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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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13
Jul14

A monarquia como sistema de governo reside no passado, avesso à democracia…


José Aníbal Marinho Gomes

Começa assim o último parágrafo de um artigo da autoria do sociólogo Adriano Campos, publicado na página esquerda net, cujo título é “Um Rei na Assembleia da República: cenas de um país improvável”, referindo-se à visita de Filipe VI a Portugal. Escreve então o douto sociólogo: "...A monarquia como sistema de governo reside no passado, avesso à democracia e fiel ao fraco ideal do poder por filiação. Não serve aos povos e é inaceitável como meio de subjugação. Mas Portugal é mesmo um país improvável… faltava-nos, pois, um Rei na Assembleia da República".

Só por pura ignorância se pode escrever um texto com um conteúdo de gratuitidade deste nível, o que se lamenta numa pessoa com formação académica.

Como já anteriormente referi noutros artigos de opinião, começo a ficar sem paciência para tolerar argumentos primários contra a monarquia, pelo que não me vou alongar nos comentários a este texto.  

No entanto apraz-me tecer algumas observações, não sem antes esclarecer que para mim a monarquia não é um sistema de governo, mas sim uma forma de regime.

Afirmar que a monarquia reside no passado, avessa à democracia e fiel ao fraco ideal do poder por filiação, que não serve aos povos e é inaceitável como meio de subjugação, é um erro comum no qual muitas pessoas são induzidas.

Então vejamos. De acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ano 2013, dos dez países com melhor índice de desenvolvimento humano do mundo (IDH), sete são monarquias (Noruega, Austrália, Holanda, Nova Zelândia, Suécia, Japão e Canadá), estando em primeiro lugar a Noruega e em segundo a Austrália, ou seja, 75% das monarquias ocidentais estão no comando deste índice.

Se aprofundarmos ainda mais esta medida comparativa que é usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano” verificamos que dos dez países que mais investem em educação, sete são monarquias; dos dez países menos corruptos do mundo, sete são monarquias; dos dez governos mais baratos do mundo, seis são monarquias, etc.

Embora os países com regimes monárquicos sejam menos de um quarto dos países do mundo, representam metade dos 30 melhores países no índice das Nações Unidas de bem-estar global.

Mas continuemos as nossas comparações. A cidade australiana de Melbourne, foi considerada pelo terceiro ano consecutivo a melhor cidade do mundo para se viver.  

O país cujo povo é o mais feliz é a Dinamarca; a Nova Zelândia é o país do mundo que mais investe em tecnologias limpas, o Parlamento onde o número de homens e mulheres é mais igual é o da Suécia.

Todos estes países possuem regimes monárquicos, mas de acordo com autor deste artigo, não servem aos povos…, tomara eu que os cidadãos da república portuguesa tivessem um nível de vida e bem-estar social semelhante ao destes países que, segundo o referido sociólogo, por serem monarquias são avessos à democracia….

Refira-se ainda que as questões ditas fracturantes, (união entre pessoas do mesmo sexo, liberalização de drogas leves, etc.) bandeira do Bloco de Esquerda, é nos países com regime monárquico que encontram o seu melhor acolhimento e protecção legal.

Importa também realçar que os países que figuram entre os 10 de melhor desempenho no IDH da ONU não são sequer as nações mais ricas do mundo em termos de Produto Interno Bruto-PIB, no entanto conseguiram índices elevados de desenvolvimento e bem-estar social. Será que foi por a monarquia ser avessa à democracia?

Embora sem bases científicas, podemos considerar que além destes países serem monarquias constitucionais, os seus cidadãos desfrutam de uma tão vasta liberdade individual, que é um meio propício ao empreendedorismo, e condição sine qua non, existirá desenvolvimento.

