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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Mar09

escreve André Azevedo Alves no Insurgente: (...) Poucos acreditarão que a iniciativa (do Bloco de Esquerda) visa, efectivamente, combater a “obstinação terapêutica” mas há um aspecto da mensagem de Louçã que é inteiramente credível. Historicamente, o socialismo nunca foi particularmente eficaz a proporcionar o acesso dos cidadãos à larga maioria dos bens e serviços, mas revelou-se sempre terrivelmente eficaz a garantir o “acesso livre e informado à morte” (...). Leia tudo aqui.

16
Mar09

Paulo Portas manteve hoje um encontro com a comunicação social. Durante a conferência de imprensa o líder do CDS/PP apresentou várias propostas de índole social que irá apresentar ao Parlamento na próxima quinta-feira. Propostas, disse o político centrista, que visam essencialmente reduzir o sofrimento dos mais desprotegidos tais como os idosos e desempregados.

E a dada altura da sua intervenção chamou a atenção que o primeiro-ministro José Sócrates terá de tomar em consideração muito séria tudo o que lhe é proposto pelo CDS, incluindo o apoio imediato às pequenas e médias empresas. (Não sei mesmo se não estará Paulo Portas já a pensar que é muleta do Governo) Todavia, no desafio que Portas dirigiu a Sócrates lá tinha de vir a nódoa negra, uma particularidade infeliz onde a cartada do líder do CDS desiludiu pelo oportunismo demagogo e inoportuno, ao salientar que se Sócrates não atender às suas propostas "está a praticar a eutanásia empresarial". Eutanásia empresarial? Mas, agora também já se brinca com um assunto tão sério?...

17
Fev09
16
Fev09

Acordei há pouco e acabei de chegar ao escritório, são sete em ponto da manhã. Ligo o computador, passo os olhos pelos jornais e pelos blogs - venho aqui parar e fico triste. Fiquei com a nítida sensação de que ninguém percebeu aquilo que eu disse e defendi no post sobre a eutanásia.

 

O João Távora diz que esta é a lógica da batata, mas a Amanda defende-me e afirma que a batata dá pelo menos para fazer puré - venha daí um beijinho Amanda! O Nuno Poças, velho colega de faculdade, diz que não posso defender teorias com oito séculos - aposto que deve ter feito História do Direito com o Martim Albuquerque. O Bonifácio que não sei quem é, mas que tem um nome giro porque é igual ao do gato de "Os Maias", diz que discutir este tema é uma perda tempo - mas olhe que maçada, acabou por entrar na discussão na mesma. Já o RMD diz que isto não é uma questão religiosa, mas sim uma "questão de estado de direito" e que não se mantêm vidas em "estado vegetal".

 

Ora vamos lá ver, mas desde quando é que o "estado de direito" deve ter o poder de decidir o que eu quero fazer à minha própria vida? Desde quando é que o "estado de direito" me pode impedir de morrer? Desde quando é que podemos obrigar alguém que não está em "estado vegetal" a viver em sofrimento?

15
Fev09

 

O meu amigo Rodrigo Moita de Deus, com quem partilho algumas causas, veio dizer que "nenhum Estado, nenhuma comissão, que nenhum homem, tem o direito de tirar uma vida" - quase que concordo, por esse motivo sou contra a pena de morte. Quando este argumento foi utilizado na campanha contra a interrupção voluntária da gravidez, sinceramente, achei-o básico, desprovido de lógica - estávamos a falar de um embrião, de um ser vivo projecto de vida e não de uma "vida", no sentido filosófico do mesmo.

 

Mesmo a abordagem da questão da "vida" e do "aborto" por parte da Igreja Apostólica Romana, da qual eu e também o Rodrigo somos praticantes, nem sempre foi tão radical como é agora. Para comprovar esta tese basta observarmos o momento em que pela primeira vez na história, a Igreja condena o aborto. A primeira condenação dá-se em 1140 com o Decreto de Graciano que distinguia a morte voluntária do fecto antes da animação (incorporação da alma) e depois da animação, sendo a primeira considerada "quase homicidium" e a segunda "tendit ad homicidiun". Curiosamente este documento vem quase que legitimar o aborto até às dez semanas, pois segundo S. Tomás de Aquino e a sua Tese da Animação Retardada, a mesma ocorria na altura em que o feto adquiria forma humana.

 

De lembrar que esta teoria só foi formalmente modificada pela Igreja no século XX, através do Corpus Iuris Canonici de 1917, em que a concepção foi aceite como momento de animação. Logo, a visão da própria Igreja sobre o aborto nem sempre foi como é agora. Por um simples motivo, o significado da "vida", ou se preferirmos o momento da "animação".

 

O estimado leitor deste blogue deve estar a pensar: mas o que é que o aborto e a eutanásia têm em comum? Muito coisa acredite. De facto, quando falamos em "pôr termo a uma vida" temos que nos lembrar que estamos a "pôr termo a uma vida" inanimada, sem autonomia, no fundo, e temos que ter coragem do afirmar, uma não vida.

 

Um bom católico reconhece, antes de mais, o valor do conceito família - por esse motivo, tem que dar a esta instituição o poder de acabar com o sofrimento de uma pessoa que ama e que não se pode libertar desse sofrimento, nem através do próprio suicídio. Esta é uma visão católica a favor da legalização da eutanásia.

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