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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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31
Dez10

Itália proíbe sacos de plástico para compras a partir de 1 de Janeiro


Pedro Quartin Graça

De acordo com o jornal PÚBLICO "Os sacos de plástico serão banidos das lojas e supermercados italianos a partir de 1 de Janeiro, uma medida pioneira num país que consome um quarto dos cem mil milhões de sacos gastos anualmente na Europa. Cada italiano usa anualmente mais de 330 sacos de plástico, a maioria importados de países asiáticos como a China, Tailândia e Malásia. Este número já valeu à Itália um dos lugares cimeiros na lista europeia dos maiores consumidores de sacos de plástico. De acordo com os ambientalistas, são necessários pelo menos 200 anos até um saco de plástico se decompor.

Mas a partir de 1 de Janeiro, esta dependência passa a ser mais sustentável, com a aposta nos sacos biodegradáveis ou em papel, através de uma campanha de sensibilização promovida pelo Governo e empresas de distribuição. A medida foi confirmada pelo Conselho de Ministros italiano. “Esta é uma grande inovação que marca um passo em frente fundamental na luta contra a poluição e que nos torna mais responsáveis em matéria de reciclagem”, comentou a ministra do Ambiente Stefania Prestigiacomo, citada pela agência AFP. As organizações de defesa do Ambiente, que na verdade esperavam um adiamento da aplicação da proibição, saudaram a decisão governamental. A indústria dos plásticos ainda exerceu pressão junto das autoridades para adiar a entrada em vigor da nova regulamentação. Outros países europeus experimentam soluções para reduzir o uso de sacos de plástico.

A 15 de Dezembro, o Parlamento português aprovou um projecto de lei do PSD que estabelece uma redução de 90 por cento no fornecimento de sacos nos supermercados até 2016, e um outro do PS para aplicar um "sistema de desconto mínimo" no valor de pelo menos cinco cêntimos por cada cinco euros de compras a quem prescinda totalmente dos sacos de plástico fornecidos gratuitamente pela superfície comercial. Foi rejeitado um projecto de resolução do BE para interdição em 2015 do uso de sacos de plástico nas "grandes superfícies comerciais", excluindo os biodegradáveis."

O que a notícia não diz, mas a isso já estamos habituados, é de quem foi a autoria da primeira iniciativa legislativa nesta matéria em Portugal.

Na verdade, orgulho-me de ter sido o autor da primeira iniciativa legislativa tomada a este propósito em Portugal. Na verdade, data de 2 de Maio de 2007, a apresentação do PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 208/X REDUÇÃO DOS IMPACTES CAUSADOS PELOS SACOS DE PLÁSTICO NO AMBIENTE, a qual é consultável aqui.

13
Dez10

As alterações climáticas em Kiribati-um país a afundar-se


Pedro Quartin Graça

Kiribati é um país do Pacífico. Nele a erosão da costa, provocada pelas alterações climáticas, está a destruir todas as suas ilhas. Um vídeo colocado no You Tube pela UNDP (um organismo das Nações Unidas de apoio ao desenvolvimento) documenta de forma impressionante os efeitos das alterações climáticas na zona da Polinésia. O território, composto por numerosas pequenas ilhas, tem, no seu ponto mais elevado, apenas quatro metros acima do nível do mar e toda a população desta nação vive a apenas um quilómetro da costa. O país já pediu ajuda à comunidade internacional para evacuar todos os residentes antes que o território desapareça. Receia-se que não chegue a tempo.

07
Dez08

 

Estamos sempre a aprender. Hoje fiquei a saber que posso contribuir para a defesa do ambiente optando por uma ceia de Natal mais verde (juro que não é facciosismo sportinguista) incluindo um bacalhau vegetariano*. As preocupações com o planeta e especialmente com as gerações vindouras devem fazer parte do nosso quotidiano. Ao ler um artigo do Bruno Abreu no DN fiquei sensibilisado para o facto da ceia de Natal ser a refeição do ano que mais prejudica o ambiente, no que respeita às emissões de CO2 no transporte de alimentos, aos gastos com água, luz, gás e pelo lixo que se acumula no fim da refeição.

O bacalhau está em vias de extinção desde 1996 e alguns estudos apontam para a extinção das populações do Atlântico Norte nos próximos 15 anos, caso a situação continue como está. Habitue-se a substituir o bacalhau por outro peixe - por exemplo, a tainha assada, que combina perfeitamente com puré de batata ou maça (o Duarte Calvão é que sabe destas coisas). A defesa do planeta é importante começando por pequenas coisas. Lembre-se que milhares de toneladas de CO2 enviadas para a atmosfera resultam, de forma indirecta, pela forma como os alimentos chegam à nossa mesa. O bacalhau vindo da Noruega percorre milhares de quilómetros de barco até chegar ao seu supermercado. Se realmente quiser 'comprar' esta minha treta, deixo-lhe aqui uma receita alternativa.

 

*Bacalhau vegetariano

 

- 1/2 Kg batatas; 200 g repolho;

- 300 g soja em cubos; 1 pimento;

- 2 cebolas; 200 ml leite de coco;

- 200 ml natas de soja; coentros;

- 1/2 copo leite de soja; azeitonas;

Coza as batatas inteiras, com casca, depois descasque-as e corte-as em rodelas grossas. Corte o repolho em pedaços grandes e coza-o no vapor com sal. À parte, ponha a soja de molho e tempere-a. Corte as cebolas em rodelas, o pimento em tiras finas e pique as azeitonas e os coentros. Numa forma de ir ao forno disponha os ingredientes em camadas. Misture o leite de coco, leite de soja e as natas e deite sobre o resto dos ingredientes. Leve a gratinar e bom-apetite!

 

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