Continuando um pouco mais e analisando o relatório anual do "Economist Intelligence Unit" pode-se constatar que apenas 25 países funcionam em plena democracia, estando a Noruega em 1.º Lugar e a Suécia em 2.º, a Dinamarca em 4.º, a Nova Zelândia em 5.º, a Austrália em 6.º, o Canadá em 8.º e a Holanda em 10.º, não constando a república Portuguesa desta lista de 25 países, no entanto entre os 10 primeiros, sete têm regimes monárquicos.

E a nível de salários, porque não comparar? Após uma demorada pesquisa, encontramos um artigo publicado na economias.pt, que mereceu a nossa credibilidade. Apesar de não ser fácil elaborar uma lista de países com os melhores salários mínimos no mundo, devido à variedade de factores a ter em linha de conta, designadamente os impostos e à circunstância de muitos países não terem sequer um salário mínimo, de acordo com dados da OCDE (salários mínimos reais à hora), constata-se que nos dez primeiros lugares do ranking dos países com salários mais elevados, oito são monarquias. Em 1.º lugar aparece a Austrália, com um salário mínimo mensal de 1.760 euros, a que corresponde o valor de cerca de 11 euros por hora de trabalho; em 2.º lugar o Luxemburgo, onde se recebe, no mínimo, 10,12 à hora; em 3.º a França - a única república do grupo -, com um salário mínimo de 9 euros à hora; em 4.º aparece a Bélgica com um valor hora de 8,50 euros; em 5.º a Irlanda, com 8,20 euros por hora; em 6.º a Nova Zelândia, que apresenta um valor mínimo de 8 euros à hora; em 7.º Holanda, com um valor mínimo de 7,90 euros à hora; em 8.º o Canadá, que apresenta o valor mínimo 7,10 euros à hora; em 9.º o Reino Unido, cujo valor mínimo será 6,86 euros à hora e para concluir o top 10 dos países com melhores salários mínimos do mundo está em 10.º o Japão, que apresenta um valor de 5,56 euros mínimo à hora. Perante mais este facto, como é possível que ainda exista alguém capaz de afirmar que a monarquia não serve aos povos?

Para concluir olhemos para o grau de contentamento relativamente à instituição monarquia, e verificamos que o grau de satisfação das populações locais relativamente ao regime é o seguinte: no Reino Unido 78% da população está satisfeita com a monarquia, na Holanda 75%, na Dinamarca 77%, Espanha (que apresenta uma recuperação de 8 pontos percentuais) 62%, na Bélgica 70%, no Luxemburgo 70%, no Mónaco 70%, na Noruega 82%, no Liechtenstein 70%, na Suécia 70% e no Japão 82% da população está satisfeita com a monarquia (1). O que vem, portanto, contrariar a ideia de que a monarquia é um meio de subjugação.

Que estranhas coincidências… 

(1) The Guardian; El País, ABC, Blog Royal Central, etc.

 

 

 

21
Set09

"Legítimas e colectivas vigarices em bloco", por Nuno Castelo-Branco


Pedro Quartin Graça

O colectivo "trotsko-estalinista" do alto-burguês BE, reagiu como se esperava às notícias da perda da nada credível virgindade colectiva tão ciosamente preservada diante de um público bastante mais atento. À má prestação de Louçã diante de Sócrates e Portas júnior, somam-se agora os "casos", os famosos podres colectivos que o Conducator tanto gosta de arremessar à cara dos seus rivais políticos.

Não nos preocupando com a desmesurada e desproporcional presença em tudo o que é órgão de comunicação social - num comentadeirismo político ao estilo comicieiro -, nem sequer mencionando o alegado caso Salvaterra de Magos, as assessorias maternas e as colectivas mordomias que jamais rejeitaram como deputados da nação, os chefes do BE afinal pecam dos mesmos vícios pequeno-burgueses, da "imunda ralé exploradora e parasitária". Gostam de amealhar o dinheirinho em fundos de poupança - é legítimo e fazem muito bem - e pelo que parece, não resistem à tentação do jogo na Bolsa do capitalismo selvagem e neo-liberal.

