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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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25
Nov08

Enquanto ouvia as desgraçadas previsões para a nossa economia, bateu-me leve, levemente, latejando na cabeça, a recordação ainda fresca daquele ranking do Financial Times que considerava Teixeira dos Santos o pior ministro das Finanças entre 19 europeus. Fui ver. E reli os frios critérios da desgraça.

Vejamos: teste político, em que um painel de 8 peritos pontuava, entre outras coisas, a lucidez, ou seja, a rapidez com que se apercebeu da extensão da crise financeira.

E lembrei-me de um membro do governo garantindo com ênfase, ainda há 3 meses, que Portugal estava resguardado. Mas terá sido Teixeira dos Santos? Não. Não foi Teixeira dos Santos, foi o primeiro-ministro José Sócrates. Não era até ele que, em plena crise financeira, dizia, jovial, que as bolsas são como casinos?

Vejamos outro critério - económico, agora - do FT: carga fiscal em percentagem do PIB. Bem, em Portugal, a carga fiscal quando comparada com o PIB per capita é 26,9% mais elevada do que a média europeia. Ao menos dezoito países fazem melhor, pelos vistos. Mas é Teixeira dos Santos o responsável máximo da política do governo? Ou será o primeiro-ministro José Sócrates?

Outro critério: peso do sector público em percentagem do PIB. E logo me assombrou esse número recorde, paralisador, asfixiante, de 46%. Mas não é o primeiro-ministro José Sócrates (e não apenas um seu ministro) o grande crente nos gastos públicos, na iniciativa e omnipresença do Estado?

Outro critério, económico ainda: evolução da diferença entre os custos laborais para o empregador e o rendimento líquido que os empregados levam para casa. E eis que, sei lá porquê, abateu-se sobre mim o pesadelo de recibos de vencimento com quantias líquidas ceifadas pela metade, junto com assombrações de gastos públicos e notórios em computadores azuis e elefantes brancos.

E a culpa é do ministro das Finanças? Difícil de acreditar. Um ministro das Finanças não poderia decidir tudo isto, que afinal é a política do Governo, contra o seu primeiro-ministro. Parece-me que é mais o contrário. Parece-me que o Financial Times foi injusto, não quis distinguir José Sócrates.

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