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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

03
Jan13

No tempo da “outra Senhora”, leia-se a Senhora D. Amália Rodrigues, cantava-se Lisboa da seguinte forma:

“(…)Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar (…)”

Hoje, o fado dos lisboetas é outro.
Lisboa é uma cidade deprimida, envelhecida, suja, com um cheiro fétido que exala das sarjetas e dos passeios esburacados de uma calçada em tempos dita portuguesa, que hoje, à semelhança de parte significativa do País, intui-se economicamente alemã, angolana ou chinesa.
Felizmente que a tecnologia (ainda) não permite que as imagens aqui disponibilizadas tenham cheiro…
16
Out09

Lisboa sem sentido:Escassos dias depois da eleição fica à vista a unidade da lista vencedora!


Pedro Quartin Graça

A vereadora da Câmara de Lisboa Helena Roseta pediu hoje aos grupos parlamentares para proporem a "revogação imediata" do decreto-lei que rege o prolongamento da concessão do terminal de Alcântara e a abertura de um concurso público.

"Em nome do movimento Cidadãos por Lisboa e de muitos milhares de cidadãos", a autarca, reeleita nas eleições de domingo passado integrada como independente na lista socialista, enviou uma carta aos deputados onde contesta a prorrogação, por mais 27 anos e por ajuste directo, do prazo de concessão do terminal de contentores à Liscont. A decisão, anunciada no ano passado, tem sido alvo de várias vozes de protesto, mas o Governo nunca recuou, alegando que tem havido um aumento da procura dos serviços e que prevê o esgotamento da infra-estrutura ainda antes de 2010. "Este argumento contradiz o que foi apurado por um relatório do Tribunal de Contas de 2007, bem como um relatório preliminar do mesmo tribunal, apresentado no início de 2009", refere Helena Roseta na carta, divulgada à comunicação social e que recorda também as duas petições entregues na Assembleia "em defesa do Porto de Lisboa".

A vereador cita, por exemplo, um parecer da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações que refere que os números relativos à movimentação de teus registados em 2008 (235 mil) são inferiores aos 239 mil registados em 2002 - uma "contradição" cujo esclarecimento é "fundamental", já que "a prorrogação do contrato de concessão tem como base a premissa relativa ao esgotamente, a curto prazo, da capacidade" do terminal. Depois de o Ministério Público ter divulgado quarta-feira que não vai desencadear qualquer processo na sequência da auditoria do Tribunal de Contas ao alargamento da concessão, Helena Roseta diz que "o assunto não está esclarecido nem encerrado".

A vereadora pede, por isso, aos grupos parlamentares que proponham "a revogação imediata" do decreto-lei 188/2008 (que instituiu a prorrogação da exploração do terminal de Alcântara) e "a abertura de um concurso público para a concessão da exploração".

 

E agora António Costa?

02
Out09

Santana Lopes não se cala, e faz bem!


Pedro Quartin Graça

Pedro Santana Lopes afirmou esta sexta-feira, após o conselho do seu adversário do PS, que «não se cala» sobre o Parque Mayer e que António Costa anda «nervoso» e, por isso, deve ter «cuidado».

As declarações foram feitas aos jornalistas, à margem de uma arruada no Lumiar. «António Costa deve estar enganado quando pensa que uma ordem dele me faria calar sobre qualquer assunto», acrescentando, logo em seguida, que não tem «qualquer razão para ficar calado». Segundo escreve a agência Lusa, Santana reiterou que António Costa já anunciou «sete vezes nos últimos quatro meses» o início de obras no Parque Mayer e «nada começou». E sem medo de mais conselhos reafirmou que está ser promovido um festival que «custa quarenta mil euros por dia», pago «com o dinheiro do contribuinte quando devia ser pago pelo orçamento de campanha do Partido Socialista».

Uma boa sondagem Com alguma ironia acrescentou: «Hoje até vai sair uma boa sondagem para ele...foi infeliz quando falou do IPO, foi infeliz quando falou de questões criminais no Parque Mayer. Excede-se e se se excede é porque anda nervoso. Eu, com uma sondagem que me desse oito ou nove pontos de vantagem, só cantava de manhã à noite. Ele não, ele ataca de manhã à noite. Porque será?», questionou.

 

«Panela de interesses»

 

Já ontem à noite, Pedro Santa Lopes, num jantar com cerca de 350 candidatos da lista Lisboa com Sentido, que junta PSD, CDS-PP, MPT e populares monárquicos, tinha feito um forte ataque à «panela de interesses» entre socialistas no governo e na autarquia da capital, num discurso virado para o interior da coligação, escreve a Lusa. «Eles sabem que não somos como eles, porque não funcionamos na lógica de conveniência e conivência em que eles funcionam. Em Lisboa hoje está montada uma panela de interesses entre o governo do Partido Socialista e a Câmara governada pelo PS. Os lisboetas nem sonham o que se vai passando nas suas costas», acrescentou.

Frente a representantes de candidaturas a 27 freguesias da zona central e oriental da cidade, em que participou também Carlos Carreiras, o presidente da distrital de Lisboa, Santana Lopes recordou o legado de Sá Carneiro para dizer aos sociais-democratas para não terem «medo».

