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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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... a METRO.

Júlio Reis Silva, 05.08.13

 

Há já algum tempo que não utilizava o metropolitano de Lisboa. Para ser sincero, deixando cair o eufemismo que antecede, há mesmo muito tempo que não utilizava este meio de transporte público.

O primeiro impacto deu-se aquando da aquisição do bilhete: o preço aumentou. Um euro e quarenta cêntimos é o preço de uma viagem. Ou seja, se a velha e saudosa moeda do Portugal soberano tivesse curso legal, uma deslocação do Saldanha à Rotunda custaria hoje cerca de duzentos e oitenta escudos.

Já na plataforma de embarque verifiquei uma estranha correlação entre o preço do bilhete e o tamanho das carruagens. O preço do bilhete é inversamente proporcional ao tamanho da composição do “comboio”. Sim, o “metro” encolheu. Hoje, em regra, o “metro” é composto apenas por três carruagens.

Com este emagrecimento “troikiano”, o metropolitano de Lisboa promove, nas horas de ponta, uma política de maior proximidade entre passageiros, convidando-os à partilha de um espaço “intimista” e simultaneamente propício à reflexão sobre a problemática da “escassez dos meios”.

Mas, se o número de carruagens diminuiu, a verdade é que o metropolitano de Lisboa “compensou-nos” com o aumento do tempo de espera nas gares. Não raro, na gare da Rotunda, na linha amarela (a simbologia da cor não é certamente despicienda), o tempo de espera pelo “próximo” comboio chega a atingir os seis minutos.

Não obstante, e porque os seis minutos de espera já se esgotaram, já oiço o “metro” a aproximar-se da gare, continuo a considerar o metropolitano de Lisboa o melhor meio de transporte público da Capital.