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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

23
Fev14
É triste testemunhar a falta de testosterona do homem moderno, algo aparentemente ainda mais patente no mais comum dos portugueses. É notório que ao longo dos anos tal salta à vista, afinal passámos de uma sociedade de revoltas, assassinatos políticos e regicídio para uma sociedade conformista e castrada que tudo tolera, até que lhe roubem o pão da boca.
Recordo sempre as palavras de Oswald Le Winter, ex-agente da CIA exilado em Lisboa e autor de dois livros excelentes publicados pelas Edições Europa-América (“Democracia e Secretismo” e “Desmantelar a América”), confidenciou-me em tempos que Portugal é o tubo de ensaio da Nova Ordem Mundial desde 1974: que testaram e testam aqui tudo aquilo que um dia será generalizado em todos os países do mundo. Não sei se meteram algo na água, se foi pela educação escolar, mas a verdade é que desde os anos 80 que os portugueses se transformaram numa massa uniforme e manipulável desprovida de capacidade de reacção. Se calhar estava certo o homem, que Deus o tenha. 
O escândalo em redor das praxes acaba por ser um mero reflexo desta bovinidade geral. Hoje: fala-se em ilegalizar a praxe devido aos excessos dos veteranos e à vitimização dos caloiros. No tempo dos reis: ilegalizou-se mesmo a praxe porque alguns caloiros ofendidos chegavam a agredir e a matar veteranos que os tinham praxado. Depois ainda riem quando digo que o nosso povo perdeu a capacidade de se revoltar e defender? Perdeu-a, em tudo! Os portugueses, caloiros ou não, nem sempre foram o rebanho submisso que são hoje.
Há quem goste sempre de recordar que não descendemos dos heróis que deram novos mundos ao mundo, aos aventureiros que descobriram a Austrália, a Ásia, o Brasil e que desbravaram África: descendemos dos que ficaram. Bom, tecnicamente e como separatista açoriano nada me agrada mais que ouvir o "descendemos dos que ficaram". Mas isso não explicaria a quantidade de tempo que aguentamos a Guerra no Ultramar, creio que o Estado Novo começou por quebrar o espírito dos portugueses e a inutilização do esforço de guerra ao entregar as colónias, mesmo contra a vontade de algumas, foi a machadada final. O cadáver ainda foi remexendo a sangue frio até os anos 80 e a partir daí criou-se uma massa de zombies com uma minoria muito ínfima ainda a sentir-se viva. E nós, os vivos, durante quanto tempo mais aguentaremos a chama?
PUBLICADO NO SEMANÁRIO NACIONAL O DIABO DE 04 DE FEVEREIRO DE 2014.

 

21
Fev14

Os restaurantes, bares e discotecas que gastaram balúrdios em salas de fumo e ventilação vão adorar. Se bem que me preocupa também o analfabetismo funcional dos legisladores portugueses: locais públicos são locais onde qualquer pessoa pode entrar ou são locais propriedade do Estado? Não sendo do Estado será democrático que este decida sobre a propriedade privada? E se um governo toma decisões sobre a propriedade privada, esse governo será de direita?

 

Publicado também aqui.

21
Fev14

Partam logo esse país inventado pelos sovietes ao meio, cada parte fica com um bocado e calam-se logo duma vez. Um país com duas etnias está votado à secessão ou ao genocídio.

 

Publicado também aqui.

14
Jun13

O directório continental do Partido Democrático do Atlântico, reunido em Lisboa no passado dia 10 de Junho, decidiu que o PDA não irá concorrer nas Autárquicas deste ano por meras questões de contabilidade no rescaldo na nova Lei de Financiamento dos Partidos e das Campanhas Eleitorais.

O Partido Democrático do Atlântico tem vindo a preparar a sua expansão ao território continental nos anos mais recentes e desde Janeiro que se encontra a preparar um programa que teria por bandeira a defesa da criação de um Crédito Social Imobiliário camarário em Portugal num primeiro momento e, num segundo momento, explorar a perspectiva de uma aproximação a partidos do centro que lhe seriam ideologicamente mais próximos (nomeadamente o Partido da Nova Democracia e o Portugal Pró Vida) tendo em vista uma coligação centrista à Câmara Municipal de Lisboa.

Pese embora a aprovação de ambas as iniciativas por parte da direcção nacional do PDA, sedeada nos Açores, o directório continental concluiu que, até que sejam amnistiadas as dívidas dos partidos extra-parlamentares ao Tribunal Constitucional, não existem condições que permitam a participação do PDA em qualquer acto eleitoral, pois tal só agravaria o gigantesco passivo do partido e afectaria inclusive, ao abrigo da Nova Lei de Financiamento dos Partidos, as finanças pessoais dos seus candidatos e dirigentes colocando em risco o bem-estar da vida privada e familiar destes.

A decisão do apoio a qualquer lista, independente ou de outro partido, nas Autárquicas deste ano por parte do Partido Democrático do Atlântico, nomeadamente em Lisboa, será uma decisão que será tomada somente após a consulta dos programas dos vários partidos, coligações e movimentos independentes de cidadãos já em período pré-eleitoral.

26
Mar13

Tornando-se conhecia a sétima “avaliação” da Troika testemunhamos mais do mesmo (ou seja, a culpa morre solteira para todos os governos em exercício de funções): a Troika diz que estamos no bom caminho, embora não se note qualquer resultado; o sacrifício pedido aos portugueses não tem servido para nada, mas é para continuar ou até agravar; por via das dúvidas e para garantir que a culpa nunca é dos que estão mas dos que sempre estiveram, o Partido Social Democrata culpa o memorando original assinado por Sócrates olvidando que também o PSD o negociou e assinou.

