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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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07
Jan10

República sem vergonha!


Pedro Quartin Graça

 

"Apenas" 10 milhões de Euros é quanto vai custar, de forma directa, a comemoração do Centenário da "idosa senhora". Falo evidentemente do Centenário (e finados?) da República e esta é a verba que o Estado Português se propõe gastar em tempo de profunda crise. Quando há interesse o dinheiro aparece sempre, não é?

05
Out09

A dor de cotovelo do Dr. Louçã


Pedro Quartin Graça

O líder do BE, Francisco Louçã, manifestamente, acusou o "toque" e revela a maior dor de cotovelo por ver outros, que não os seus apaniguados, manifestarem-se na rua pelas ideias e os ideais que defendem. E vai daí botou discurso revelador do seu anti-monarquismo primário.

Louçã realmente não percebe. Não consegue entender como, em pleno séc. XXI, existem larguíssimos milhares de portugueses que discordam do "regime perfeito" que entende ser a República e defendeu hoje que aquela “é a única forma de democracia responsável” e o sistema político que “combate as desigualdades”, assinalando que apenas a “direita reaccionária” deseja regressar ao “atraso” da monarquia.

Discursando na Carregueira, no final de um almoço/comício de apoio à candidatura do BE no concelho da Chamusca, Louçã, inflamado, lançou ataques ao Governo PSD/CDS liderado por Durão Barroso por uma tentativa de alterar a Constituição para que as “futuras constituições pudessem ser ou republicanas ou monárquicas” e também à iniciativa de homenagem ao rei D.Carlos, organizada pela Causa Real - a quem chamou “pequeno grupo patusco” - no domingo à noite. “Hoje pela madrugada fora, um pequeno grupo patusco atrás de um milionário banqueiro [Paulo Teixeira Pinto, antigo administrador do BCP e presidente da Causa Real], que conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal, lá apareceu pelo Tejo a gritar as saudades da monarquia”, afirmou, referindo que “sobretudo na cultura mais reaccionária da direita”, ainda “há gente que reclama o regresso ao passado, o regresso ao atraso, à monarquia e à diferença”. Para o líder bloquista, o princípio republicano, “que é o princípio elementar da democracia, que é o que torna todos iguais, na República todos são iguais em deveres e direitos, é a força da República”. “República e democracia são uma e a mesma coisa”, advogou.

Vincando a sua ideia, Louçã estabeleceu uma oposição entre República e monarquia, considerando que esta última representa “o contrário” da primeira: “Na monarquia há súbditos, o poder não é eleito, o poder do chefe de Estado passa dentro da família, por linhagem familiar e não pela responsabilidade da escolha democrática e o país está dividido em duas classes, os soberanos que têm o poder e os súbditos que têm de obedecer aos soberanos, a monarquia é o contrário da democracia”. Falando para quase duas centenas de apoiantes, numa freguesia onde foi o segundo partido mais votado nas legislativas (com 18 por cento), o bloquista defendeu que a República “é a única forma de uma democracia responsável, em que todos estão em iguais em deveres e em direitos”.

“O grande combate pela República não é o que olha para trás, porque essa monarquia e essa arrogância está vencida para todo o sempre, agora é mero folclore dessa cultura reaccionária dos partidos da direita que ainda agitam de vez em quando a saudade do rei ou da corte ou da aristocracia ou dos privilégios. O que é preciso para a República é olhar para a frente, para o futuro, e ser mais exigente, ser mais republicana e ser mais democrática”, concluiu.

 

Todos aprendemos com os outros. E da reacção pública do totalitário Dr. Louçã recebemos a lição de que o caminho traçado está correcto e é aquele que deve ser trilhado no futuro. E olhe Dr. Louçã, não vale a pena mandar mais grupos de bloquistas travestidos de  pseudo "anarcas" boicotar as manifestações monárquicas porque essa música já nos conhecemos.

05
Out09

Aprendi uma coisa nova hoje: há espaços públicos republicanos em Portugal!


Pedro Quartin Graça

Carvalho Homem parece ter aprendido com Jorge Coelho quando aquele afirmou que quem se mete com o PS leva. Agora, numa versão adaptada: quem se mete com os republicanos pode contar com a ira destes. E lançou um aviso: aviso: “se os monárquicos forem para o trauliteirismo antigo terão de se medir com os republicanos, porque nós também não voltamos as costas à luta”.  

