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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Dez08

           Enquanto vivi em Lisboa, sonhei com um Presidente da Câmara pragmático. Um Presidente da Câmara pragmático teria como nobre e principal objectivo, na minha triste ilusão, resolver os problemas da cidade e, assim, garantir um módico de qualidade de vida: recuperar o património, curar da conservação dos edifícios municipais e impô-la quando são propriedade de privados ou do Estado central, regular o estacionamento, garantir a fluidez do trânsito, limpar as ruas, tratar do lixo, contribuir para um mínimo de ordem, tratar dos jardins, fazer cumprir as posturas e as leis sobre ruído, sujidade, etc. Pouco glamour, mas uma carga de trabalhos.

           O mais próximo que me pareceu estar foi com Santana Lopes, que, entre outras coisas visíveis, resolveu em pouco tempo (e contra o pernicioso e volúvel «Zé») o problema grave da maior entrada e saída da cidade, que Abecassis e as Amoreiras pareciam ter comprometido para sempre.

            Quando o dr. António Costa foi eleito com a maior minoria votei com os pés, mudando de concelho. E enquanto vou perguntando aos meus botões (que vivem em Cascais e trabalham em Oeiras) por que carga de água não me mudei antes, divirto-me observando a previsível obra socialista: a limpeza e ordenação do Bairro Alto que deixa em última instância aos moradores limparem os grafitti com os baldes e vassouras que receberam; as novas pilhas de contentores atiradas para a beira do rio e para o meio de uma das zonas mais carregadas em termos de trânsito, por descaso da cidade e respeito pelos negócios dos amigos; os domingos politicamente correctos do Terreiro do Paço, fechado para gozo de meia dúzia de gatos pingados e tortura dessa minudência que são o grosso dos habitantes da cidade; e, rica cerejinha no bolo, até agora umas estratégias para a cultura em Lisboa, com o inevitável Rui Tavares e montes de platitudes, que pode apreciar aqui.

           E eis porque compreendo tão bem que os orgãos de comunicação que morrem de amores pelos socialistas (não há gralha, é mesmo os «que morrem de amores pelos socialistas») estejam tão ocupados com as contradições entre Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Que é o mesmo que estarem muito preocupados com o sério risco que António Costa corre (agora, precisamente, que Ferreira Leite e Santana Lopes se puseram de acordo) de não ser reeleito.

 

                                                              

Um Domingo de grande animação no Terreiro do Paço

                                                      

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