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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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08
Jun09

MPT sobe 60% em votos nas eleições para o Parlamento Europeu


Pedro Quartin Graça

A primeira eleição de uma série de três foi ontem. No que toca às minhas cores, o Partido da Terra registou uma subida superior a 30% em percentagem e de cerca de 60% (!) em votos relativamente às últimas eleições para o Parlamento Europeu realizadas em 2004.

Subimos em todo o País, de forma clara, tendo passado de 12.000 para 23.400 votos. Não foram, é certo, os resultados que desejávamos. Mas a subida muito substancial verificada foi uma realidade que não podemos, nem devemos, desvalorizar. Esta subida registou-se em todos os distritos, sem excepção e, de forma muito substancial, no Algarve e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Pessoalmente esperava mais, confesso, mas os 25 anos de actividade política já me permitem encarar todos os resultados com naturalidade e sem grande decepção. Seguem-se novos desafios eleitorais. As legislativas primeiro e as autárquicas depois. Sobre as primeiras, é o momento de refectirmos sobre as alternativas de poder que devemos encontrar para Portugal. O MPT fará essa reflexão numa perspectiva de construir uma alternativa de governação ao PS e às políticas que este representa. Acreditamos que o PS, não só vai perder a maioria absoluta, como vai perder as eleições legislativas.

Assim, é importante e necessário construir uma alternativa política que permita a eleição de deputados à Assembleia da República e a escolha de um novo Governo.

Sobre as segundas, as autárquicas de Outubro, o MPT apresentará candidaturas fortes em todo o País capazes de ganhar eleições e de ser, de forma claramente afirmativa, uma nova escolha para o Poder autárquico em Portugal.

23
Mai09

 

Não percebo muita coisa de comunicação política, mas ambiciono vir a perceber e lá vou fazendo uns trabalhos. A verdade é que não é preciso ser um especialista na matéria para observar a forma como o Partido Socialista tem escondido o seu cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu. Vital terá sido uma má escolha?

O Rangel é candidato e aparece nos cartazes, o Nuno Melo é candidato e aparece nos cartazes, o Miguel Portas é candidato e aparece nos cartazes, o Sousa Franco era candidato e aparecia nos cartazes e o Vital Moreira? O Vital não. Em vez disso o PS optou por mostrar António Guterres, Mário Soares e José Sócrates. Vital terá sido uma má escolha?

Depois de mostrar Guterres, Soares e Sócrates, o PS mostra uma família com ar apostólico e traços a tender para o escandinavo - com certeza que se trata de uma mensagem subliminar relativa ao estado social escandinavo. Ok, esta foi muito rebuscada, voltemos pois à pergunta: Vital terá sido uma má escolha?

Tudo indica que que o PS se apercebeu que Vital Moreira foi uma má escolha e se dúvidas houvesse sobre este facto as sondagens vêm tornar tudo mais claro - o PSD está a 2% do PS, trocando em miúdos o Rangel está a 2% do Vital. Vital Moreira foi aparentemente uma má escolha.

Não contesto o mérito académico do Professor Vital Moreira, mas contesto a prestação política do candidato Vital. Não tem imagem, não tem discurso, tem uma má prestação nos debates televisivos, não arrancou eleitorado à esquerda e afastou o eleitorado de centro. Enfim, um desastre - mas um desastre útil a José Sócrates.

O eleitorado que Vital afasta só Sócrates o pode ir buscar - e o primeiro ministro sabe disso. Prefere perder as europeias para ganhar as legislativas, prefere levar o cartão amarelo agora do que o vermelho depois. É uma atitude inteligente. Com isso José Sócrates reforça a sua posição no seio do Partido Socialista, manda o Paulo Rangel e o Nuno Melo para a Europa e só tem que se preocupar com Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas - o eleitorado com quem disputa a votação.

Perante este cenário talvez Vital Moreira tenha sido uma boa escolha de José Sócrates. O líder do PS sabe que um fraco rei torna fraca a forte gente e também sabe que a forte gente pode voltar a ser forte com um rei forte, ou seja, ele próprio. Bem jogado.

22
Mai09

 

 

O mais impressionante na sondagem que hoje veio a público sobre as eleições para o Parlamento Europeu foi que ninguém reparou nas intenções de voto nos "outros partidos". Pela primeira vez estes simpaticamente denominados "outros" partidos aparecem com 7,7 % das intenções de votos.

 

Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu (2004) os "outros" obtiveram um simpático resultado de 4,24 %, pelo que agora quase dobram a votação. No entanto, 2 desses outros partidos não vão concorrer as estas eleições e outro deles já foi extinto (MD), pelo que os "outros" partidos que se repetem as escrutínio eleitoral representavam na altura apenas 2,68% da votação.

