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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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02
Set09

Anda tudo muito nervoso para as bandas do Bloco Central...


Pedro Quartin Graça

Para as bandas do Bloco Central dos interesses anda tudo muito nervoso ultimamente. Para além da expectativa sobre o resultado das legislativas, onde, no final, e a fazer fé nos vários intervenientes que vieram falar publicamente nos últimos dias, todos acabarão nos braços uns dos outros (para quê então as eleições...?), são contudo as autárquicas as que mais parecem incomodar os social-democratas. Tendo necessidade imperiosa de ganhar, de novo, as eleições, o PSD parece encarar mal a hipótese de vir a perder algumas autarquias. E essa hipótese é verdadeiramente real. Sinal dessa nervoseira é o Município de Braga onde a candidatura do MPT veio estragar a "pré-festa anunciada" dos pretensos sucessores de Mesquita Machado.

Mas também em Penalva do Castelo as coisas não correm bem para o PSD. O mesmo se passa aliás em Nelas e em Ferreira do Zêzere.

Para as bandas do PS a situação é idêntica. Em Elvas o intratável Rondão ameaça tudo e todos e retira painés de propaganda da oposição sem dar cavaco a ninguém. Em Belmonte a Câmara socialista também já teve melhores dias. No Algarve a derrota do PS parece, aliás, inevitável.

 

Quem acode ao Bloco Central?

 

11
Mai09

Não sei porquê anda para aí meio mundo preocupadíssimo com a perspectiva de nenhum partido obter maioria absoluta nas próximas legislativas. Sem se rirem às gargalhadas dizem temer que o país venha a tornar-se ingovernável.

Então expliquem-me como se eu fosse muito burro: o que é que ganhou o país com a maioria absoluta socialista? E as reformas prometidas? E o confronto com as corporações? Ou será que tudo não passou dum mero jogo de intimidação ao género canino – agarrem-me se não eu mordo? A justiça já funciona? Baixou-se a despesa pública? Que é feito da dívida externa? Diminuiu a corrupção? As escolas já ensinam? O desemprego abrandou? E a criminalidade? O estado paga a horas e tornou-se pessoa de bem?
Ora deixem-se lá de tretas, e venha daí uma maioria relativa!

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