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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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07
Jan13

Encruzilhadas


Miguel Rodrigues Paulo

O quotidiano das pessoas, empresas, países, etc. é feito de encruzilhadas. Isto é, de pontos onde vários caminhos se cruzam. E se algumas dessas encruzilhadas são do tipo daquelas intersecções das ruas da baixa lisboeta (onde o impacto da escolha do caminho é relativamente reduzido por podermos facilmente mudar ou retomar a direcção), outras revelam-se autênticas bifurcações para auto-estradas de quatro faixas (onde, inclusive, uma vez escolhido o caminho, a única saída possível pode estar somente daí a muitos e penosos quilómetros). Estou convencido de que Portugal se encontra hoje numa destas últimas.

 

Mesmo correndo o risco da simplificação, arrisco a dizer que temos diante de nós duas grandes vias possíveis:

 

Uma (chamemos-lhe a E99) implica: afinar o desenvolvimento das nossas actividades pelo diapasão da União Europeia e adoptar os planos de desenvolvimento comunitários; consciencializar-mo-nos de que existem determinados padrões económicos e financeiros aos quais teremos necessariamente de aderir; aceitar a transferência de centros de decisão para directórios transnacionais; apostar na integração plena e advogar a causa do federalismo;

 

A outra (chamemos-lhe a A99) implica: investir no desenvolvimento das nossas especificidades, procurar soluções originais para os nossos problemas e/ou adaptar os códigos à realidade nacional; manter, reforçar e/ou recuperar os centros de decisão nacionais; determinar um campo de acção diplomática próprio, explorar e investir preferencialmente em espaços que nos estejam histórica e culturalmente mais próximos.

 

Haverá certamente variantes de uma e de outra, mas penso que as linhas gerais andarão por aqui. Não caiamos é no erro de querer ter sol na eira e chuva no nabal.

 

E acredito sinceramente que ambas as vias terão as suas vantagens e desvantagens. Mas somente um debate desapaixonado e que não tente explorar os preconceitos useiros e costumeiros nos poderá indicar qual é o rumo (ou se ele existe) que mais convém, simultaneamente, para melhorar as condições de vida dos Portugueses, para manter a identidade como Nação e que proporcione uma viagem com alguma tranquilidade e segurança.

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