 

Se esta sondagem diz que há 7,7% de eleitores portugueses que dizem que vão votar nos "outros" partidos, significa que provavelmente existem 5,02% de portugueses que vão votar pela primeira vez num dos "outros" partidos que se apresentam a eleições. Curioso não acham?

 

Temos que juntar a estes dados três novos dados, desta feita políticos: o facto de terem nascido dois novos partidos políticos em Portugal (Movimento Mérito e Sociedade e Movimento Esperança Portugal) e o facto de pela primeira vez o Partido da Terra (MPT) ter campanha política de grande formato nas ruas do país e ser o único partido democrático que se opõe ao Tratado de Lisboa, capitalizando assim mais eleitorado.

 

 

Se quisermos ter como dado de relevo apenas a criação destes dois novos partidos políticos, poderíamos apontar para que cada um deles terá 2,51% de votação. Sendo que um deles poderá ter mais votos do que outro, mas de qualquer maneira qualquer um deles se coloca em terreno favorável para uma possível eleição de deputados nas legislativas. O que poderá alterar o actual quadro de representatividade parlamentar português.

 

 

Se juntarmos a isto o factor de mobilização do MPT - Partido da Terra, teremos que acrescentar a estes 5,02% os 0,4% que já teve nas últimas eleições, pelo que cada um destes partidos, dividindo aritmeticamente em três o eleitorado, poderá ter uma votação próxima dos 2%. O que iria premitir, mantendo-se este cenário nas legislativas, que estes três partidos viessem a eleger deputados para a Assembleia da República.

 

Havendo percentualmente tanta gente interessada em votar em alguns destes "outros" partidos, gostava de saber o porquê deles serem encaixados nos "outros" e não serem chamados pelos nomes. De certeza que o Pedro Magalhães sabe mais disso do que eu, mas eu fico sem compreender na mesma.

 

Ora vejamos, o Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 1999, em lista já na altura encabeçada pelo Miguel Portas, teve 1,8 % e já aparecia nas sondagens. Será que o BE interessava à comunicação social e o MMS, MEP e MPT não interessam?

 

De certeza que esta minha análise vai ser atacada por ter omitido os brancos e os nulos. No entanto, acho estranho que alguém diga numa sondagem que vai "votar nulo" ou até "branco", mas como disse não sou um especialista. Gostava ainda de referir que falei da sondagem de hoje da Eurosondagem, mas poderia também falar da sondagem realizada entre 14 e 19 de Abril que dava 13,5% de intenções de voto nos "outros", onde estão os brancos e os nulos.

 

Vamos esperar para ver.

14
Mai09

 

No caso de Obama, é do reconhecimento geral que a sua eleição terá beneficiado decisivamente com uma campanha bem amanhada de “Internet 2.0”.
Tomando a temperatura das emoções pela blogosfera nacional, estando atentos às bocas e causas que animam as redes sociais, suspeitamos que pela influência desses mesmos recursos José Sócrates será em breve apeado sem glória de S. Bento.

De resto nunca uma assessoria de comunicação, por melhor que fosse, conseguiria fazer duma parede uma estrada: as coisas são o que são. Poupem ao menos o dinheiro.

18
Mar09

escreve André Azevedo Alves no Insurgente: (...) Poucos acreditarão que a iniciativa (do Bloco de Esquerda) visa, efectivamente, combater a “obstinação terapêutica” mas há um aspecto da mensagem de Louçã que é inteiramente credível. Historicamente, o socialismo nunca foi particularmente eficaz a proporcionar o acesso dos cidadãos à larga maioria dos bens e serviços, mas revelou-se sempre terrivelmente eficaz a garantir o “acesso livre e informado à morte” (...). Leia tudo aqui.

10
Fev09

Os ricos que paguem a crise, e José Sócrates diz que sabe quem eles são. Como eu já cá ando há algum tempo e sei o que a “casa” gasta, a atoarda soa-me a balela. Ou então significa um ataque final à classe média... Pelo sim pelo não quando andar na rua vou usar a gravata mais coçada, que pelo faro ele não me apanha!

13
Jan09

Segundo o Jornal de Negócios, o Ministério das Obras Públicas solicitou às empresas e organismos por si tutelados actualização permanente sobre todos os eventos públicos previstos para este ano tais como “inaugurações, lançamentos de obras, adjudicações de contratos, apresentação de projectos à comunicação social, etc”. O ministério no entanto refuta o uso politico (leia-se “para propaganda”) dessa informação.

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