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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

30
Set13

Os erros governativos, a corrupção no poder central e local, as leis feitas nas escondidas, etc., não são apenas culpa da classe dirigente. O eleitorado chamou para si a culpa, e não pequena, quando abriu mão do seu papel de vigilante da Democracia e prefere, em plena noite eleitoral, assistir a mais uma edição da Casa dos Segredos. Temos os isaltinos que merecemos.


07
Set13

o alberto, o roberto e os dinossauros


Sofia de Landerset

 

Todos os anos, a minha casa é assaltada pelo Alberto. Um belo dia, o governo decide que o Alberto tem de dar lugar ao Roberto. A questão é saber se o Alberto pode passar a assaltar a casa do vizinho, ou não.

 

A lei da limitação de mandatos dos presidentes de câmara destina-se, alegadamente, a acabar com a corrupção nas autarquias. Qualquer pessoa com meio dedo de testa percebe o disparate. E qualquer pessoa, mesmo sem testa nenhuma, percebe que leis destas só servem para inglês ver, porque o português sabe bem do que é que a casa gasta. 

Entretanto, entretém-se a intelligentsia deste país a discutir gramática, ignorando alegremente o facto de alíneas diferentes do mesmo artigo usarem tanto "de" como "da", o que só demonstra o extremo rigor da coisa.

 

Gosto de pensar que as pessoas não são estúpidas, ao contrário do que pensam as excelentes elites que nos governam.

É evidente que não adianta chamar a polícia, porque ninguém vai aparecer para prender o tipo que me assalta a casa todos os anos.

Posto isto, gostava de ser eu a decidir se o Alberto tem de dar lugar ao Roberto, e quando.

18
Jan13

Rabbit Season!


José Aníbal Marinho Gomes

Com o aproximar das eleições autárquicas começa a abertura a um novo período de caça. O primeiro a dar o tiro foi Carlos Carreiras (já antes Berta Cabral nas regionais Açorianas tinha feito o mesmo). Jaime Soares, autarca Vila Nova de Poiares, reconheceu ao Diário Económico que "estas são as eleições autárquicas que decorrem em pior ambiente político" e que muitos candidatos "terão muitas razões para não se valerem da imagem do Governo”. Mas contrariamente ao que possam pensar os candidatos autárquicos, os eleitores não são um bando de “pacóvios” e sabem distinguir entre aqueles candidatos que se sempre se distanciaram das políticas do governo, que foram muito poucos, daqueles que sempre defenderam o Governo e as suas políticas e que agora por uma questão de oportunidade eleitoral pretendem demarcar-se das mesmas.

No decurso desta campanha vai com certeza ser lembrada a controversa reforma administrativa e o fecho de tribunais e serviços nalguns concelhos. Convém não esquecer que o mandato dado pelos cidadãos nas últimas eleições autárquicas, não previa qualquer reorganização administrativa local, pelo que a mesma está a ser feita á revelia dos eleitores.

A lei de limitação de mandatos impede os autarcas de cumprirem mais de três mandatos consecutivos, como tal o PSD tem 82 autarcas em fim de mandato, alguns, verdadeiros “dinossauros”, difíceis de substituir internamente.

Vai chegar a maior renovação autárquica, pós 25 de Abril.

Quanto ao CDS, a expressão autárquica reduz-se a um único município, o de Ponte de Lima, cuja câmara deverá manter, por inércia dos partidos da oposição que ao longo dos anos nunca conseguiram apresentar candidatos com carisma e “peso” suficiente para defrontarem as diversas candidaturas que foram apresentadas pelos centristas.

Para além da “Rabbit Season” estamos perante uma “Revolution Season”!

 

02
Out09

Sondagem dá maioria absoluta a Rui Rio no Porto


Pedro Quartin Graça

Se as eleições fossem hoje, Rui Rio venceria as eleições para a câmara do Porto com maioria absoluta.

É o resultado de uma sondagem feita para a SIC, Expresso e Rádio Renascença A caminho das eleições do poder local Rui Rio vai vencer as eleições para a câmara do Porto, com maioria absoluta. Segundo o estudo da Eurosondagem, a candidata do PS, Elisa Ferreira está, na melhor das hipóteses, dez pontos atrás.

A coligação PSD/ CDS PP ficaria entre os 45,9 e 50,1 por cento dos votos. Ganharia 7 mandatos na autarquia.

O Partido Socialista, com Elisa Ferreira, ficaria entre os 31,4% e 35,2%. Conseguia entre 4 a 5 mandatos.   A CDU teria 8,3% a 10,5% das intenções de voto e 1 mandato.   O Bloco de Esquerda, com 4,8% a 7,0%, pode conseguir 1 mandato. O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses terá, segundo a Eurosondagem, 0,3% a 0,7% dos votos, não alcançando qualquer mandato.

