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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

01
Mar13

Foto AQUI

Já a 15 de Setembro de 2012 achei que a tónica da manifestação no "Que se lixe a Troika!" estava profundamente errada no alvo. Passados 5 meses, custa a acreditar que se mantenha o mesmo slogan!
Basta ver os meus posts para se perceber que a minha convicção é de que as políticas deste Governo têm sido profundamente erradas para o País. Este Governo tem tirado partido do Plano de Assistência para implementar um conjunto errático e pouco articulado de reformas, que na generalidade não constituem mecanismos de estabilização financeira, apostando somente em cortes no sector público, seguidos da liberalização de serviços. Uma agenda neo-liberal cega, incapaz e inconsistente, cujos resultados estão à vista, quer com o desemprego galopante, quer pela falta de esperança generalizada no futuro da economia, semi-destruída por esta altura. Não há uma estratégia consistente para o País e aí só o Governo tem culpa. Este é o principal problema com que nos deparamos. Mais do que a austeridade em si mesmo, que em vários níveis, verdade se diga, era até necessária, é preciso saber estruturar a economia, desenvolver o País, com "os pés na terra". 

Perante isto, nada melhor do que fazer uma manifestação a mandar a Troika embora!? Não compreendo como é que é possivel um tão alto grau de desresponsabilização interno, assumindo que as desgraças que nos têm assolado são, primeiro por culpa da Troika e só depois do Governo.

É preciso renegociar a dívida, apostando em ter mais tempo para pagar e conseguindo trabalhar para a aceitação de juros mais baixos e mesmo o perdão de parte da dívida. Mas é preciso ter políticas de crescimento da economia que só são viáveis se assentarem numa estratégia consistente de geração de riqueza, da qualificação, e não podemos em caso algum "ir para além da Troika", como fomos, por teimosia e irresponsabilidade. 
Ao mandarmos a Troika embora estamos a assumir que, no fundo, a culpa não seria do Governo e das suas políticas, mas sim dos outros. É profundamente errado e não me conformo. O Governo, no fundo, até acaba por agradecer. 

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