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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Galípoli. É preciso não esquecer!

José Aníbal Marinho Gomes, 25.04.15

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Faz hoje 100 anos que começou a Campanha de Galípoli, na Turquia, que decorreu de 25 de Abril de 1915 a 9 de Janeiro de 1916, durante a I Guerra Mundial. Tratou-se de uma das campanhas mais trágicas da guerra, que opôs forças britânicas, francesas, australianas e neozelandesas (as divisões ANZAC-Australian and New Zealand Army Corps) aos impérios otomanos, alemão e austro-húngaro.

A entrada da Turquia na Primeira Guerra Mundial ao lado dos alemães, devido à sua situação geográfica, funcionava como uma barreira entre o Leste e o Ocidente, pelo que era importante, na óptica aliada a abertura de um corredor que permitisse uma rápida comunicação com a Rússia.

Os aliados travaram renhidos combates em vários pontos, tais como Seddul-Bahr, Sula e Gaba-tépé, cujo resultado se traduziu em inúmeras baixas. Mas após resistirem ao contra-ataque turco, entrincheiraram-se em Galípoli, na margem esquerda da Península de Galípoli, dominando os Dardanelos (estreito no noroeste da Turquia que liga o Mar Egeu ao Mar de Mármara)

Durante vários meses, os aliados consomem-se numa guerra lenta, com violentos confrontos sem contudo terem conseguido tomar posições turcas, quer devido às dificuldades do terreno quer à resistência das tropas turcas, não conseguindo os aliados o objectivo de abrir o estreito até o final da guerra, o que dificultou o apoio ao aliado russo.

Uma grande ofensiva alemã nos Balcãs em Outubro de 1915, obrigou os Aliados a concentrarem a sua atenção noutros pontos, tendo sido ordenada a evacuação dos Anzacs entre o dia 20 de Dezembro de 1915 e 8 de Janeiro de 1916.

O Anzac Day − 25 de Abril – é a comemoração mais significativa dos veteranos de guerra na Austrália e na Nova Zelândia, ultrapassando mesmo as comemorações do Dia do Armistício.

O resultado final traduziu-se num elevado número de vítimas, apontam-se para 220 000 (59% de baixas do lado britânico e aliados) e 253 000 (60% de baixas, para os otomanos e seus aliados).

Esperemos que o bom senso impere na humanidade, para que os povos não voltem de novo, a passar por qualquer período de terror, onde se cometem das maiores atrocidades contra o ser humano.

Peço ao Altíssimo que nos proteja e guie o Homem no bom caminho!