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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

25
Nov08

 

Eis então a riscadora estreante nas lides da blogosfera. Em minoria no género e nos quadrantes ideológicos, foi esta escriba desafiada a colaborar para (não só!) pisar o risco, mas deliberadamente provocar a ira dos inacutos e ignotos, ser cáustica q.b. e ajudar a lançar o debate. Só como exemplo, para começar:

 

“É só fumaça”

Nada melhor do que iniciar esta aventura no dia em que terminou o PREC - Processo Revolucionário Em Curso - que passou o S. Martinho, mas não por São Ramalho de Alcains...  Ainda esta manhã, o Rádio Clube Português recordava o som do comício no Terreiro do Paço onde o Almirante Pinheiro de Azevedo disse: "O povo é sereno! Não há que ter medo! É só fumaça!". Apetece dizer o mesmo 33 anos depois (houve quem com essa idade tivesse dado muitos bons exemplos à Humanidade, ainda hoje não seguidos!).

 

O direito à memória...

Passo agora a palavra a Maria Filomena Mónica (MFM), uma das mulheres de armas do nosso tempo, das que não têm medo de chamar os “bois” pelos nomes. Em entrevista a Filipe Luís, na Visão de 23 de Outubro, disse a propósito da doença de Alzheimer:“As pessoas, quando perdem a memória, deixam de ser pessoas”. Lanço o repto a que a usem noutros domínios: das relações amorosas ao passado histórico; dos acontecimentos sociais, marcos da evolução civilizacional às promessas dos políticos, etc.

 

 

... e a não cozinhar numa relação

“Depois de casar resolvi não facilitar. Se eu cozinhasse, iria gastar muito mais tempo do que a parte masculina do casal”. Subscrevo. Há homens que não deveriam sair da cozinha porque têm o dom de pôr os tachos a fumegar com aromas que fazem babar. E mulheres que nunca deveriam aproximar-se de um fogão.... Bridget Jones era uma delas e também existem na vida real, acreditem...

 

Ter a língua roxa

Costumo dizer que quando chegar ao Céu, Deus me vai mandar mostrar a língua e tentarei escondê-la porque estará roxa, já que não terá passado um dia em que não tivesse criticado algo ou alguém. Razão pela qual me identifiquei tanto com esta frase de MFM: “Eu critico os portugueses, mas as pessoas que criticam são as que mais amam o país”. Diz ela que também o Eça era corrosivo para com a Pátria porque a amava. Admito que sim. Se não gostasse tanto deste pedaço de território abençoado, não me entrestecia tanto o que dele têm feito.

 

Palavras para quê?

Lembram-se do anúncio dos anos 70, a preto e branco, em que um negro com uma magnífica dentadura segurava com os dentes as costas de uma cadeira de madeira e a balançava pelo ar? Pasta medicinal Couto: “Palavras para quê? É um artista português!” Agora leiam o que MFM disse nessa mesma entrevista sobre o nosso primeiro-ministro - “Não gosto dele, mas não me arrepia. É um pequeno tecnocrata. Nunca tive esperanças nele, sempre o achei um bocado irritante, porque está convencido de que é melhor do que é. E não é muito bom”.

 

 

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