O selecto ultrapopulista de caviar Louçã, veio a terreiro desculpar-se com um gargalhável ..."não olho pelos meus interesses, mas sim pelos interesses colectivos" ( ou seja, um claro "vejam como sou bonzinho e altruísta), afirmando ainda que os ditos irrisórios trinta mil Euros são o fruto da poupança de uma vida inteira ..."como professor universitário, funções pelas quais não recebo um tostão!" (sic). Enfim, são as habituais "desconjunâncias colectivas" da coisa que ontem Jerónimo de Sousa risonhamente comentou. A kiki menina Joana Amaral nunca tentou enganar ninguém e basta olhar para a sua figura para nos apercebermos de um certo "cinhismo a Dias" de capa da Flash, Nova Gente ou Olá. Investiu nas acções dumas empresas ligadas ao Estado e em fase de privatização, "colectando" a mais-valiazita da praxe.

Quanto à menina Ana Drago, aproveitou também para dragar uns cobres para arredondar o cofrezinho proletário do qual certamente aproveitará uns dividendos para "acções de solidariedade" na Bica do Sapato ou em qualquer outro local frequentado pelos marginais especuladores "colectivos" da nossa praça. Os colectáveis dr. Rosas, Portas sénior e o outro senhor do Porto (não me recordo do nome), compõem o colorido e cheiroso ramalhete que confirma aquele velho dito do vigário e que a todos aconselhava "fazerem o que eu digo, mas não fazerem o que eu faço". É de facto, uma campanha indecente contra o BE, coitadinhos dos colectivos. Tenho é de me dirigir à sede da Almirante Reis e solicitar uma audiência de aconselhamento económico, pois por ali não faltarão peritos na matéria.

 

(Com a devida vénia a Nuno Castelo-Branco, in Estado Sentido)

15
Jul09

O grande problema da esquerda está no cerne da sua bandeira, aquela mais popular e demagógica, que a catapulta ao poder: a utopia da igualdade como remição da injustiça e do sofrimento humano. O problema é que “as esquerdas” sabem que a imposição da “igualdade” depende da restrição do mais precioso valor humano: o da diferença, ou seja o da Liberdade. E uma parte dessas esquerdas, chamemos-lhe “democrática” não está disposta a avançar muito para esse abismo, e trava sabiamente o seu desígnio perante a realidade dos factos: o caminho da igualdade só se percorre à conta de bárbaros atropelos, infames injustiças e violações aos mais basilares direitos humanos. Além disso a história ensinou-nos como a coacção da igualdade tolhe a excelência, a iniciativa, e promove a dependência, o paternalismo e a estagnação. 

É assim que a esquerda “do arco do poder”, para jogar no respeito das regras civilizadas, por regra hipoteca parcialmente a sua utopia. E é deste equívoco que se alimentam as outras esquerdas, as extremas e necrófagas. Que sabem bem o preço a pagar pela cadeira do poder: ou a cedência perante a realidade ou uma temerária e despótica aventura política.

Mesmo sendo um poeta, Manuel Alegre deveria saber isto. 

 
15
Mai09

Faz falta a Portugal o Manuel Alegre no PS. O poeta, que gravita nos limites da esquerda civilizada,  tem o poder de conter o crescimento da esquerda radical.  O esvaziamento do partido de José Sócrates da sua facção idealista apenas beneficiará o Bloco de Esquerda, um partido de raízes totalitaristas que assim se tornará seu refugio.
Perante a inoperância das forças moderadas, e pela força duma genial estratégia de imagem e maquilhagem política, Louçã e seus acólitos garantem hoje à estrema esquerda influência que esta nunca teve. Uma via cada vez mais rápida para a revolução.

03
Mai09

A imitação do líder ou descubra as diferenças

 

"José Manuel Fernandes perdeu mais uma boa oportunidade para continuar enredado no twittwer, onde passa as intermináveis horas que lhe faltam para se informar sobre o que escreve. Talvez, quem sabe, comece a ler o jornal que supostamente dirige."

