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13
Set09

Não se pode protestar de burro...


Pedro Quartin Graça

A Câmara de Abrantes vai apresentar esta semana uma queixa-crime contra o empresário que em Agosto protestou de burro à porta da instituição, anunciou o presidente da autarquia.

Jorge Ferreira Dias, 53 anos, empresário de construção civil, protestou de burro, no dia 21 de Agosto, à porta da Câmara pela “absoluta asfixia financeira” em que se diz encontrar, tendo afirmado existir “perseguição” da autarquia aos seus projectos e alertando para situações de “falsificação de documentos e pedidos de comissões”. Segundo disse esta madrugada Nelson de Carvalho, em sessão de assembleia municipal, justificando a “apresentação de queixa-crime no local certo para o apuramento de responsabilidades”, as pessoas “têm o direito de protestar e de se manifestar mas também são responsáveis pelo que dizem e fazem”. “Quando têm atitudes e declarações provocatórias, que incorrem em alçada penal, é evidente que os outros têm o direito de se proteger”, afirmou. “E aqui há atitudes, actos e declarações que exigem o apuramento de responsabilidades para defesa do bom-nome da Câmara, fazendo o contraditório no sítio adequado. Nos tribunais”, acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, Nelson de Carvalho afirmou que o protesto do empresário “teve acusações públicas graves, como a da falsificação de documentos, e essas suspeitas têm de ser materializadas em provas”. “Por outro lado”, continuou, “prendeu um burro à porta de um atendimento de serviço público, bloqueando a entrada, no que configura um comportamento inadmissível e que, eventualmente, incorre também em moldura penal”.

“Em relação às reclamações, teremos todo o cuidado de analisar e informar o cidadão Jorge Dias. Em relação às acusações, e porque a Câmara não pode condescender com comportamentos e declarações deste tipo, instruímos os nossos serviços jurídicos para apresentar uma queixa-crime no sítio certo, que é no Ministério Público e nos Tribunais”. Contactado pela Lusa, Jorge Ferreira Dias afirmou ter ficado “satisfeito” com a decisão da autarquia. “Só é pena não ter dito que ia também pedir uma indemnização para eu poder contrapor. Aí se veria quem tinha direito a ser indemnizado”, acrescentou o empresário. “É o Tribunal o local certo para ver quem tem razão”, afirmou, reafirmando o teor das declarações proferidas publicamente em Agosto.

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