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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

08
Jun09

Uma vez mais tratou-se dum grande exagero a notícia da extinção do CDS, e por esse facto há que felicitar Nuno Melo e... Paulo Portas, apesar da direita dos valores em que me revejo possuir dificuldade em  identificar-se com o seu estilo populista. 
O facto é que nesta hora há que reconhecer o seu mérito: Paulo Portas conseguiu superar essa desconfiança à custa da sua proverbial  capacidade de trabalho que produz resultados na agenda política, desproporcionados à dimensão do partido.  Só me pergunto se isso chega para fazer crescer o partido: há em Portugal um eleitorado cristão conservador e humanista que, permanentemente ameaçado de orfandade partidária, triplica claramente o habitual meio milhão de votos do CDS. Tradicionalmente este eleitorado dá-se mal com aventureirismos liberais e fracturantes. Esse eleitorado só aguarda por um líder credível e carismático. E reparem como a valorosa Laurinda Alves anda por aí a desperdiçar energias.
 

08
Jun09

Mesmo que se confirme uma desejável viragem política nas próximas eleições legislativas, este país manterá um profundo problema de ingovernabilidade estrutural: um descrédito generalizado no regime e nas suas instituições, um estado paternalista e asfixiante, e uma congénita indolência dos portugueses.

Mudar este último paradigma é o verdadeiro desafio nacional: é em cada individuo que terá que se operar uma mudança de atitude, de empenho, que viabilize Portugal.  Os portugueses têm que acreditar que está neles a solução. Alguém sabe como?

08
Jun09

Manuela Ferreira Leite revelou-se a grande vencedora da noite eleitoral de ontem: com a sua estratégia de comunicação baseada na sobriedade, e a escolha do cabeça de lista certo no momento certo, o PSD conquistou uma significativa vitória sobre o Partido Socialista. Tudo isto acontece apesar de Pedro Passos Coelho e da sistemática oposição e má fé assumida por um certo jornalismo e uns quantos fazedores de opinião que dominam com mestria o espaço mediático nacional. De facto, durante grande parte do mandato de José Sócrates, uma inaudita “oposição à oposição” que Pacheco Pereira tanto tem denunciado, dominou a agenda política doméstica.
O exemplo paradigmático destes fazedores de opinião e “mensageiros do oculto” é o inenarrável Luís Delgado, opinador militante na SIC Notícias e na Antena 1, onde exibe uma aflitiva pobreza cultural e intelectual. Este jornalista é para mim um incompreensível caso de alguém que supostamente dá a cara pela direita, mas que, em nome de ocultíssimos interesses, consegue ser sempre mais devastador com ela do que os seus “adversários”. É ouvi-lo na Antena 1 num programa ironicamente chamado “Contraditório” em concordância sistemática com os seus “opositores” Ana Sá Lopes e Carlos Magno. Aliás, na sua última edição, na sexta-feira passada, tivemos a possibilidade de o ouvir vociferar contra Manuela Ferreira Leite e o previsível insucesso do PSD, facto para ele escandaloso, tendo em conta uma suposta hecatombe dos partidos no poder dos restantes países europeus expostos à crise financeira internacional. Argumentos falsos quando sabemos como a direita se aguentou em França, Itália e Alemanha, apesar da crise, apesar de tudo. Ontem à noite, era vê-lo na SIC pateticamente empenhado nessa mesma causa, desvalorizando a vitória do PSD. O que fará correr Luís Delgado? E que estranho fascínio exerce esta obscura personagem a alguns directores de informação da nossa praça?
Legitimamente, exigimos dos políticos um mínimo de idoneidade, erudição, cultura e ciência. Implacavelmente, troçamos das suas gaffes, e obrigamo-los a assumir as consequências dos seus erros de avaliação e fracassos eleitorais. Ora não será que, detendo os media um inusitado poder, "o quinto" como lhe chamam, não deveriam também alguns jornalistas e analistas políticos assumir consequências dos seus enganos e desconchavos?
Eu sei de uns quantos que a esta hora, no mínimo, deviam estar a comer os seus chapéus num acto de penitência pública. 

05
Jun09

Há cerca de um mês, tanto os socialistas quanto os opositores internos de Manuela Ferreira Leite (incluo aqui jornalistas e comentadores próximos) diziam que o PSD estava perdido e que só valia a pena discutir se o PS ia ou não ter maioria absoluta nas legislativas. Agora, já dizem que o PSD tem obrigação de ganhar as europeias, que de um momento para o outro se tornaram "fáceis", porque se ficar a dois ou três pontos percentuais de um PS a 10% da maioria absoluta “compromete” as hipóteses de ganhar as legislativas daqui a quatro meses. E se Sócrates ganhar vai ser caso único na Europa (tirando Sarkozy e Berlusconi, mas isso não interessa porque são de direita) já que se sabe que agora os eleitorados punem os governantes em funções quando há um mês, segundo esses "analistas", se refugiavam neles contra a crise. Ah, já me esquecia, e Manuela Ferreira Leite, que tem que continuar a ser uma "má política",  parece que não tem nada a ver com a escolha de Paulo Rangel... Se não houvesse gente séria que se deixa levar por estas manipulações grosseiras, até dava vontade de rir.

 

Também no Papa Myzena

05
Jun09

Deixemo-nos de lérias. Depois de amanhã joga-se muito mais do que a eleição de deputados para parlamento europeu e eu receio que sejamos confrontados com duas sérias fatalidades: um descalabro à direita com a derrota da do PSD e um tombo do CDS, conjugado com exponencial crescimento da extrema-esquerda, pela mão do Bloco de Esquerda. A verificar-se uma vitória socialista, tal constituirá um tremendo reforço anímico para o partido enfrentar os próximos embates eleitorais, e José Sócrates verá legitimada a sua vulgar sobranceria.
Este panorama é de pesadelo, e sem dúvida tornará o meu país um local ainda mais inóspito.
O momento é de mobilização: cabe a cada um de nós a missão de intervir no que estiver ao seu alcance para motivar os colegas, amigos e vizinhos a desacomodarem-se marcando presença nas urnas e votar contra as esquerdas. Pela nossa rica saudinha, por patriotismo.

04
Jun09

As sondagens, como se sabe, valem o que valem.

Esta indica que o PSD pode, eventualmente, ser o partido mais votado no próximo domingo. Confesso que não acho surpreendente essa possibilidade. Na verdade, Rangel é infinitamente melhor candidato de que Vital Moreira.

Assim sendo, e a confirmarem-se estes dados, esta é uma enorme vitória para Rangel e uma brutal derrota para José Sócrates que tem investido bastante nesta campanha e que é o responsável pela escolha de Vital Moreira.

Ainda que o PS não perca as eleições de domingo, a verdade é que fica feita a prova de que Vital Moreira está acabado para a política. O seu discurso cheira a mofo e PREC com todos os laivos comunistas que ainda marcam as suas arrogantes palestras!

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