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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

03
Jan09

A benemérita comunicação social, está empenhada em serenar os receios do seu público com notícias actualizadas sobre o “pico da gripe”. Esta estranha epidemia propagou-se entre nós após o Natal e tem ocupado entusiasticamente as redacções dos jornais, rádios e televisões, assim como os farmacêuticos, bancos de hospitais, centros de saúde e a população em geral. Diz que tem sido um ver se t’avias. Até estranhei o presidente da república anteontem não ter feito referência ao caso.
Custa-me a entender a necessidade de tanto estardalhaço mediático, comunicados e avisos à população para não entupirem os bancos de hospitais, coisa que aliás não chegou a acontecer e que logo se tornou numa “não notícia” destacada e repetida em uníssono pelos telejornais do prime time.
A mim é que não me apanham no banco de hospital ou no centro de saúde por causa de uma gripe, mesmo que seja do tipo “pico”. Tenho para mim uma máxima que reza: “pagar, morrer e ir ao médico, quanto mais tarde melhor”. A mim só me apanham no centro de saúde para ministrar as vacinas às criancinhas, ou quando uma moléstia nos  pequenotes não se resolve com as fórmulas habituais. Eu explico: ao fim duns valentes anos de paternidade múltipla, qualquer pai, além de louco torna-se também médico um pouco. Conhece as propriedades milagrosas do xarope para a tosse, do paracetamol, do ibuprofeno, e à oitava otite ou amigdalite também já arrisca o antibiótico certo. Por exemplo para mim, que tenho duas constipações por ano e uma gripe (com febres, etc) aproximadamente nos anos bissextos ou assim, ir ao médico e ao centro de saúde só se for para sociabilizar, coisa que não apetece e menos se aconselha já que o recolhimento é meia cura. “Abafa-te e abifa-te” lá diz a sabedoria popular, a mesma que depois predispõe as nossas gentes a romagens massivas aos hospitais e centros de saúde a aviar uma receita de aspirina.  Não dá para entender...

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