02
Out09

Sondagem Autárquicas: Isaltino vence de novo em Oeiras


Pedro Quartin Graça

Nada parece abalar a liderança de Isaltino Morais à frente da autarquia de Oeiras. A última sondagem mostra que se as eleições fossem hoje, o movimento “Isaltino Oeiras Mais à frente” ganharia as eleições com um resultado entre 39 e 43 por cento o que corresponde a 4 ou 5 mandatos na autarquia. O PS seria a segunda força política do concelho, entre 21,2 por cento e 25 por cento, conseguindo 3 ou 4 mandatos. Ultrapassando assim a coligação PSD e CDS, liderada por Isabel Meirelles que conseguiria apenas entre 16,9 e 20,7 por cento. Ou seja, 2 ou 3 mandatos.

 

Autárquicas - Oeiras (projecção)

 

PARTIDO VOTOS (%)

MANDATOS


Isaltino - Oeiras mais à Frente - 39,0% - 43,2% 4 - 5

PS 21,2% - 25,0% 3 - 4

Mais Oeiras - PPD/PSD-CDS/PP-PPM 16,9% - 20,7% 2 - 3

CDU 7,2% - 9,4% 0 - 1 BE 4,3% - 6,1% 0

PCTP/MRPP 0,2% - 0,6% 0

 

Nota: esta projecção parte do princípio que responderam NS/NR (12,4%) se abstêem. FONTE: Eurosondagem De acordo com a Sondagem, a CDU teria entre 7,2 e 9,4 por cento dos votos, correndo o risco de não conseguir nenhum mandato. O Bloco de Esquerda conseguiria entre 4,3 e pouco mais de 6 por cento, não elegendo qualquer mandato. No fim da lista aparece o PCTP/ MRPP que teria um resultado a rondar o meio por cento.

23
Mai09

Qual hollywood do faroeste europeu, as ruas e praças de Lisboa converteram-se em meros adereços publicitários, acervo de curiosidades turísticas ou disformidades circenses.  O centro da capital portuguesa, semi-desertificada, é hoje em dia um mero cenário de eventos, comerciais ou políticos, onde sobrevivem uns quantos excêntricos indigenas.
Nesta tarde de Sábado, com a complacência do Sr. Zé e do Sr. Costa, os comunistas desceram à cidade e montaram o palanque na rotunda e a plateia na Av. Fontes Pereira de Melo para um comício de campanha. E Lisboa paralisou... comigo lá dentro.
Esta é uma estranha e velha fórmula desse partido e dos seus sindicatos satélites chamarem a atenção. À custa do desespero e da paciência de inocentes cidadãos.

20
Mai09

Alguém devidamente identificado contactou-me por e-mail indignado com a minha supostamente desleal posição a respeito da coligação de direita para Lisboa. Confesso que não a tenho assumido de ânimo leve: independentemente da maior ou menor simpatia pelos circunstanciais protagonistas da minha ala politica, nunca deixei de ser pragmático e na hora H apoiá-los com mais ou menos convicção.
Desta vez a situação é bem diferente: Santana, na fossanguice de reeditar a imagem da mítica Aliança Democrática e “secar” a direita em Lisboa, com a sua costumada leviandade, tratou de convidar o PPM, hoje em dia um partido pária,  para a coligação. Acontece que bastará o mais desavisado cidadão ler e ouvir as recentes entrevistas que o seu líder e fadista tem dado à Comunicação Social para se perceber o tamanho da asneira: em todas elas o Sr. Câmara Pereira não perde uma oportunidade de afrontar ignobilmente  os monárquicos portugueses.
Como monárquico e militante do CDS ainda não perdi a esperança de ver esta equívoca e insólita situação devidamente ponderada e revista. Assim como sei que  Santana conquistou a câmara em 2001 por pouco mais de oitocentos votos de diferença, sei que na capital os monárquicos são muitos mais – só a Real Associação de Lisboa tem cerca de quatro mil membros.  E que haverá sempre um voto de refugio para quantos não penhoram os seus valores de lealdade por um prato de lentilhas.
Será com alguma amargura que verei confirmar-se o partido do Sr. Câmara Pereira na coligação por Lisboa: significará que os verdadeiros monárquicos lisboetas foram desprezados e que estarei a torcer contra a minha família politica. Finalmente, do ponto de vista meramente egoísta, resta-me a consolação de estar hoje recenseado na freguesia do Estoril onde a minha escolha será convicta e cristalina.
 

19
Mai09

A direcção da Real Associação de Lisboa deliberou por unanimidade manifestar o seu desagrado pela inclusão do P.P.M. na coligação que pretende fazer eleger o Dr. Pedro Santana Lopes presidente da autarquia lisboeta. Considera-se que os promotores dessa candidatura incorreram num grave equívoco ao atribuir a essa formação política representatividade no que diz respeito ao ideário monárquico.
 

Neste lamentável erro, justificado pela designação do partido, não cairão os verdadeiros monárquicos de Lisboa, conhecedores que são das motivações dos seus dirigentes e da sua actuação pública, claramente atentatórias dos valores e princípios que inspiram os monárquicos.
 

As consequências políticas que deste equívoco resultarem só poderão ser imputadas a quem, precipitadamente, patrocinou a entrada do P.P.M. na dita coligação.
 

A Direcção
Real Associação de Lisboa
19 de Maio de 2009

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