Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

20
Nov09

Também na medicina há quem acredite no Sistema...


Pedro Quartin Graça

"Não existem evidências científicas porque a vacina é nova. Não podemos dizer se é boa ou não. Mas a minha filosofia é a da medicina preventiva. Não vamos desperdiçar as vacinas que temos, quando deveríamos ter 70 ou 80. Eu vacinei-me!"

Foi esta parte da entrevista que o pediatra João Gomes-Pedro deu ao "I". À pergunta porque se vacinou respondeu: "Porque temos que acreditar no sistema".

Gomes-Pedro poderá ser um bom médico. Isso não ponho em causa. Poderá mesmo ser um crente na bondade do sistema. Tudo indica que é exactamente isso que se passa e está no seu direito. Mas incorre a meu ver em vários erros.

O primeiro é o de afirmar que, apesar de não saber se é boa ou má, recomenda a vacina! Trata-se pois de uma fezada sua de que a mesma é "boa". Mas é só mesmo uma aposta de quem acredita no sistema porque Gomes-Pedro não tem como a validar cientificamente.

Só que esta afirmação vinda de quem tem responsabilidades no âmbito da saúde pública é perigosa, muito perigosa mesmo. Foi por acreditarem no sistema que grávidas se vacinaram e, consequência ou não da vacina, perderam os seus filhos. Foi por lhes tirem dito que a vacina era boa que muitos se viram repentinamente afectados por herpes ocular irreversível...Tudo"coincidências" ocorridas com crentes no sistema...

Mas o segundo erro de Pedro é genericamente mais intrigante: é o de acreditar neste sistema em si mesmo. Gomes-Pedro poderá fazer parte do sistema existente (sem qualquer sentido pejorativo o afirmo) ou colaborar com ele. Isso é legítimo. Mas eu, confesso antisistemista militante, mas que conheço o sistema por dentro, sinceramente não posso ter a mesma opinião de Gomes-Pedro...

No caso de Gomes-Pedro tudo isto é mais grave na medida em que está a recomendar a toma de uma vacina com base em pretensas "evidências cientificas". Concordo com a afirmação de que devemos ter fé nas referidas evidências mas então ainda fico mais perplexo com a posição do pediatra. A verdade é que a vacina contém um componente, o tiomersal,que é um mercúrio orgânico composto (aproximadamente 49% de mercúrio em peso). Para aqueles que não se recordam, o mercúrio é só o 2º elemento mais tóxico que o homem conhece, inclusive mais tóxico do que o chumbo, o alumínio e o urânio, sendo só ultrapassado pelo plutónio. Países como a Noruega retiraram mesmo o tiomersal das vacinas para as crianças. Aqui continuamos alegremente a administrar aos nossos compatriotas aquilo que os outros, mais avisados, afinal rejeitam. Afinal como é Dr. Gomes-Pedro? Tem tanta certeza assim de que podemos mesmo confiar no sistema e nas suas evidências científicas? Da minha parte a resposta vem pronta: Até prova cabal de que a vacina NÃO é prejudicial à saúde humana NÃO PODEMOS! É no fundo uma questão de prevenção Dr. Gomes-Pedro! A tal medicina preventiva a que se refere, só que lida ao contrário.

30
Out09

H1N1: Suiça coloca resrvas a vacina usada em Portugal


Pedro Quartin Graça

A Suíça impôs hoje restrições à administração da vacina Pandemrix, também usada em Portugal, no que se refere às grávidas, crianças e jovens até aos 18 anos e adultos com mais de 60 anos.

A decisão deve-se à presença do adjuvante AS03 na composição da vacina do laboratório GlaxoSmithKline. «Dispomos essencialmente de dados sobre adultos, mas ainda não temos nenhum dado quanto às mulheres grávidas e muito poucos em relação às crianças», lê-se num comunicado da autoridade suíça de regulação dos medicamentos, a Swissmedic. Consequentemente, a «Swissmedic não autorizou ainda a administração de Pandemrix nas mulheres grávidas, nas crianças e jovens com menos de 18 anos e nos adultos com mais de 60 anos».

Todavia, os adultos com menos de 60 anos podem ser inoculados com Pandemrix ao abrigo das recomendações do Gabinete Federal Suíço de Saúde Público (FOPH). A autoridade suíça do medicamento autorizou uma segunda vacina para a gripe A - a Focetria, da Novartis -, recomendada para adultos e crianças com mais de seis meses, sendo que no caso das mulheres grávidas ou em amamentação os seus médicos assistentes deverão avaliar as potenciais vantagens ou desvantagens da inoculação.

A vacina Pandemrix foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada na União Europeia, a que a Suíça não pertence. Recentemente, soube-se que a vacina Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam. A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) esclareceu terça-feira que aquele adjuvante tem sido utilizado noutras vacinas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo.

