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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

07
Fev13

Fonte: Facebook da Comissão de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa AQUI

Não, caro leitor, o título não se propõe falar sobre (António) Costa.

De facto, é mesmo sobre as costas largas que os trabalhadores têm nas empresas públicas de transportes, para serem permanentemente acusados de serem muito bem pagos, quer pelos nossos comentadores de serviço, mas também por muitos políticos, alguns também eles "de serviço", sendo alguns mesmo ex-comentadores...
Primeiro foi o transporte público que foi acusado de viver acima das suas possibilidades. Depois foram particularmente os trabalhadores das empresas de transportes. No primeiro caso, o transporte público representa uma ferramenta estratégica para o funcionamento da Economia do País, e neste caso de uma Área Metropolitana, e o seu desempenho financeiro não pode resultar da simples avaliação contabilistica da empresa porque, como é óbvio, as externalidades positivas do sistema de transporte têm repercussões financeiras fora da empresa. Basta calcular-se os prejuízos colectivos de um dia de greve dos transportes para se ter uma noção vaga disso....No segundo caso, os trabalhadores foram acusados de serem os responsáveis pelas contas negativas das empresas...como se vê neste gráfico, os custos com pessoal são apenas 10,3% das despesas! A maior fatia vai mesmo para a amortização de empréstimos e para os juros à banca. Relembre-se que muitos dos empréstimos foram exactamente contraídos para construção de infraestruturas em nome dos sucessivos Governos. Com a crise da dívida, estas facturas tendem a tornar-se insustentáveis. E não há dúvida que o sistema de transportes tem que ser sustentável. Mas tem que ser funcional.
A saída mais rápida para esta espiral não é cortar nos trabalhadores e na qualidade do serviço. É amortizar a dívida à banca e aos juros. Rapidamente. A decisão é política e é de fundo. Valorizar o transporte público passa muito por injectar capital nas empresas de transporte de forma a amortizar estas dívidas. As infra-estruturas foram feitas e são públicas. Funcionam e são úteis. Assumamo-las. O Governo tem preferido utilizar esse dinheiro na Banca. São opções políticas...

Devia ser até uma bandeira de um Governo Liberal a aposta séria no transporte público, por mais contraditório que possa parecer... Porque promovem a poupança colectiva e incutem a boa gestão territorial. O transporte público faz mesmo andar o País para a frente.

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