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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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30
Dez10

Aos costumes disseram nada


Pedro Quartin Graça

Quando os dois principais candidatos presidenciais, Cavaco e Alegre, se recusam antecipar em que circunstâncias dissolveriam o Parlamento, está tudo dito sobre aquilo que é de esperar de um Presidente da República.

O actual chefe de Estado, que se recandidata a um segundo mandato nas eleições de 23 de janeiro, sublinhou ainda que apenas "uma situação extraordinária" pode levar o Presidente da República a dissolver o Parlamento e recordou que "o Governo responde politicamente perante a Assembleia da República". Foi uma novidade esta declaração que em muito esclareceu os Portugueses acerca daquilo que o recandidato pretende fazer. Foi mesmo uma sorte não termos ouvido dizer que não podia comentar este tipo de matéria.

15
Jul09

O grande problema da esquerda está no cerne da sua bandeira, aquela mais popular e demagógica, que a catapulta ao poder: a utopia da igualdade como remição da injustiça e do sofrimento humano. O problema é que “as esquerdas” sabem que a imposição da “igualdade” depende da restrição do mais precioso valor humano: o da diferença, ou seja o da Liberdade. E uma parte dessas esquerdas, chamemos-lhe “democrática” não está disposta a avançar muito para esse abismo, e trava sabiamente o seu desígnio perante a realidade dos factos: o caminho da igualdade só se percorre à conta de bárbaros atropelos, infames injustiças e violações aos mais basilares direitos humanos. Além disso a história ensinou-nos como a coacção da igualdade tolhe a excelência, a iniciativa, e promove a dependência, o paternalismo e a estagnação. 

É assim que a esquerda “do arco do poder”, para jogar no respeito das regras civilizadas, por regra hipoteca parcialmente a sua utopia. E é deste equívoco que se alimentam as outras esquerdas, as extremas e necrófagas. Que sabem bem o preço a pagar pela cadeira do poder: ou a cedência perante a realidade ou uma temerária e despótica aventura política.

Mesmo sendo um poeta, Manuel Alegre deveria saber isto. 

 
18
Jun09

 

Trata-se de um partido Alegre, ou movimento, ou se quisermos um movimento que se quer tornar partido. Dizem que são 200 militantes e simpatizantes do MIC e do PS, o que na comunicação política deve significar uns 50, com sorte 70. Está a nascer o partido do Alegre, mas sem os portugueses perceberem se o Alegre está ou não com esse partido. Tudo isto é estranho e a informação à escassa, roçando o grau da imperfeição. Será possível um partido de alegristas sem o Alegre? A questão paira nas redacções e no Largo do Rato.

O PS está enfraquecido, o governo está enfraquecido, José Sócrates está enfraquecido e os opositores começam a espreitar por entre as filas cada vez mais cheias da Comissão Nacional. António José Seguro já entra pela porta da frente do Rato, rodeado de jornalistas sorri e dá um ar de quem está desejoso por voltar, por soltar a língua e começar a atacar José Sócrates. Logo após uma derrota nas legislativas será inevitável que António José Seguro volte às televisões e assuma a candidatura que prepara há meses. E do outro lado? E a malta do Sócrates que foi para o governo e se esqueceu do aparelho? Aquela malta que perdeu o partido. Esses têm que se unir em torno de António Costa, que também corre o risco de perder a CML - perdendo a CML perde o partido. O PS começa o seu processo de reflexão e a sua travessia no deserto.

E o Alegre? Manuel Alegre conseguiu com todos estes avanços e recuos gerar  confusão e elevar as expectativas do povo de esquerda. E agora, quando já ninguém acreditava, apresenta o movimento que quer ser partido. A esquerda pode-se fragmentar ainda mais e lá vai a Manuela, sem saber ler nem escrever, ganhar as legislativas.

 

Deixo ficar o vídeo da equipa do 31 da armada sobre o Alegre

15
Mai09

Faz falta a Portugal o Manuel Alegre no PS. O poeta, que gravita nos limites da esquerda civilizada,  tem o poder de conter o crescimento da esquerda radical.  O esvaziamento do partido de José Sócrates da sua facção idealista apenas beneficiará o Bloco de Esquerda, um partido de raízes totalitaristas que assim se tornará seu refugio.
Perante a inoperância das forças moderadas, e pela força duma genial estratégia de imagem e maquilhagem política, Louçã e seus acólitos garantem hoje à estrema esquerda influência que esta nunca teve. Uma via cada vez mais rápida para a revolução.

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