O coordenador das comissões universitária e autárquica de Coimbra para as comemorações do Centenário da República, Carvalho Homem, afirmou hoje que os monárquicos devem saber “manifestar-se dentro da legalidade”.

Carvalho Homem reagia assim sobre a iniciativa da Causa Real que, na última noite, hasteou a bandeira monárquica na sede do Largo de Camões, em Lisboa, depois de em Janeiro a autarquia da capital ter ordenado a sua retirada. “Nós republicanos e democratas não queremos que os monárquicos desapareçam. Achamos até muito bem que se manifestem, mas que saibam manifestar-se dentro da legalidade que era aquilo que eles exigiam durante a monarquia constitucional da parte dos republicanos”, afirmou.

Segundo o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a coexistência entre monárquicos e republicanos “poderá continuar a fazer-se” desde que os apoiantes da monarquia “desfraldem as bandeiras nos seus centros monárquicos, mas não invadam espaços públicos republicanos”.

“A República é um regime que nos mobiliza, tem valores próprios, é portador de uma mensagem que, integrando todos os partidos políticos e a noção de democracia, se situa acima da luta político-partidária”, frisou o docente de História Contemporânea.

 

Hoje aprendi imenso. Cada dia assim enriquece a minha alma! Obrigado Carvalho Homem!

 

PS - Será que me estou a manifestar dentro da legalidade?

05
Out09

Sr. Presidente, importa-se de explicar o que é a "ética republicana"?


Pedro Quartin Graça

O Presidente da República exortou hoje à união em torno dos “grandes ideais republicanos”, sublinhando que esses ideais exigem dos políticos um “esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.

Numa intervenção na cerimónia de comemoração dos 99 anos da implantação da República, Cavaco Silva disse tratar-se de uma ocasião de festa, mas também um “momento de reflexão”.

Acima de tudo, defendeu, a comemoração do 05 de Outubro, “deve representar um traço de união de todos os Portugueses”. “Devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos. Ideais que exigem, da parte dos agentes políticos, um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”, enfatizou.

Da parte dos cidadãos, continuou o chefe de Estado, esses ideais exigem “uma atitude cívica mais empenhada e mais activa na defesa de uma República onde todos se revejam”.

 

Eu devo ser muito pouco esclarecido, quiçá mesmo obtuso, admito, e portanto confesso que nunca percebi o que é a pretensa "ética republicana"!

Assim, venho encarecidamente perguntar a Sua Excelência o Presidente da República ou a algum republicano esclarecido se me pode efectivamente elucidar sobre esta temática... 

É que eu gosto sempre de aprender com quem sabe!

10
Ago09

A bandeira azul e branca de novo hasteada na Câmara de Lisboa


Pedro Quartin Graça

 

Foi um momento histórico e durou horas. Ademais trouxe 20.000 visitas aos nossos companheiros do "31 da Armada" que saudamos por, quase 100 anos após a implantação da República, terem trazido de novo para as ruas de Lisboa a verdadeira e única bandeira de Portugal. 

28
Mai09

 Vivemos numa república - o que é trágico, pasmem-se, mesmo trágico. Existem cada vez mais sinais de que esta república está a morrer, a cair de podre, não só enquanto paradigma político, mas mais do que tudo enquanto forma de regime. Esta república não serve os interesses do povo, não serve os interesses de Portugal - esta república tem o grande problema de excluir mais as pessoas do que as unir. Esta república peca por vários motivos, o primeiro deles todos é ser uma república.

 Ora vejamos, no  estimado Corta-Fitas, a Maria Inês de Almeida deixa algumas questões pertinentes: "Não há mulheres conselheiras para além da Leonor Beleza? Que idade tem o mais novinho conselheiro de estado? E a partir de que idade é que se pode dar conselhos?". Meus caros, os conselheiros de estado são o espelho da nossa república, se não vejamos:

