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Estrada dos bravos, blog dos livres

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15
Abr13

Graça Franco e a "Piolheira"


José Aníbal Marinho Gomes

 

Acabei de ouvir na RTP informação no programa "Termómetro da política portuguesa" apresentado por Carlos Daniel, a "jornalista" Graça Franco tecer algumas considerações sobre El-Rei D. Carlos que me deixaram algo perplexo.

Afirmar-se a propósito do título da entrevista do Dr. Mário Soares ao Jornal i "O Presidente Cavaco Silva devia lembrar-se da história do século xx. Por muito menos que isto foi morto D. Carlos", que a situação do actual PR não era comparável à do Rei D. Carlos, uma vez que este monarca para além de viver alheado da realidade era odiado pelo povo, a quem tratava como “piolheira”, é no mínimo leviana e demonstra total desconhecimento da história de Portugal, pelo que sugiro à Dr.ª Graça Franco que se fique pela sua área académica (economia) ou mesmo pelas Ciências da Informação área onde é pós graduada, deixando de lado este tipo de comentários que em nada dignificam a classe a que pertence...

Assim, aconselho vivamente a Dr. Graça Franco a ler a biografia de D. Carlos I da autoria do Prof. Dr. Rui Ramos, mas se os seus tiques de republicanismo primário a impedirem de realizar tal tarefa, recomendo pelo menos a leitura do artigo “Breve história da «Piolheira»” da autoria de Nuno Resende.  

Alguns meses antes do atentado D. Carlos sabia perfeitamente a situação do país e os riscos que corria, mesmo assim não se escondia como fazem hoje em dia os nossos políticos. Atente-se no desabafo ao seu ajudante de campo, tenente-coronel José Lobo de Vasconcelos: «Tu julgas que eu ignoro o perigo em que ando? No estado de excitação em que se acham os ânimos, qualquer dia matam-me à esquina de uma rua. Mas, que queres tu que eu faça? Se me metesse em casa, se não saísse, provocaria um grande descalabro. Seria a bancarrota. E que ideia fariam de mim os estrangeiros, se vissem o rei impedido de sair? Seria o descrédito. Eu, fazendo o que faço, mostro que há sossego no País e que têm respeito pela minha pessoa. Cumpro o meu dever. Os outros que cumpram o seu.».

Que Palavras sábias proferidas por um grande estadista!

 

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