 

O mais deprimente é que as primeiras sondagens confirmam as minhas previsões mais pessimistas (que muitos julgavam ser impossíveis, embora eu as tenha fundamentado no exemplo bem real das Regionais de 2012): descem todos os partidos excepto o PS e o PSD, que até sobrem. Ou seja, o povo continua cegamente a apostar nos mesmos dois cavalos, qual deles o mais coxo e marreco na corrida da democracia à portuguesa.

 

A reivindicação de cordeiro trouxe às ruas novos milhares em nova e inútil manifestação, não parecendo a plebe entender que no seu conjunto (vá, demos de barato que não sejam as mesmas pessoas a ir sempre às manifestações organizados por sei lá quantos nomes e siglas e que ultrapassem o milhão e meio) tem o poder de fazer eleger novos partidos para a Assembleia da República, uma nova oposição, ideias frescas, rostos novos. Infelizmente protestam muito, mas na hora da verdade votam nos mesmos ou, pior, nem sequer vão votar.

 

Somos cada vez mais um país sem classe média, com a livre iniciativa chacinada graças à forte carga fiscal, o desemprego poderá atingir os dois milhões de cidadãos, são já dezenas de milhar os portugueses com fome por já não terem direito ao subsídio de desemprego.

 

Neste ambiente a gratuidade da alimentação, da habitação, da saúde, do ensino e até do vestuário ao estilo do regime norte-coreano já não parece tão mau ao cidadão comum e ninguém lhe pode levar a mal. O problema é que um regime PCP/BE cá no burgo ia preocupar-se mais por encerrar este jornal, encarcerar este escriba, proibir uma série de pequenos partidos de Direita e outras banalidades em vez de dar um rumo a Portugal, certo?

 

Publicado no semanário nacional O DIABO de 19 de Março de 2013

03
Jan13

Risco Contínuo tem primeiro "reforço de Inverno”


Pedro Quartin Graça

Apenas escassos dias após o início da 3ª fase deste blog, mas porque não queremos desaproveitar as oportunidades que o "mercado" nos oferece em matéria de reforço desta equipa, já de si muito valiosa, diga-se, temos o gosto de anunciar a primeira de quatro novas contratações de peso para o Risco Contínuo: a de Flávio Gonçalves.

É para mim, e para os restantes colaboradores do blog, uma honra poder contar com a presença de Flávio Gonçaves por aqui.

Flávio Gonçalves

Flávio Gonçalves, 33 anos, nasceu na Matriz, Horta, a quatro de Maio de 1979.

Sentiu-se atraído pela política de modo precoce, filiando-se na Juventude Centrista – Gerações Populares (actual Juventude Popular). Neste desempenhou várias funções, tendo ocupado funções de dirigente local (Concelhia da Horta), regional (Distrital dos Açores) e nacional (Conselheiro Nacional de 1999 a 2001). Monteirista assumido acabou por se desvincular do CDS/PP, no qual também exerceu funções como dirigente local.

Na última década militou e/ou concorreu nas listas do Partido da Democracia Cristã, do Partido Popular Monárquico, do Partido Nacional Renovador e do CDS/Partido Popular acabando no Partido Democrático do Atlântico, partido do qual se aproximara aquando da presidência do falecido Joaquim de Aguiar Cabral (2002) mas só assumindo plenamente as suas cores aquando do risco de extinção do PDA (Regionais de 2008), presidindo à Distrital de Lisboa e coordenando a expansão do partido ao território continental. Em 2006 foi também membro fundador e Tesoureiro do ACINTERPRO – Associação de Classe Interprofissional, sindicato libertário.

Gonçalves tem-se destacado como jovem intelectual de Direita e, para além das actuais colunas de opinião que mantém no diário faialense “Incentivo” e no semanário nacional “O Diabo”, a cuja redacção pertence, já colaborou nas seguintes publicações: “Tribuna das Ilhas”, “Avenida Marginal”, “Fazendo”, “Nova Águia”, “VoxBlogs Magazine”, “Sem Correntes”, “Resistir”, “Humanus” e “Limonka”. Foi também correspondente da Mathaba News Agency.

Completou o ensino secundário na Escola Secundária Dr. Manuel de Arriaga, exercendo as funções de presidente da Associação de Estudantes e tendo colaborado no ressuscitamento do jornal “Arauto”. Posteriormente cursou História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acabando por abandonar o curso e dedicar-se autodidacticamente ao estudo da Ciência Política e das Relações Internacionais. A excelência das suas análises tornaram-no num orador e analista procurado tanto por embaixadas radicadas em Portugal como por instituições estrangeiras, tendo proferido diversas conferências sobre geopolítica na Universidade Estatal de Moscovo, no Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica do Irão e junto de outras entidades em Londres, Roma e Madrid.

Preside actualmente ao Instituto de Altos Estudos em Geopolítica & Ciências Auxiliares e é director da revista “Finis Mundi: A Última Cultura”, revista para-académica na qual colaboram dezenas de professores, intelectuais e investigadores universitários de todo o mundo. É Conselheiro Nacional do Movimento Internacional Lusófono e membro do Instituto da Democracia Portuguesa e do Movimento Internacional Eurásico.

Gonçalves foi um dos argumentistas do álbum de banda desenhada “Murmúrios das Profundezas” e foi sócio fundador da Antagonista Editora, como tradutor e revisor tem trabalhado com inúmeras editoras nacionais e com as Organizações Não Governamentais AFRE (All United for Reparations and Emancipation) e CURE (Caucasians United for Reparations and Emancipation), ambas com estatuto de conselheiro junto das Nações Unidas. Tem em preparação várias obras de ficção e ensaio.

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