Em comunicado, o Infarmed afirma que «mais de 22 milhões de vacinas contendo esqualeno (adjuvante) foram já administradas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo». Segundo este organismo, os adjuvantes (também conhecidos como imunomoduladores ou potenciadores da resposta imunitária) são um componente utilizado em vacinas há décadas para melhorar a resposta imunitária aos antigénios presentes.

26
Set09

Morreu o Diogo. Paz à sua alma.


Pedro Quartin Graça

O Diogo Alvim foi meu colega na Escola Alemã de Lisboa. Depois de vários anos sem o ver, falara com ele há escassos 2 meses para lhe dar os parabéns pelo facto de ser o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Ourém. Confessou-me que, mais do que um político, que não era, gostaria de fazer algo pela terra que adoptara. Já não conseguiu. No final de Agosto contraiu o vírus que lhe foi fatal.

Diogo Castelino Alvim morreu hoje no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde estava internado após ter contraído gripe A (H1N1). É o primeiro português que morreu oficialmente vítima do vírus.

Partiu um Amigo. Paz à sua Alma.

19
Jul09

Já em pequeno me diziam ser uma "porcaria" andar de mãozinhas sujas. No entanto, apesar de as estranhar nas vacas, jamais reconheci mãos aos porcos. Com os porcos é mais "pezinhos", de preferência de coentrada. Também me diziam que a anatomia dos porcos é chocantemente parecida com a dos homens. Por isso parecia-me natural que o bicho fosse um omnívoro, mesmo sem entender porque lhe tiravam o h.  Vem isto a propósito das regras profilácticas contra a gripe suína que por aí se anunciam, num fervoroso desígnio de adiar a inevitável epidemia: trinta segundos a ensaboar as mãos parecem-me um exagero. A vida é muito curta. Contrariado, aceito que me escapem as mais aprazíveis delícias do lar por ter de trabalhar como um camelo para lhe conferir um estatuto e existência condigna - agora desperdiçar a vida a lavar as mãos durante trinta segundos entre uma ida ao Multibanco e a contorção duma maçaneta de porta, definitivamente isso é de mais. Prefiro apanhar a dita gripe, que agora entendo porque lhe chamavam "dos porcos": é porque as suas vítimas não “guardaram” um metro de distância dos perdigotos da recepcionista do hotel em Cancun, e porque não lavaram convenientemente as mãos, bem fundo nas palmas e nos sovacos dos dedos, onde se escondem os mais perigosos germes.

Quando era pequeno e acordava de manhã em férias, parecia-me um interminável aborrecimento os minutos que me demorava a vestir, nomeadamente a apertar os atacadores, antes de me precipitar na brincadeira com os primos ou amigos: havia toda uma vida a esvair-se enquanto eu me atrasava com tão supérfluas tarefas. Lavar a cara e os dentes era um castigo ainda maior. Enfim, uma grande porcaria.
Talvez por isso e por escrever estas bacoradas, e apesar de me ter tornado um cidadão honesto e medianamente asseado, me arrisque a cair de cama (não sei se é por ser hora da sesta mas soa-me bem a expressão) como que vítima de um castigo divino. Mesmo sem sair do distrito de Lisboa.
Mas desculpem-me a insistência: tenho verificado com estranheza como os media dos povos bárbaros, os britânicos por exemplo, teimam em chamar gripe suína (swine flu) à maleita, apesar da sábia deliberação da OMS em mudar-lhe o nome. Chissa que a Velha Albion não aprende! Nisto os portugueses são bons e obedientes rapazes. Disso deveremos nós sentir orgulho: desde a manhã seguinte ao comunicado nem o mais rebelde redactor de jornal se atreveu a desacatar a ordem. Imagino-os nas redacções todos a beber café em copos de plástico, a assomarem-se uns aos outros em distâncias higiénicas e a fazerem bicha para os lavabos. Eu por mim tenho mais que fazer.   

 

14
Jul09

À conta de gripe suína (sempre gostei deste nome), uma onda de puritanismo higiénico grassa no meu escritório onde uma virtuosa mão invisível substituiu as elegantes chávenas de loiça onde bebíamos o café por uns etéreos copitos de plástico. Depois, lá na copa já se trocam acusações de falta de consciência etológica quem bebe o café em dois copinhos sobrepostos para não queimar os dedos. Suspeito que é mais fácil sobreviver à gripe suína do que a uma epidemia de parvoice.

 

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Publicidade

Comentários recentes

  • Anónimo

    Exmo. Senhor;Gostaria de saber se possível, o loca...

  • Ribeiro

    Parabéns pelo texto, coragem e frontalidade, apoia...

  • Anónimo

    Perfeito todo este artigo!!!

  • Anónimo

    O acto da "escolha" de um Rei, em sim mesmo, é men...

  • José Aníbal Marinho Gomes

    Resposta da Senhora Deputada Dr.ª Ilda Maria Arauj...

Links

_EM DESTAQUE

_RISCOS ASSUMIDOS

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D