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Estrada dos bravos, blog dos livres

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16
Out09

Sporting - o mistério


Pedro Quartin Graça

A gestão do Sporting continua a ser, para mim, ex-sócio do clube mas adepto de sempre, um mistério. O Sporting já recebeu 61,8 milhões de euros desde o início do século XXI pela venda de jogadores provenientes das camadas jovens, sendo o clube, dos três grandes, que mais lucra com a formação. Com as seis transferências de futebolistas formados no clube, os leões encaixaram mais de dois terços da quantia total das vendas realizadas neste século (87,9 milhões). O negócio mais proveitoso para a equipa leonina foi a venda de Nani para o Manchester United, em 2007, que rendeu 25,5 milhões de euros.

Mas a verdade é que, pese embora estes lucros, o deficit não pára de crescer. Pior. Fazem-se receitas com vendas, os dirigentes dizem que se deve menos,mas a verdade é que o passivo do Sporting é cada vez maior, cifrando-se agora em mais de 300 milhões de euros! A pretensa gestão modelo de José Roquette foi a machadada final numa gestão equilibrada do clube. De aí para cá, para além do profissionalismo e a boa vontade Miguel Ribeiro Teles, a verdade é que uma só pessoa a trabalhar bem não chega.

Confesso que a gestão de José Eduardo Bettencourt não me convence. Cada vez que os dirigentes inventam novas soluções para o diminuir, logo se constata que, entretanto, o buraco se tornou cada vez maior! É verdadeiramente estranho tudo isto! E o mais grave é que nunca percebi as explicações que foram dadas ao longo dos últimos anos para justificar esta situação. Problema meu certamente. Para onde vais Sporting?

18
Fev09

O sistema capitalista não faliu, como alguns dizem, mas pelo menos provou, para quem queira ver, que as coisas desta forma não funcionam - pelo menos no que ao sector bancário diz respeito. O apelo do primeiro-ministro da Hungria à intervenção rápida da União Europeia, entenda-se injecção de capital, é apenas mais uma prova. Os bancos estão a falir e, como já disse hoje, refugiam-se no estado.

 

É importante não esquecer que estes senhores, que geriam os bancos, eram os mesmos que até há pouco tempo criticavam o intervencionismo estatal na economia - pelos vistos as coisas mudaram. Não sou contra que os estados ajudem os bancos - mas espero que de agora em diante criem regras, ou seja, uma verdadeira regulação, que ajude as famílias e empresas a saírem da crise.

18
Fev09

O Público diz que o clima económico de Janeiro caiu para mínimo de 20 anos. A crise é cada vez mais real e já a começamos a sentir nas ruas, no nosso trabalho, nas nossas contas, nas nossas famílias e nas nossas dívidas. A banca eternamente protegida pelo estado, começa agora a apertar com os contribuintes e ao mesmo tempo que se financia no estado, aproveita para vetar o crédito às famílias e principalmente às empresas. Perante isto que fazemos? Calamos e votamos nos políticos do costume - os Dias Loureiro e Jorge Coelhos do nosso Portugal - no governo, ou numa qualquer empresa perto de si.

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