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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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21
Out14

O governo tem até Setembro de 2015 para nos tentar acabar de matar de fome, com a medida do empréstimo à habitação deixar de contar como despesa digna de figurar no IRS começo a suspeitar que o "nosso" executivo vai dar o tudo por tudo no seu ódio aos portugueses. Se calhar tem esperança que os eleitores do PS emigrem todos para países sem embaixadas nacionais.

04
Out14

É para aprender a ficar calado, ainda há dias elogiei a prestação do deputado do Partido Comunista Português no Prós & Contras - não era um debate mas saíu notoriamente como vencedor - e vejo-o agora a fazer coro na tentativa de branqueamento real que é a eliminação, por despeito político, dos três bustos dos Presidentes da República que tiveram o azar de exercer essa função durante o Estado Novo.

A História é o que é, a presença desses três na exposição patente na Assembleia da República não é "branqueamento do fascismo", branqueamento seria eliminar três nomes da lista de Presidentes da República porque não nos agradam, branqueamento é fingir que nunca existiram. Louvo aqui a posição de João Soares, deputado do Partido Socialista:

A mim, espero poder ter direito a ser insuspeito da mais pequena simpatia por Fragoso Carmona ou de Deus Rodrigues Tomas (ou na versão final do Estado Novo, Thomaz), não me chateiam nada. Pelo contrario lembram-me a histórica anedota do busto de Napoleão.

26
Set14

A evolução natural da União Europeia para uma federação de Estados arrastou-se durante tanto tempo devido não só graças às várias reticências dos Estados membros em geral mas também, e principalmente, aos interesses dos Estados maiores (França, Reino Unido e Alemanha) que viram a moeda única mais como uma ferramenta útil para a consolidação da sua economia do que um passo vital tendo em vista a tão adiada federação de Estados europeus (os tão temidos Estados Unidos da Europa).

O que teria evitado a actual crise não teria sido menos UE mas mais UE, juntamente com a moeda única teria sido necessário criar uma política económica e fiscal comum a toda a UE e ir mais longe ainda, criando – a título de exemplo – um Ordenado Mínimo Europeu, um sistema de Segurança Social também a nível continental e a criação de um Senado Europeu no qual todos os Estados tivessem o mesmo poder de voto, só assim teria sido possível evitar as desigualdades que se foram acentuando e nos trouxeram ao actual estado de fim de festa. Mas como nada disto foi feito o desfecho mais provável será a divisão da UE em duas, opondo o Sul ao Norte, ou pura e simplesmente o desmantelamento da União Europeia como um todo.

A solução para Portugal podia também ter sido outra, já bastas vezes referi aqui que, dada a actual dimensão do nosso Estado, só teríamos peso na UE se, paralelamente, a CPLP se tivesse consolidado numa União Lusófona aliada por inerência aos BRICS, esta UL seria, obviamente, liderada pelo Brasil. Infelizmente, e fazendo minhas as palavras de Medeiros Ferreira, as nossas oligarquias “com um grande atraso de entendimento das coisas, muito situacionistas, defensoras dos pequenos interesses, muitas vezes mesquinhos, medíocres e imediatistas” assim não o quiseram e agora encontramo-nos presos ao Titanic europeu sem qualquer bóia de salvação.

O crescimento dos partidos eurocépticos nas últimas Eleições Europeias são um mero sintoma do provável processo de irremediável desmantelamento da União Europeia, embora a comunicação social de massas tenha centrado o seu foco no crescimento daquilo a que, erroneamente, apoda de “extrema-direita” a verdade é que muitos dos eurocépticos eleitos este ano são também do centro e da esquerda e, exceptuando dois ou três partidos mais extremistas, todos democratas. E caso a UE se salve, quem nos salvará da UE?

[Publicado no semanário O Diabo a 26 de Agosto de 2014]

19
Set14

Encontrei à venda o 1º número da "Juiz Dredd Megazine". Os leitores mais atentos encontrarão alguns "ovos de Páscoa" se a lerem com atenção, como por exemplo - na página 66 - o letreiro do "Condomínio Ezra Pound". Edição brasileira da Mythos Editora, agora distribuída mensalmente em Portugal, já "assinei" a minha no quiosque onde costumo saciar o meu vício em banda-desenhada. Claro, no mundo capitalista actual o editorial deste 1º número faz o apelo: se a revista não vender bem é para acabar, por isso sugiram a amigos, parentes, colegas, inimigos, etc.

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