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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Dez08

As máquinas café expresso invadem as nossas casas, e a cada Natal que passa o perigo é redobrado. Cá para mim aquilo do Nespresso dá um café a saber a conservantes, acho que aqueles “preparados” têm uns aromas mais próprios para rebuçados. Sou eu que o digo porque já provei algumas daquelas "drageias" do Sr. George Clooney. O assunto já foi motivo de acesa discussão com amigos e em família, as opiniões divergem, mas aquilo definitivamente a mim não me apetece: além de sair cara cada pastilha, quando tomo café em casa, gosto daquele de saco, e se tiver visitas até o faço “de balão” que tem mais estilo. Cada coisa no seu sítio!
Depois, não me tirem o passeio para o café, na esplanada ou lá dentro, no Paredão ou na Garrett, com o jornal ou um bom livro, sozinho ou em boa companhia. Ir ao café é um ritual imprescindível para o meu equilíbrio, mesmo que seja “à pressa”, ao balcão. É uma boa maneira de começar o dia, comentar com o Sr. Camilo as últimas “da bola” ou do bairro. Nisto de máquinas (caras!) já me basta a Bimbi que geme estridente lá em casa, e por quem (!) eu morro de ciúmes. Aquela treta de mil euros, que só faz um litro de sopa de cada vez, agora domina a culinária doméstica, ninguém mais quer saber dos meus prosaicos petiscos artesanais calóricos e gordurosos. É ver a criançada fazer lasanhas e outras habilidades com molho branco e tomatada, todas contentes com a mãe babada a ver.
Com a Internet já podemos trabalhar e pagar os impostos a partir de casa. Mas não exagerem: depois do "cinema em casa" querem-nos vender cerveja de pressão e a bela da bica “em casa".E até já ouvi falar de uma companhia de teatro que “actua ao domicílio”. Enfim, com um montão de euros e boa tecnologia sempre podemos viver emparedados.

Mas eu gosto mesmo é de sair para ver o povo e respirar outros ares, por isso com a vossa licença termino, que vou lá abaixo tomar a “bica” e ver como param as modas.

 
Texto reeditado
 

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