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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Verdade de la palisse

José Aníbal Marinho Gomes, 21.01.21

Vitorino Silva, candidato ao próximo leilão eleitoral, referiu ontem num encontro por videoconferência com jovens, que as candidaturas deveriam ser independentes e que os partidos não deviam meter “bedelho” nestas eleições, uma vez que o candidato vencedor vai ficar a dever favores a essas estruturas e não vão ser livres, por estarem hipotecados aos partidos.

Branco, mais branco não há!

Como temos vindo desde sempre a defender, o Rei é o único chefe de Estado supra-partidário, independente de partidos e interesses e como tal pode moderar de uma forma imparcial todos os poderes existentes, porque não é refém de partidos políticos, grupos económicos ou grupos de pressão. Não é refém de NINGUÉM! Contrariamente ao que acontece nas repúblicas, onde, não raras vezes, se assiste a pressões dos governos para que o chefe de estado (da mesma cor política) aprove ou compactue com determinadas posições.

image.jpgA representatividade do povo faz-se apenas através do rei, que é o representante máximo dos cidadãos de um país, por isso a monarquia gera estabilidade nas nações criando nos cidadãos a identidade nacional.

VIVA O REI!

 

A acutilância de José Paulo Fafe

Pedro Quartin Graça, 24.12.10

"O meu (não) voto

NUNCA, ATÉ hoje, deixei de votar. Neste, naquele, no outro, com maior ou menor convicção, em branco, mas sempre (sem excepção) votei... Mais: sempre considerei as eleições presidenciais um pouco como "a mãe de todas as eleições", aquelas em que mais obrigado me sentia em comparecer e expressar o meu voto. Votei Eanes contra Soares Carneiro; Salgado Zenha na primeira volta das eleições de 1985, contra Soares, Pintasilgo e Freitas do Amaral; branco na segunda volta, quando Soares foi pela primeira vez eleito; branco, cinco anos mais tarde; Cavaco quando este perdeu para Sampaio; branco na reeleição deste último, em 2001; e Soares há cinco anos, preferindo-o obviamente a Cavaco e a Alegre e talvez até em jeito de alguma "revolta" pela forma como vi o País tratar alguém a quem - quer se queira quer não... - devemos alguma coisa.

Vem tudo isto a propósito das próximas eleições, quando a 23 de Janeiro, se enfrentarem nas urnas Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre, Francisco Lopes e um tal de Defensor de Moura. Aí, pela primeira vez na minha vida, vou abster-me, não vou sequer exercer o meu direito de voto... E faço-o na iminência da vitória de Cavaco, pelo seu desempenho nos últimos anos, tanto enquanto Presidente, quanto auto-intitulada "referência moral" do nosso País (para mim, para ser referência de qualquer coisa, porventura sê-lo-á lá do Poço de Boliqueime ou da Travessa do Possolo...) e onde colocou descarada e ardilosamente os seus interesses e ambições políticos à frente do compromisso que possuía perante quem nele confiou. Eu sou um dos que "torce" para que na noite do dia 23 de Janeiro, o prof. Cavaco não possua a legitimidade de se arvorar em "presidente de todos os portugueses", sou um dos que anseia que mais de metade dos portugueses com capacidade eleitoral (e muitos deles naturais eleitores do próprio Cavaco) saibam desta forma expressar inequivocamente o seu desagrado quanto à actuação matreira de quem, objectivamente, defraudou quem nele depositou alguma esperança."

 

In: José Paulo Fafe