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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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06
Fev14

 

"Green marketing" de Andy Singer, AQUI

"Mas primeiro, uma declaração: eu sou a favor de um ambiente limpo. Ainda que isso nada tivesse a ver com o clima, um ambiente limpo é melhor e mais saudável do que um ambiente poluído. Mas esta é outra discussão". (sublinhado meu) 

Assim começa a argumentação de Henrique Monteiro no seu artigo recente sobre o aquecimento global http://expresso.sapo.pt/a-chatice-do-aquecimento-global=f854409#ixzz2sYOnt63t . Uma tirada quase ao nível do "estar vivo é o contrário de estar morto". Ou vice-versa, acrescento eu, que também não quero deixar a profundidade que o tema merece por créditos alheios.

Este é o perigo de termos criado esta espécie de histeria generalizada sobre um aquecimento global e sobre a sua causa (o CO2), sem haver modelos climáticos suficientemente estáveis para que o pudessemos comprovar e sem que a comunidade científica que o estuda em profundidade a pudesse relacionar com o CO2. É que enquanto o marketing funcionou o modelo manteve-se unânime, ou quase. Criámos a ideia colectiva de que o CO2 é a causa de todos os males e que, por essa razão, poderiamos fazer tudo quanto faziamos até então, desde que"descarbonizando" todas as acções envolvidas no nosso dia a dia. Nada mais errado!

Não só longe estão as alterações climáticas de serem resultado do CO2, mas sobretudo porque factos bem mais visíveis ocorrem como resultado da transformação do uso do solo. 

E é por isso que Henrique Monteiro, ao seu estilo diga-se, se aproveita de imediato dos factos da eminente falência deste modelo do aquecimento global para, sem olhar para os verdadeiros impactes das nossas acções sobre o território, adoptar de imediato a postura negacionista, referindo:"O bicho homem, quando muito, estará a dar cabo das suas condições de sobrevivência. Mas eu nem isso penso".  
Os perigos da histeria do CO2 estão aqui. As nossas acções estão a destruir o planeta, afectando drasticamente a integridade e o equilibrio dos ecossistemas, degradando sem precedentes a Biodiversidade, contribuindo para pôr em risco a nossa sobrivência como espécie, a prazo (sim, também sou antropocêntrico, como o Homem sempre é e foi). E passamos do dogmatismo do CO2 para o cepticismo. E o Planeta continua a degradar-se!

A discussão não pode passar do aquecimento global e do CO2 para o tudo se pode fazer, nós humanos não afectamos o Planeta, isto sempre assim foi. Era este o perigo que se corria, será esta a próxima vertente da discussão em torno deste assunto. E é pena, porque as causas da destruição do Planeta estão à nossa frente todos os dias, para quem as quiser ver.  

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