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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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07
Jan13

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"Para onde é que foram as pessoas?"

Convinhamos: A dúvida é legítima. Se nas Cidades a redução de 25% no Transporte Individual pode ter várias razões, entre elas quem sabe até uma explicação ecológica, já a redução do numero de utilizadores de transportes públicos levanta muito mais dúvidas...

A hipótese do Secretário de Estado são "as fraudes".

O Secretário de Estado dos Transportes não encontra de repente outra explicação para a permanente redução do número de passageiros do que a fraude. Eu desde já aposto 9 em 10 como o Secretário de Estado e a sua equipa não andam de transportes públicos. Em Lisboa, se andassem, pelo menos às vezes, sabiam que no Metro e nos Barcos a fraude é relativamente arriscada, já que os torniquetes e as portas automáticas não deixam espaço a grandes aventuras. Boa parte das Estações Ferroviárias idem. Na Carris, a validação do bilhete produz um som diferente da validação inválida. Há fraude? Claro que há, e sempre houve, mas parece-me que era bem mais fácil antes destes dispositivos. 

A dúvida em si é, pois, legítima: se as viagens de carro diminuiram, para onde foram então as pessoas?

Arrisco-me a dizer com algum à vontade que as pessoas não foram para lado nenhum. As pessoas circulam menos.

Os bilhetes e os passes não têm parado de subir. Só em Agosto de 2011 subiram em média 15%.

Com o desemprego a subir, viaja-se menos. E quem podia viajar, evita-o a todo o custo.  

O transporte público é um dos pilares básicos do desenvolvimento sustentável e uma ferramenta ao serviço da poupança colectiva e do crescimento da economia. Quando bem gerido, no âmbito de um correcto ordenamento do território, em pról da eficiência energética e não como motivador de novas edificações e da especulação de solos, como o foi por diversas no passado recente, é um instrumento a ter em conta, sobretudo em alturas de crise.

Não há memória do transporte público ter sido tão pouco acarinhado, como neste Governo. Sou naturalmente a favor da maior eficiência do transporte público e há situações em que o fecho de linhas férreas ou a redução de carreiras tem total justificação.

Mas politicamente, o discurso em torno do transporte público foi sempre no sentido de o desconsiderar, foi sempre no sentido de o considerar uma fonte indesejável de despesa... e é por isso mesmo preciso uma nova visão urgente do transporte público.

Com as empresas públicas de transportes em ruptura financeira e proíbidas de se endividarem, e muito por causa das obras de desorçamentação a que foram sujeitas nas últimas décadas na execução de infra-estruturas, a abordagem não pode ser a do deixar degradar. A extrema situação da Linha de Cascais recentemente clarificada numa entrevista do Presidente da CP mostra que, para este Governo, há várias prioridades: Na Banca injecta-se dinheiro para que a situação recupere. Nos transportes públicos já não é bem assim... 

E porque de Lisboa a Cascais, ida e volta, o bilhete já custa 4,50 Euros...se calhar fico mesmo por aqui.

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