  • Temos em primeiro lugar sete inerências directas devido ao exercício de cargos da nação, respectivamente: Presidente da República, Presidente da A.R., Primeiro-Ministro, Presidente do TC, Provedor de Justiça e os dois presidentes dos governos regionais.
  • Depois temos três lugares (para já) reservados aos ex-presidentes, que por pior mandato que tenham feito têm direito a ser conselheiros, ou como diz a Maria Inês a "darem conselhos".
  • De seguida apresentam-se as nomeações laranjas, perdão, as nomeações do Sr. Aníbal. Que são o media man Marcelo Rebelo de Sousa, a polémica ex-ministra Leonor Beleza, o médico e agora escritor como o irmão, João Lobo Antunes e o Pedro Miguel da Conceição Agostinho, que veio substituir o polémico banqueiro/bancário dos 10 milhões, Miguel Cadilhe.
  • Por fim temos os "eleitos" da Assembleia da República, onde encontramos Jorge Coelho, o CEO de uma das maiores empresas de construção do país, Francisco Pinto Balsemão dono de uma das maiores cadeias de comunicação social do país, António de Almeida Santos, o autarca António Capucho e Manuel Alegre ex-futuro líder do novo partido de esquerda.

Não fui fazer as contas, mas facilmente percebemos que a média etária do Conselho de Estado deve andar aí pelos 60? anos, sendo que José Sócrates vem desequilibrar um bocadinho as contas. Em suma, a república em Portugal dá imunidade e chama a conselheiros únicamente pessoas que já têm responsabilidades de estado, que são indicados pelos partidos políticos representados na A.R. ou que são indicados pelo próprio P.R. o que neste caso significa serem simpatizantes do PSD (vejamos que três ex-líderes do partido estão no Conselho de Estado).

 Agora deixo eu algumas questões: porque é que a república não chama a aconselhá-la pessoas com reconhecido mérito na sociedade civil? Porque não vemos o Fernando Nobre (Presidente da AMI), o Manoel de Oliveira (cineasta), o Arquitecto Ribeiro Telles (ecologista), o Professor Mendo Castro Henriques, o Vasco Rocha Vieira (general), o Pedro Ayres de Magalhães (compositor e músico), a Agustina Bessa Luís (escritora), o Vergílio Castelo (actor) ou o Miguel Esteves Cardoso (jornalista) no Conselho de Estado? Será que não seria preferível ouvir estas pessoas? A resposta talvez seja óbvia: a república serve apenas a política dos interesses e do lobby. Estas pessoas não interessam à república.

10
Mai09

“porque é que a Inglaterra mantém um regime monárquico, liberal e ordeiro, enquanto na Europa temos agora a paixão pelo despotismo popular e republicano, no lugar antes ocupado pela paixão pelo absolutismo real?”

Edmund Burke*


Acredito na democracia como o melhor meio para uma sociedade mais justa, promotora da liberdade, da igualdade de oportunidades, e responsabilizadora de todos nos destinos da comunidade.
No entanto a democracia não dá respostas a tudo: os seus valores fundamentais não prosperam por meio de meras formalidades; ela própria tende a promover padrões discursivos, culturais e éticos medíocres. Veja-se o que aconteceu com a democratização da televisão nos anos noventa: entre outras coisas o povo deixou de ver teatro, assistir a palestras e a ter noites de cinema. Na disputa politica, vejam-se as parangonas politiqueiras que sobejam para consumo das massas na comunicação social. Uma democracia de carroceiros resulta inevitavelmente numa barbárie de canalhas.
Certamente será tão pouco democrático o estado promover a tradição do cristianismo como obrigar o povo a ouvir Bach e a ler os clássicos.
Eu sonho pertencer a um povo mais culto, mais sofisticado e exigente no que diz respeito aos valores da liberdade, do mérito e da justiça. Por isso sou democrata e monárquico.

 

Post dedicado ao Tiago Moreira Ramalho e inspirado na 1ª parte do ensaio de João Carlos Espada “O Mistério Inglês e a Corrente de Ouro" publicado no jornal i de ontem.

29
Abr09

Concordo parcialmente com a opinião que Rui A, "ex-feroz republicano" aqui manifesta sobre alguns monárquicos – de facto estes foram em muitas ocasiões os maiores adversários da monarquia. Mas como o Nuno Castelo Branco afirma aqui, não nos podemos alhear do fenómeno de crescente renovação dos protagonistas desta causa que nada têm a ver com esses estereótipos.
Jamais será possível a restauração da monarquia sem monárquicos, e como em tudo na vida, é tão fácil quanto estéril falar de fora, sem arriscar a pele na alteração do estado de coisas - estamos nessa fase. De resto creio o congresso monárquico que se avizinha revelar-se-á uma boa surpresa para quantos andam mais desatentos à questão.
 

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