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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

20
Fev09

Aquilo no BPN foi mais escandaloso que o caso Madoff. A pouco e pouco vai-se sabendo cada uma de bradar aos céus. Tudo era possível, penso eu, porque o Banco de Portugal tem servido apenas para uns certos senhores viverem à tripa forra. Regulação? Miragem. Inspecção? Miragem dupla. Sanções a prevaricadores? Miragem tripla. E no mundo das miragens o que parece ilusão é realidade. Só assim se explica que determinados felizardos passavam pelo BPN, tomavam uns whiskis com água de Castelo e umas pedrinhas de gelo, fumavam uns charutos e levavam em cash uns milhões para construirem uns prédios, abrirem umas farmácias e uns hotéis, viajarem por todo o mundo com a mulher, a segunda mulher e as acompanhantes de fim-de-semana. Os milhões eram levados e ninguém sabe onde páram. Eu, por acaso, sei onde algum desse dinheiro foi investido e, ontem, também alguém foi ao Parlamento e forneceu umas novidades.

10
Jan09

Abstraindo-me de uma análise sofisticada às raízes da seiva maligna que originou todo um conjunto de fraudes e ilegalidades que brotou no seio da crise bancária sentida em todo o mundo, e particularmente no nosso País, limito-me apenas a lamentar como é triste e desolador o actual panorama a que assistimos no tecido estruturante das instituições bancárias. Os bancos da nossa confiança, das nossas poupanças, dos nossos créditos, dos nossos débitos, das nossas transferências, das nossas compras e vendas, dos nossos conselhos para investimento e outras operações, estão falidos. Como é que se pode compreender que as 'casas do dinheiro', os locais onde a abundância do vil metal representava o sustento pecuniário da nossa vida, esteja na bancarrota?

Abrimos hoje os jornais e lê-se, como se fosse já uma naturalidade penosa, o obsceno:

 

- Banco Popular investigado por suspeita de gestão danosa.

- BCP tem 28 quadros em licença com vencimento.

- Os que recorrerem a advogados para litigar o BPP não ganharão nenhuma vantagem.

- Na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN já ninguém se entende.

 

E é nesta panóplia de verdades delicerantes que os mentirosos se movimentaram e continuam a pavonear. Alguns dos responsáveis por este quadro desolador continuam a dar entrevistas e a fingir que foram muito eficientes, sérios e trabalhando sempre ao lado do interesse dos clientes. E para mal dos nossos pecados, ainda assistimos ao papaguear daqueles que aldrabaram tudo e todos ao longo da vida, conseguindo mesmo que governantes lhes concedessem espaços públicos para expor a sua vaidade dos milhões. Tudo isto é um desalento que já representa revolta na maioria dos portugueses.

19
Dez08

Não sei se o banqueiro João Rendeiro mediu a possibilidade latente de um qualquer cliente do Banco Privado Português perder a cabeça se se confirmar que todo o seu dinheiro está perdido. Mantive hoje um encontro com dois clientes do BPP que estiveram muitos anos a depositar todas as suas poupanças naquele banco. Funcionários públicos que sempre viveram do seu salário e de pequenos rendimentos das vinhas e das hortas que mantiveram ao longo da vida. "Se eu não tiver o meu dinheiro de volta pego na caçadeira e mato o João Rendeiro", afirmou-me um dos clientes do BPP. Quando o sensibilizei para a gravidade das suas palavras e para a calma que teria de "inventar", retorquiu-me: "Não tenho nada a perder. Se não reaver o meu dinheiro serei um desgraçado mas esse tipo não se ficará a rir".

O problema dos clientes do BPP que não possuíam na instituição grandes fortunas, mas sim o pecúlio de uma vida de trabalho, é extremamente grave e nada tem a ver com os depositantes de quantias milionárias. Neste momento, ainda não é seguro que o banco fundado por João Rendeiro tenha viabilidade. E em caso de insolvência total poderá acontecer uma tragédia a partir daqueles que, porventura, vierem a sentir-se absolutamente vilipendiados e aldrabados pelos gestores do BPP.

15
Dez08

EXCLUSIVO

 

Há bruxas ou não há? Tudo indica que sim para os lados do Banco de Portugal. O governador Vítor Constâncio que se manteve sempre em silêncio sobre as ilegalidades praticadas pelos gestores do BCP vem agora dizer que as acusações são mais que muitas e atingem sete ex-administradores, nomeadamente Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Alípio Dias.

Por outro lado, o vice-governador António Marta, que teve a coragem de desmascarar Manuel Dias Loureiro sobre o conteúdo de uma reunião que mantiveram sobre o BPN, e quando se esperava que António Marta tivesse muito mais para dizer, o RISCO-CONTÍNUO está em condições de anunciar que o número dois do Banco de Portugal está sem voz. António Marta foi recentemente operado à garganta e inesperadamente a intervenção cirúrgica resultou num problema que lhe afectou as cordas vocais e que o impede de falar.

12
Dez08

A tendência continua. Desde que a crise do ‘subprime’ começou, há 17 meses, que o valor dos resgates de fundos de investimento mobiliário tem vindo a superar o das subscrições. Neste período, os resgates líquidos (diferença entre subscrições e resgates) superaram os 12 mil milhões de euros, o que representa uma média de 24 milhões por dia. No entanto, em Novembro, registou-se uma diminuição para mais de metade no volume das entradas e saídas destes produtos de investimento. Os resgates foram de cerca de mil milhões de euros, enquanto as subscrições se ficaram pelos 388 milhões. Desde o início do ano, o montante sob gestão das entidades nacionais desceu 41%, cifrando-se, no final de Novembro, nos 15,2 mil milhões de euros. Os números constam num relatório divulgado ontem pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP).
29
Nov08

O 'Expresso' de hoje diz que o «Governo salva BPP para defender imagem de Portugal». Não se compreende muito bem esta máxima, com a agravante de se anunciar que o presidente do banco, João Rendeiro, vai dar lugar a outro e tudo fica bem... É pena que o governo não salve Portugal para defender a imagem do País e a imagem dos portugueses, porque assim também salvava a imagem da banca...

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