência financeira. Porque não processar um Pacheco Pereira, ou um Pulido Valente, ou ainda um Daniel Oliveira? Ser forte com os fracos é apenas uma prova da fragilidade de quem pratica este tipo de táctica. Hostilizar a comunicação social e atacar a liberdade de imprensa e opinião pode ser o princípio do fim do alegre reinado de Sócrates.

01
Mar09

 

 

O Risco Contínuo passou o fim-de-semana na cidade de Espinho,a acompanhar o XVI congresso do Partido Socialista - abandonando a cidade apenas após o apagão de domingo, que deixou Almeida Santos ir, nas palavras do próprio, "deitar-se mais cedo".

 

Por dificuldades várias do ponto de vista tecnológico, não conseguimos escrever grande coisa durante o fim-de-semana. Embora tenhamos passeado muito lá pela zona de imprensa.

 

No entanto, ainda fizemos algumas entrevistas. Esta é a primeira, a Pedro Vaz, nº 2 da Juventude Socialista - em tom de brincadeira e ainda antes do Porto - Sporting e da surpresa de Vital Moreira.

23
Fev09

Luís Amado acha "absolutamente normal" que o primeiro-ministro falte a uma Cimeira Europeia, para encerrar o Congresso do Partido Socialista. Vamos lá ser honestos, não se podia adiar o congresso? Mesmo que não fosse possível adiar, não faria sentido José Sócrates estar sexta e sábado no congresso e depois ir à Cimeira?

 

Adenda: Quando uma declaração pública afecta Amado, Amado resolve logo - faz outra. Só espero que não se faça de confuso, se não o infarmed ainda o manda retirar do mercado.

Adenda 2: José Sá Fernandes vereador independente da Câmara Munipal PS de Lisboa ganhou mais um processo em tribunal.

Adenda 3: Manuela Ferreira Leite veio em defesa da Função Pública - é o que se chama atacar os nichos de mercado.

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