Pedro Sales no Arrastão*

 

"E, se tivesse feito o trabalho que se esperaria de um jornalista, concluiria mais: a Câmara de Salvaterra também não patrocina nem paga as touradas que se realizam por iniciativa privada no seu concelho. Lamento que esta informação não estivesse acessível no twitter, mas estava na internet: o cartaz da dita tourada não mostra o patrocínio da Câmara, o que já daria para tirar conclusões. O que seria fácil de confirmar, mas como se pode pedir rigor a um homem tão ocupado?"
Francisco Louçã no Facebook*

 

*Estas citações são apenas um exemplo de dois textos escritos por pessoas diferentes com o conteúdo exactamente igual e com exemplos exactamente iguais. Imitação do líder Pedro Sales?

 

Adenda: No Facebook um Sr. João Garcia Barreto faz o seguinte comentário de apoio a Louçã: "Parabéns pelo artigo... Infelizmente, o jornalismo actual é imparcial, iníquo e pouco democrático."  Ora aí está, se o jornalismo actual fosse parcial tornavasse mais democrático. É isso não é? E já agora o que é iníquo?

03
Mai09

 

O Pedro Sales, camarada bloquista, ficou bastante irritado com José Manuel Fernandes por causa da polémica das corridas de touros em Sintra. Não gostou que o jornalista director do Público e que a Helena Matos usassem o exemplo de Salvaterra de Magos - única autarquia bloquista - para defenderem que o BE também aí tentasse proibir as corridas de touros.

 

Na verdade, o Pedro Sales tem razão numa coisa. O BE não tentou proibir, mas apenas que a Câmara Municipal não apoiasse as touradas em Sintra. A verdade é que sem o apoio da autarquia o espectáculo não se pode realizar e logo o BE conseguiu o seu objectivo, com ou sem proibições: acabar com as touradas em Sintra. Por este motivo, convinha pelo menos que o Pedro Sales não assumisse a postura de virgem inocente. Fica-lhe mal.

 

No entanto, gostava sinceramente de saber qual é a posição do Bloco de Esquerda relativamente às touradas? É complicado de responder não é? Ou dizem que não são contra e perdem os votos dos jovens vegan pequeno-burgueses, ou dizem que são contra e perdem os votos do povo, que não tenham dúvidas gosta de tourada.

 

Mas parabéns ao Bloco de Esquerda, conseguiram ganhar mais uma batalha em prol do elitismo cultural e da segregação cultural com base nos rendimentos financeiros. Quem vive em Sintra e gostar de tourada agora só poderá assistir aos espectáculo se tiver dinheiro para vir a Lisboa. Sem dúvida o BE é o grande educador da classe operária.

18
Fev09

Blogs à esquerda que devemos ler:

 

5 dias - Já é um clássico.

Arrastão - Melhorou muito com a entrada do Pedro Sales.

Activismo de Sofá - O blog da esquerda à minha esquerda.

Bichos Carpinteiros - Viva a Joana Amaral Dias!

Boina Frígia - A esquerda republicana (snif, odeio esta palavra). Destaco o Pedro Alves.

Câmara Corporativa - O blog do regime (sem ofensas).

Delito de Opinião - Blog plural e não só de esquerda, mas conta com a participação do meu amigo André Couto, do qual não poderia deixar de falar.

Esquerda Republicana - Se é republicana é porque admitem a existência de uma monárquica, ainda bem. Um abraço João Vasco!

Jugular - Obrigado Maria João!!

Ladrões de Bicicletas - Com excelentes nomes, uma outra visão da economia - com participação do meu amigo e camarada de muitas lutas Pedro Nuno Santos.

O prazer da política - Do socialista Pedro Vaz, amigo de longa data.

O tempo das cerejas - Blog do comunista Vítor Dias, um dos últimos bloggers que foram entrevistados para o meu jornal.

País Relativo - Conta com vários nomes de referência, permitam-me destacar o meu amigo Tiago Barbosa Ribeiro.

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