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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

18
Jan13

Foto retirada AQUI

Para se chamar de "guerra civil", os números de mortos e feridos nas estradas, dentro e fora das cidades, já bastavam: Só em 2011 morreram 117 peões vítimas de atropelamentos. (ver aqui, pag. 23). São 117 pessoas que deixaram família, pais, irmãos, filhos, amigos. 117 pessoas não condutoras, apenas atropelados por veículos.  

Segundo dados provisórios da ANSR, em 2012 registaram-se 580 vítimas mortais, 2.033 feridos graves e 35.727 feridos ligeiros em acidentes de viação. Extrapolando para 2012 o número de peões vítimas em 2011, é fácil perceber que serão cerca de 20% do total de mortos. Uma barbaridade!

O mínimo que se exigia ao representante de uma Associação que representa os automobilistas (ACP) perante números desta Natureza era precaução e cautela nas palavras. Embora a grande parte do número de sócios do ACP tenha certamente a ver com o serviço de assistência em viagem, que é imagem de marca da referida instituição, e não pelas posições extremas assumidas pelo seu Presidente, falamos de centenas de mortos anuais e muitos milhares de feridos graves e ligeiros. É muito grave que, em nome destas associados, Carlos Barbosa desresponsabilize sistematicamente os automóveis e culpe peões e ciclistas. Bem sei que todos temos que cumprir "as regras" de tráfego, mesmo que as mesmas estejam só ajustadas à medida do automóvel, mas convicções como "Carlos Barbosa atribui aos peões a maior parte das culpas relativas aos atropelamentos porque se "atiram para as passadeiras" sem quaisquer cuidados "como se fosse um direito adquirido" (conferir AQUI), são, no mínimo, chocantes!

Os intervenientes devem, todos, assumir as suas responsabilidades. O representante dos "carros" prefere a trincheira da guerra e atribui as culpas dos atropelamentos aos outros, os peões! Chocante? Não, revoltante!

A propósito dos ciclistas, Carlos Barbosa tem um historial de oposição recorrente, por mais que a bicicleta seja cada vez mais vista como amiga das cidades e uma ferramenta de combate à crise. A última das quais, a propósito da Manifestação Nacional de amanhã sábado 19 de Janeiro, 15h, em vários pontos do País, contra os atropelamentos de ciclistas nas nossas estradas, Carlos Barbosa afirma hoje, nada mais, nada menos, que "os ciclistas vão para as estradas sem atenção ao ambiente automóvel e sem respeitarem as regras" e que "as autarquias não têm dinheiro para ciclovias e as cidades em Portugal não são indicadas para andar de bicicleta" (conferir AQUI).

Já é tempo de dizer "BASTA" aos atropelamentos de inocentes e já é tempo de dizer "BASTA" a este tipo de declarações ofensivas e que em nada dignificam a resolução dos problemas. Esta atitude primária de quem acha que os automóveis devem ter sempre mais espaço e os outros que se ajustem ao que sobra é inadmissível.

Para já, a nossa Guerra Civil irá continuar num ambiente de crispação. E é uma Guerra Civil sem sentido e em que não devia haver, como há, dois lados, porque na verdade somos todos peões. 

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