Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

08
Abr14

REFLEXÃO POLÍTICA


Fernando Sá Monteiro


Seria provavelmente inócuo ter de explicar, ou pior, ter de confirmar algo de que ninguém nunca duvidou (assim espero) ou colocou em causa: a minha filiação monárquica e a incansável coerência na defesa desse Ideal de sempre. 

Mesmo quando erro (e são tantas vezes!...), a minha força está na minha convicção: “Homine imperito nunquam quicquam iniustius est qui, nisi quod ipse facit, nil rectum putat”. “Nunca houve nada mais injusto que um homem ignorante que acha que só o que ele faz é bom” (Terêncio, Adelphi 98).

Há momentos em que o desânimo se apodera de mim, quando os mais queridos e respeitados Companheiros parecem desconhecer aquela característica de Personalidade que sempre me foi assacada, não raramente com sentido pejorativo: frontalidade, incapacidade para me calar perante a ignomínia, a dificuldade em ser politicamente correcto, características de Personalidade que me impedem mesmo de me sentar a uma mesa de ditos conjurados para me “alimentar” de lauto jantar e me rever em belos conceitos que nada trazem a uma Luta que deve ser feita na rua, diariamente, através de gritos de Revolta contra “injustiças e mãos vazias”.

Sou assim, para o bem e para o mal. E não vou mudar. Muito menos à espera de uma qualquer comenda que me coloque mais “agarrado” e fiel a um Pretendente.

Vou lutar, até ao fim dos meus dias pela Restauração. Mas esta não pode ser “sonhada” calma, pacífica e comodamente, antes sangrando e lutando para que do Sonho possa nascer o Novo Dia.

E isso, Companheiros e Amigos, só pode acontecer quando das palavras se passar aos actos. 

Revolução, meus Amigos, Revolução!

Não sou mais um dos que continuam a debater-se com fantasmas de liberais versus miguelistas. 

Não sou um dos que sustentam a “sua” luta pela Restauração assente em críticas e invejas de outros. 

Não sou enfim dos que se sentam a uma mesa para vociferar contra uma república que abastardou Portugal, nada mais fazendo do que repetir conceitos intermináveis, gastos nas palavras facilmente usadas e sem consequências sociais e políticas.

Porque a "República" que os nossos gloriosos Reis defendiam e proclamavam nos seus discursos ao Povo assentava na sua própria essência (que parece estar ausente de muitos auto-proclamados monárquicos da nossa praça das vaidades): a Res Publica, o Governo feito pelo Povo e para o Povo, coroado num monarca que o defenderá até à morte!

Esta é a Monarquia pela qual luto desde os meus 10 anos. Este é o Ideal e o Sonho que me move desde esses dias longínquos. Essa é, enfim, a razão para a minha Fidelidade à Causa.

Muitas vezes me auto-denomino como monárquico “anarquista”. Sou “anarquista” porque não acredito neste Estado e neste Regime. Sou “anarquista”, enfim, porque defendo que somente através de uma verdadeira Revolução (cultural e cívica, económica e social) atingiremos essa sociedade mais justa e equilibrada.

Sou monárquico porque sou livre. Sou monárquico porque sendo livre o meu Rei será livre.

Sou finalmente este Sonhador, que acredita ainda nessa bandeira azul e branca, símbolo dum dia claro de sol vibrante e águas límpidas.

E se o sonho for poema acrescentado, rebelde como um grito de criança, constante como marés acordadas, intenso como paixão de secretas cores, onde me possa afogar absorvendo a beleza nesse limiar do infinito, com vigor gritarei ainda:

Real, Real, pelo Rei de Portugal!

Fernando De Sá Monteiro

 

http://youtu.be/McRqaiBmIT4

1 comentário

Comentar post

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Publicidade

Comentários recentes

Links

_EM DESTAQUE

_RISCOS ASSUMIDOS

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D