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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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22
Mai09

 

 

O mais impressionante na sondagem que hoje veio a público sobre as eleições para o Parlamento Europeu foi que ninguém reparou nas intenções de voto nos "outros partidos". Pela primeira vez estes simpaticamente denominados "outros" partidos aparecem com 7,7 % das intenções de votos.

 

Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu (2004) os "outros" obtiveram um simpático resultado de 4,24 %, pelo que agora quase dobram a votação. No entanto, 2 desses outros partidos não vão concorrer as estas eleições e outro deles já foi extinto (MD), pelo que os "outros" partidos que se repetem as escrutínio eleitoral representavam na altura apenas 2,68% da votação.

 

Se esta sondagem diz que há 7,7% de eleitores portugueses que dizem que vão votar nos "outros" partidos, significa que provavelmente existem 5,02% de portugueses que vão votar pela primeira vez num dos "outros" partidos que se apresentam a eleições. Curioso não acham?

 

Temos que juntar a estes dados três novos dados, desta feita políticos: o facto de terem nascido dois novos partidos políticos em Portugal (Movimento Mérito e Sociedade e Movimento Esperança Portugal) e o facto de pela primeira vez o Partido da Terra (MPT) ter campanha política de grande formato nas ruas do país e ser o único partido democrático que se opõe ao Tratado de Lisboa, capitalizando assim mais eleitorado.

 

 

Se quisermos ter como dado de relevo apenas a criação destes dois novos partidos políticos, poderíamos apontar para que cada um deles terá 2,51% de votação. Sendo que um deles poderá ter mais votos do que outro, mas de qualquer maneira qualquer um deles se coloca em terreno favorável para uma possível eleição de deputados nas legislativas. O que poderá alterar o actual quadro de representatividade parlamentar português.

 

 

Se juntarmos a isto o factor de mobilização do MPT - Partido da Terra, teremos que acrescentar a estes 5,02% os 0,4% que já teve nas últimas eleições, pelo que cada um destes partidos, dividindo aritmeticamente em três o eleitorado, poderá ter uma votação próxima dos 2%. O que iria premitir, mantendo-se este cenário nas legislativas, que estes três partidos viessem a eleger deputados para a Assembleia da República.

 

Havendo percentualmente tanta gente interessada em votar em alguns destes "outros" partidos, gostava de saber o porquê deles serem encaixados nos "outros" e não serem chamados pelos nomes. De certeza que o Pedro Magalhães sabe mais disso do que eu, mas eu fico sem compreender na mesma.

 

Ora vejamos, o Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 1999, em lista já na altura encabeçada pelo Miguel Portas, teve 1,8 % e já aparecia nas sondagens. Será que o BE interessava à comunicação social e o MMS, MEP e MPT não interessam?

 

De certeza que esta minha análise vai ser atacada por ter omitido os brancos e os nulos. No entanto, acho estranho que alguém diga numa sondagem que vai "votar nulo" ou até "branco", mas como disse não sou um especialista. Gostava ainda de referir que falei da sondagem de hoje da Eurosondagem, mas poderia também falar da sondagem realizada entre 14 e 19 de Abril que dava 13,5% de intenções de voto nos "outros", onde estão os brancos e os nulos.

 

Vamos esperar para ver.

04
Mar09

Estive ontem, na qualidade de amigo de alguns dos candidatos, na apresentação da candidatura do Movimento Mérito e Sociedade ao Parlamento Europeu. Por esse motivo, fiquei pasmado com a notícia do Sol sobre este assunto - talvez porque não devo ter estado na mesma sala que a Helena Pereira esteve, colega minha que assina a notícia.

 

Vamos então começar, conheço o Carlos Gomes há algum tempo, ainda ontem jantei com ele e garanto que não é o Sr. que aparece na fotografia - que provavelmente deve ser qualquer outro director-geral da Fiat e não o director-geral da Fiat para os mercados da Europa do Sul.

 

Nesta notícia é referido que "Portugal era muito pequeno para a sua ambição", coisa que não ouvi o Carlos dizer em momento algum. De qualquer forma, até me parece interessante que alguém seja ambicioso e queira conhecer e trabalhar em qualquer outro sítio do mundo. Somos um país de imigrantes e através deles temos espalhado a nossa cultura no mundo, principalmente na Europa. Mais à frente nesta notícia, é sugerido que o Carlos gosta tanto do seu país, que não tenciona voltar cá a viver - afinal isto é uma notícia um artigo de opinião?

 

Não percebi até onde o Sol tentou chegar, mas não me parece a linha que sempre conheci do António José Saraiva.

 



11
Fev09

O Movimento Mérito e Sociedade, novo partido político, liderado pelo meu amigo Eduardo Correia, apresentou esta semana uma queixa-crime contra o Vereador José Sá Fernandes, por alegadamente ter ordenado aos funcionários da Câmara Municipal de Lisboa que "retirassem" e "destruíssem" propaganda política do MMS, nomeadamente pendões e outdoors. Segundo a queixa-crime, o Vereador José Sá Fernandes violou o artigo 15º da Lei nº 34/87 de 16 de Julho, punido com pena de prisão de 2 a 8 anos. Os dados da queixa-crime e as respectivas provas estão no site do partido.

 

Perante isto, fico sem perceber a passividade da comunicação social diante deste caso e fico curioso para observar de que forma José Sá Fernandes vai reagir a este processo. Afinal ele é que estava habituado a processar a CML e não o contrário.

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