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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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27
Jan15

In memoriam - José Freire Antunes


Pedro Quartin Graça

AR-Pedro QG e Freire Antunes.jpg

Um dos posts mais difíceis de escrever na minha vida. José, desculpa-me, mas hoje trato-te por tu, coisa que nunca fiz antes. José, fiquei sem palavras quando hoje soube, por via de um amável jornalista que me pediu umas palavras sobre ti, que nos deixaste fisicamente. Ainda não há duas semanas me disseste que voltaríamos a falar quando regressasses dos Estados Unidos. A nossa conversa foi adiada. Felizmente que durante quase cinco anos pudemos conversar. Fica essa consolação. Esta foto, que acho que não conheces, José, numa bancada quase vazia, mas onde nós nunca deixámos de nos sentar como livres pensadores que somos, diz bem o que foi e é a nossa amizade. Nunca te consegui visitar em Versailles e tu nunca conseguiste voltar a Portugal. Estou convencido que não partiste de Portugal feliz (desculpe-me Patrícia mas é isto mesmo que penso) apesar de teres contigo a tua família. Tinhas muito para dar a todos nós. Mais do que já tinhas dado, e não era pouco. Agradeço-te a tua ajuda preciosa na minha tese de doutoramento. E desculpa-me estas palavras saírem soltas, mal redigidas, quase sem nexo. Até breve José. E, por favor, não abuses do tabaco.

09
Jan11

IN MEMORIAM - Vítor Alves


Pedro Quartin Graça

Conheci Vítor Alves há alguns anos atrás já que ambos fazíamos parte da CIVITAS - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos do Cidadão. Capitão de Abril, Vitor Alves era um moderado e um cavalheiro. Vitor Manuel Rodrigues Alves nasceu em 30 de Setembro de 1935, em Mafra.
Participou activamente no movimento de protesto contra o “Congresso dos Combatentes”, entre Abril e Junho de 1973.
No dia 25 de Abril de 1974 foi o responsável pelo comunicado à população divulgado pelo MFA e substituiu Otelo, a partir das 16 horas, no posto de comando da Pontinha, passando a coordenar o desenvolvimento da acção.
Na noite de 25 de Abril e madrugada de 26 renegociou o Programa do MFA com os membros da Junta de Salvação Nacional, a pedido destes.
Na manhã de 26 de Abril de 1974 apresentou, pela primeira vez a Portugal e ao mundo, o Programa do MFA.
Após o 25 de Abril foi porta-voz do MFA, integrou a primeira Comissão Coordenadora, foi membro do Conselho de Estado, do Conselho dos Vinte e do Conselho da Revolução.
Foi membro do Grupo dos Nove, um dos nove militares signatários do Documento dos Nove, em 1975.
Desde 29 de Junho de 1979, até final, foi porta-voz do Conselho da Revolução. Deixou-nos hoje, vítima de doença.

26
Dez10

IN MEMORIAM - Manuel Ivo Cruz


Pedro Quartin Graça

Hoje, dia de Natal, um amigo partiu. Conhecia-o há mais de 30 anos. Ultimamente apenas sabia notícias suas pelo telefone ou através de pessoas amigas. Data do passado dia 5 de Outubro a sua última aparição pública nos Paços do Concelho de Guimarães. Monárquico por convicção e fiel correligionário de SAR o Duque de Bragança, MANUEL IVO CRUZ, é dele quem falo, deixou-nos hoje. Já muito abatido pela doença, viveu contudo animado até ao fim.

Antigo director da orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa, docente e investigador na área da musicologia histórica portuguesa, era filho do maestro Ivo Cruz. Nasceu em Lisboa e realizou os seu estudos primários e secundários na mesma cidade, ingressando, depois, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas.

Estudou composição e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na frequência do curso de direcção de orquestra do Universität Mozarteum da Universidade de Salzburgo, Áustria, cujo curso concluiu com distinção. Terminados os seus estudos foi nomeado director musical da Orquestra Filarmónica de Lisboa e passou a dirigir diversos programas de divulgação musical, com destaque para os transmitidos na Radiotelevisão Portuguesa (RTP) e na Emissora Nacional, com cuja orquestra sinfónica passou a colaborar regularmente. Dedicou-se à música, com especial empenho à ópera, tendo participado na realização de diversas temporadas no Teatro da Trindade e no Teatro Nacional de São Carlos, ambos em Lisboa, da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e ainda no Círculo Portuense de Ópera, de que foi presidente e director artístico.

Distinguido com o Prémio Moreira e Sá e o título de Oficial de Mérito Cultural e Artístico da França, recebeu ainda a Ordem do Rio Branco, do Brasil. Em Portugal foi feito grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi ainda eleito membro de diversas instituições académicas dedicadas à música e à cultura, entre as quais a Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência, o Instituto de Estudos Culturais do Mundo de Língua Portuguesa e a Sociedade Brasileira de Musicologia. Ao comemorar o cinquentenário da sua carreira artística, em 2004, foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com o grau ouro da Medalha Municipal de Mérito daquela cidade.

O Manuel Ivo deixou-nos hoje. A sua memória ficará para sempre. Um beijo à Leonor, à Luísa e à Xuxu, ao seu irmão Duarte e aos seus filhos. Adeus Manuel Ivo.

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