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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

07
Mar13

Foto: A "surpreendente" situação económica portuguesa:-   A economia teve um recuo neste trimestre, ficando aquém das expectativas. Segundo cálculos efetuados isto está fora do comportamento previsto. Que raio terá motivado isto?- bem, shotôr... se aumentam os impostos e retiram subsídios as pessoas não têm dinheiro para gastar... se não há dinheiro para gastar como sobrevive o comércio? Não há compras não há incentivo à economia...- A sério? - Sim...- Deixe-se disso Manela, você é funcionária da limpeza do ministério, sabe lá o que diz.- Sim shotôr, mas sou eu que vou às compras lá em casa...

- A economia teve um recuo neste trimestre, ficando aquém das expectativas. Segundo cálculos efetuados isto está fora do comportamento previsto. Que raio terá motivado isto?
- bem, shotôr... se aumentam os impostos e retiram subsídios as pessoas não têm dinheiro para gastar... se não há dinheiro para gastar como sobrevive o comércio? Não há compras não há incentivo à economia...
- A sério? 
- Sim...
- Deixe-se disso Manela, você é funcionária da limpeza do ministério, sabe lá o que diz.
- Sim shotôr, mas sou eu que vou às compras lá em casa...

26
Jan09

BGV - Bancarrota de Grande Velocidade

 

O optimismo estará, então, no futuro que Sócrates nos promete. Os grandes investimentos públicos, a grande determinação. Ainda agora, quando os pessimistas esperavam que - perante a calamitosa dívida externa, perante a incerteza dos próximos anos - investimentos mastodônticos fossem travados, o primeiro-ministro regressou da cimeira luso-espanhola com a promessa de que o TGV estará pronto em 2013.

E logo o pessimista Prof. Luís Campos e Cunha, primeiro ministro das Finanças de Sócrates, afastado do governo - sendo que cada vez resulta mais claro que não merecia estar lá -  escreve isto no Público: «A política do Governo é simples mas errada: o investimento e as exportações cairam, logo o Estado faz uns programas de investimento e de subsídios públicos (...) Na situação actual, mais investimento público implica que o Estado vai precisar de mais financiamento, porque o défice orçamental aumenta. Mais financiamento directo ao Estado vai reduzir a  breve prazo o financiamento (aquilo que sobra) para os bancos (que resultará em ) menos crédito às famílias e empresas; logo, teremos mais falências, mais desemprego e, também, problemas acrescidos para os bancos. O Governo volta a reagir com mais investimento ou subsídios públicos... » E assim por diante.

Num desabafo, Campos e Cunha ainda escrevia: «Pode ser que a cimeira ibérica ponha um ponto final no TGV para Madrid ...» Mas o ex-ministro escrevia a sua crónica antes da cimeira que reafirmou o TGV. Ele, outro horrível pessimista, fora optimista demais.

 

26
Jan09

Talvez o optimismo resida em como este governo gere bem a coisa pública. 

Esta semana, por exemplo, soube-se que o ministro Mário Lino descurou as contrapartidas em trabalho e transferências tecnológicas para empresas nacionais que a Airbus propunha a Portugal no negócio da compra de aviões Airbus para a TAP, vantagens na ordem das centenas de milhões de euros. E que continuou a descurar, mesmo depois de a Airbus insistir nelas por carta de Setembro de 2005. Esta semana, Mário Lino disse que duas empresas portuguesas beneficiaram de encomendas para a Airbus, a Lauak e as OGMA. Lauak e OGMA informaram que não. A semana não foi boa para este tipo de explicações optimistas.

Talvez não seja a gestão ...

Mário Lino: Alcochete jamais, contrapartidas que afinal não foram, e brava defesa do seu chefe contra a cabala eleitoral Freeport (cozinhada, a crer nele, por oposição, todos os media, Justiça e pérfida Albion).

 

26
Jan09

Em frente, sem tibiezas e

com muita determinação.

 

Visto que o ministro das Finanças tem os olhos postos nas estrelas, como no Sábado disse a um convénio socialista, e visto que o primeiro-ministro acredita que uma inclinação mais risonha produz postos de trabalho, a razão do optimismo económico a que ontem nos admoestou há-de estar na obra meritória que este governo vinha fazendo, ao menos até a crise internacional o tolher.

Recapitulemos brevemente:

- Portugal é e era desde antes da crise o país dos 27 da UE que, tirando a Letónia, tem o maior fosso de rendimentos  entre os 20% de nacionais mais ricos e os 20% mais pobres, e a situação vem-se agravando desde 2005;

- a taxa de desemprego ultrapassou a média da UE em 2006, estando perto dos 8% e prevendo-se que aumente este ano para próximo dos 9%, não melhorando em 2010;

- o rendimento per capita português (corrigido em termos de paridade de poder de compra) era de 84,2% da média da UE a 27 em 1999, era de 72,8% em 2008 e continua a cair. Fomos ultrapassados por Malta e Eslovénia em 2003, pela República Checa em 2004, pela Estónia em 2008. Somos 20º de 27 países e continuamos a cair. Segundo a Comissão Europeia a nossa recessão será a pior e mais longa. A nossa economia contrairá 2%  este ano e 0,1% em 2010. 

