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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

27
Dez08

Esta manhã tive a sensação de que alguma coisa me atraía para a Câmara Municipal de Lisboa. Ora, eu apenas conheço na municipalidade lisboeta um engenheiro que é um corrupto até dizer chega e não tenho qualquer interesse em visitar as instalações camarárias, só se fosse para desancar no presidente António Costa pelo estado miserável em que continua a capital. Aconteceu que dei por mim a conversar no café com um amigo sobre vários temas e acabámos a falar sobre as futuras eleições autárquicas para a Câmara de Lisboa a partir de uma notícia fabricada que o 'Expresso' publicava. Diz o semanário que se as eleições fossem hoje, António Costa ganharia com 40,4% contra 25% de Pedro Santana Lopes. Aldrabice melhor é difícil propagandear. Se Costa vencer por uma margem de dois a cinco por cento já se pode dar por muito feliz e a vitória socialista apenas se ficará a dever ao facto de Santana Lopes ter mais inimigos no PSD que os pombos existentes no Rossio.

A conversa derivou para as hipóteses que o 'menino-guerreiro' ainda pode ter em vencer António Costa, para as promessas que Costa fez e não cumpriu e para a forte possibilidade de Costa ir para primeiro-ministro quando Sócrates confirmar que nunca mais vai ter uma maioria absoluta. Santana Lopes para a direita, Santana Lopes para a esquerda e mordemos a língua para sublinhar que, afinal, o homem sempre põe as tertúlias a falar dele. Ou seja, como anda por aí, ainda mexe e sabe-se lá o que ainda nos espera deste gato com sete vidas. Despedi-me do meu amigo e qual não foi o espanto quando na rua deparei-me com o Pedro Santana Lopes. Ele mesmo, ali ao meu lado. Cordialmente cumprimentámo-nos. Continuo pela rua abaixo, vou ainda a pensar na conversa sobre a Câmara Municipal, no Santana, no Costa, no cais de contentores, nos cambalachos e nas eleições malucas que da última vez colocaram frente-a-frente Carmona e Negrão, quando, de repente, olho para o lado e vejo um casal a ver a montra de uma galeria de arte. E sabem quem estava ali mesmo ao meu lado? Nada menos que o primeiro presidente da Câmara de Lisboa, eleito após o 25 de Abril: o engenheiro Aquilino Ribeiro Machado, filho do grande escritor Aquilino Ribeiro. Então, isto não parece mentira? Mas não é. Aconteceu há pouco nesta Lisboa. Eu disse Lisboa? Bolas, deixa-me acabar o post antes que apareça por aí o João Soares ou o Jorge Sampaio...

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