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28
Out09

Praia Maria Luísa: Divulgados o Relatório e Parecer sobre o acidente


Pedro Quartin Graça

O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional disponibiliza a partir de hoje na sua página de Internet o relatório sobre o acidente ocorrido na Praia Maria Luísa, elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve, e o parecer sobre risco associado às arribas do Algarve, elaborado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O relatório elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve conclui que: · O tipo de ocorrência verificado na praia Maria Luísa tem nível de previsibilidade muito baixo. A ciência nacional e internacional não tem ainda capacidade de prever quer a data da ocorrência, quer o local onde poderá ocorrer um fenómeno desta natureza, cujo nível de previsão é idêntico ao dos sismos.

· Da experiência obtida no âmbito da observação sistemática de mais de duas centenas de movimentos de massa nas arribas cortadas em Miocénico nos últimos 14 anos e dos elementos recolhidos no terreno na semana anterior à ocorrência do colapso, não foram observados quaisquer indícios físicos que antecipassem a ruptura da arriba que veio a ocorrer em 21 de Agosto de 2009.

· Os agentes mesológicos (precipitação e agitação marítima de tempestade) mais frequentes que desencadeiam os movimentos de massa mantiveram-se a níveis de actividade baixa, pelo que não pode ser atribuída qualquer relação directa entre os agentes e a derrocada verificada. O sismo de magnitude 4.2 (Richter) registado três dias antes do colapso pode ter contribuído para o acontecimento embora não seja possível confirmar o seu eventual contributo.

O parecer elaborado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa conclui que:

· O evento de 21 de Agosto foi uma rotura por tombamento, absolutamente atípica no que respeita aos factores desencadeantes, podendo ter sido motivado por envelhecimento ou fadiga natural dos materiais constituintes de uma parede rochosa, destacada de terra, e correspondente a estrutura remanescente de um modelado cársico peculiar em evolução rápida. Para esta rotura pode ter havido igualmente contribuição das condições singulares da maré e do sismo que a antecederam. As dimensões do movimento são semelhantes às de outros registados nesta praia e em contextos similares de arriba rochosa do Algarve central.

· No estado actual do conhecimento científico, não é possível prever o momento ou o local onde poderá ocorrer a próxima rotura nas arribas, tal como não seria possível prever em tempo útil a rotura de 21 de Agosto de 2009.

· A evolução natural das arribas configura necessariamente situações de risco para pessoas e bens, que usem ou ocupem a faixa adjacente ao bordo superior da arriba e ao seu sopé, e que é imprescindível acautelar. A gestão do risco implica, neste e noutros casos semelhantes do litoral do Algarve, a adopção de medidas de carácter preventivo. Estas medidas traduzem-se no caso em apreço pela demarcação de faixas de salvaguarda, pela colocação de sinalética específica e pela realização de inspecções regulares por técnicos competentes e experientes, as quais poderão alertar para a necessidade de acções de saneamento, reperfilamento ou consolidação, sustentadas por estudos e projectos específicos.

A avaliação das dimensões das faixas de salvaguarda em vigor neste sector do litoral, face à evolução observada até ao presente, indica que são adequadas aos fins a que se destinam.

 

Leia aqui:

 

Relatório e Parecer sobre o acidente ocorrido na Praia Maria Luísa

 

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