- a carga fiscal sobre os portugueses está acima da média da UE e muito acima dos 12 países que aderiram em 2004 e 2007 - e são os nossos principais concorrentes na atracção de investimento externo. Entre 2004 e 2008, o nosso Produto cresceu 30 mil milhões de euros, enquanto a despesa cresceu 17 mil milhões, ou seja, por cada 100 de riqueza mais que criámos, o Estado foi buscar 54 mais.

- o défice público foi reduzido para 2,2% em 2008, à custa da subida de todos os 9 impostos, enquanto o investimento caía e a despesa corrente do Estado continuou a subir (era de 39,3% do PIB em 2004, é de 40,2% este mês, e agrava-se). O défice será de 4,9% este ano e pouco menos em 2010. Será ainda pior se Sócrates/Lino persistirem nos grandes investimentos públicos.

- o endividamento externo líquido (a diferença entre o que nos devem e aquilo que Estado, empresas, bancos, e privados devem ao estrangeiro) agrava-se ao ritmo de 2 milhões de euros por hora, 48  milhões/dia, ultrapassando já os 400 mil milhões de euros. Dois anos de toda a produção de riqueza em Portugal não chegam para pagar dívidas e juros.

- e de juros vamos pagar mais, se arranjarmos quem nos empreste. É o que resulta de não sermos de confiança, e de as reformas não avançarem, como a agência de rating Standard&Poor advertiu primeiro, e depois anunciou.

Este é o cadastro deste governo. Antes da crise e depois.

Bem ... Eu sei que o optimismo já gerou grandes tragédias - que seria do nazismo e do comunismo sem utopias e optimistas para as realizar? E sei que alguns confundem optimismo com inconsciência gravosa. Mas no caso do primeiro-ministro há-de haver razões inteligentes, e virtuosas, e sólidas, e fundas. Quais serão?

21
Jan09

Distraídos com a América e as facetas nobres da política, inscrevamos, no entanto, uma notinha portuguesa no dia 20 de Janeiro: o senhor governador do Banco de Portugal (aquele que fez com o seu correlegionário Sócrates a brincadeira do logro do défice - dizer em Fevereiro que se nada se fizesse durante todo o ano o défice ia para 6,5% - o qual permitiu a Sócrates afinal subir todos os impostos como prometera que baixava) disse neste dia que as últimas indicações indicavam que os indicadores indicados pelo governo socialista no último orçamento (seja, o mais recente deles, aquele que rectificou o de há 2 meses em que se previa crescimento que deu em recessão, que era porém a recessão menos grave da Europa, antes de a Comissão Europeia prever que será a pior e mais longa) afinal precisam de ser rectificados, porque o crescimento que afinal é recessão, afinal é recessão maior ainda (mais dívida, mais défice, mais desemprego, mais atraso).

Perguntar retoricamente: temos ou não temos um grande timoneiro? Temos ou não temos um exemplo de segurança e rigor no senhor ministro das Finanças?

Subaverbamento: rir durante 5 minutos, de um riso amargo porém comiserador, do senhor director da Lusa que há semanas, a bem do governo,  pressionava a redacção para não usar o termo «estagnação», quem nos dera.

Averbamento ao subaverbamento: sugerir que orgãos de comunicação social como a Lusa - ou a RTP, ou o DN, ou a Visão, ou a SIC - passem a chamar-se OCC, como Orgão de Comunicação de Confiança.

13
Jan09

A agência de notação financeira Standard & Poor's avisou hoje que pode vir a rever em alta o risco de crédito da República portuguesa.

O 'rating' (medida do risco de crédito que é tanto melhor quanto mais baixo for o risco), que se encontra actualmente em 'AA-' pode ver cortado, refere a S&P numa nota hoje divulgada, notando que as reformas estruturais do Governo se têm mostrado "insuficientes".

30
Dez08

A imprensa divulgou que o consumo de cigarros em Portugal baixou entre 10 e 15 por cento. E acrescentou, já em jeito de propaganda, que o facto se deveu ao "forte impacto da nova lei". Há mais papistas que o Papa. A diminuição no consumo de tabaco, dizem os comerciantes, deve-se essencialmente ao pouco dinheiro que os portugueses passaram a ter para gastos. O resto é treta, porque o Governo até ficou chateado com a anunciada redução de fumarada. Quanto menos cigarros se venderem, menos dinheiro de impostos entra nos cofres. E não esquecendo que os aviões fizeram-se para fumar...

03
Dez08

Manuel Pinho anunciou 900 milhões de euros em apoios para a industria automóvel, diz aqui. Bem vistas as coisas aquilo de que Portugal mais precisa é de automóveis subsidiados, que os que andam para aí são poucos e arrastam-se ferrugentos. Certamente amanhã o ministro da economia vai anunciar uns quantos milhões para a industria têxtil e talvez sobrem uns eurios para o Estrela da Amadora.

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