29
Set09

Com Pedro Santana Lopes a Feira Popular estará de volta a Lisboa


Pedro Quartin Graça

Pedro Santana Lopes anunciou hoje que, se ganhar a Câmara de Lisboa, instalará a nova Feira Popular junto ao Parque da Bela Vista, no terreno que o actual executivo destinou ao Instituto Português de Oncologia. Num jantar com taxistas em Lisboa, o cabeça-de-lista da coligação Lisboa com Sentido (PSD, CDS, MPT e PPM) afirmou que será uma Feira Popular "em que a Câmara não investirá um tostão", assente em "concessão a privados" e com "um caderno de encargos com um modelo de exploração".

Para Santana Lopes, instalar ali a Feira Popular "permitirá, por um lado, ter mais movimento, mais turismo, e por outro, dinamizar a melhorar a vida das pessoas que habitam naquela zona da cidade". O candidato social-democrata afirmou que querer ali instalar o Instituto Português de Oncologia é uma decisão "errada" e que não deve ser levado para um local "que muitas vezes é palco de várias sessões de animação, barulho e ruído", como o festival Rock in Rio Lisboa, que se realiza de dois em dois anos no Parque da Bela Vista. "O IPO, com cuja administração já me reuni, precisa é de obras de requalificação", afirmou Santana Lopes.

Falando para centenas de taxistas, acompanhados das famílias, Santana Lopes reiterou a vontade de fazer "obras que facilitem a vida às pessoas", apontando ao mesmo tempo "o caos em que está transformada a cidade de Lisboa" em termos de trânsito e mobilidade. Reformulação da circulação na Praça de Espanha, novos túneis rodoviários em Picoas/Saldanha e no campo Grande e uma solução para a falta de sanitários para os taxistas foram alguns dos compromissos que assumiu.

O candidato afirmou que o fim da festa da vitória socialista nas legislativas, com o secretário-geral, José Sócrates, a discursar perante os apoiantes com o candidato do PS a Lisboa, António Costa, ao lado, foi "um prenúncio da vitória que se começa a desenhar" para a coligação Lisboa com Sentido. Para Santana Lopes, o que Sócrates fez foi "levar pela mão António Costa para lhe tentar dar uma boleia para a vitória".

23
Mai09

Qual hollywood do faroeste europeu, as ruas e praças de Lisboa converteram-se em meros adereços publicitários, acervo de curiosidades turísticas ou disformidades circenses.  O centro da capital portuguesa, semi-desertificada, é hoje em dia um mero cenário de eventos, comerciais ou políticos, onde sobrevivem uns quantos excêntricos indigenas.
Nesta tarde de Sábado, com a complacência do Sr. Zé e do Sr. Costa, os comunistas desceram à cidade e montaram o palanque na rotunda e a plateia na Av. Fontes Pereira de Melo para um comício de campanha. E Lisboa paralisou... comigo lá dentro.
Esta é uma estranha e velha fórmula desse partido e dos seus sindicatos satélites chamarem a atenção. À custa do desespero e da paciência de inocentes cidadãos.

19
Mai09

A direcção da Real Associação de Lisboa deliberou por unanimidade manifestar o seu desagrado pela inclusão do P.P.M. na coligação que pretende fazer eleger o Dr. Pedro Santana Lopes presidente da autarquia lisboeta. Considera-se que os promotores dessa candidatura incorreram num grave equívoco ao atribuir a essa formação política representatividade no que diz respeito ao ideário monárquico.
 

Neste lamentável erro, justificado pela designação do partido, não cairão os verdadeiros monárquicos de Lisboa, conhecedores que são das motivações dos seus dirigentes e da sua actuação pública, claramente atentatórias dos valores e princípios que inspiram os monárquicos.
 

As consequências políticas que deste equívoco resultarem só poderão ser imputadas a quem, precipitadamente, patrocinou a entrada do P.P.M. na dita coligação.
 

A Direcção
Real Associação de Lisboa
19 de Maio de 2009

24
Abr09

De forma gratuita, Pedro Santana Lopes prepara-se afrontar os monárquicos portugueses convocando o letárgico Partido Popular Monárquico para a sua coligação à Camara Municipal de Lisboa. Estranho que os seus conselheiros não o tenham advertido de que o PPM se tornou num instrumento de promoção pessoal do Sr. Câmara Pereira, adversário dos monárquicos portugueses e persona non grata à instituição real que estes prezam e honram.
Tendo em conta o cariz supra-partidário da instituição que advoga, um partido monárquico é por si um contra-senso, e esse equívoco adensa-se quando o partido em causa acabou esvaziado de personalidades como Henrique Barrilaro Ruas e Gonçalo Ribeiro Teles, superiores figuras intelectuais que o fundaram e justificaram numa determinada conjuntura histórica.
Se Pedro Santana Lopes desejava atrair monárquicos com esta coligação é bom que se desengane quanto antes: isso não acontecerá num projecto que inclua o partido do Sr. Câmara Pereira.

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