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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

07
Jul09

Mau dia na comunicação.

Um. Verifico que, após os telejornais, as estações privadas (generalistas ou por cabo) dedicam-se a telenovelas e, em alternativa, dão horas a debates sobre a chegada de Cristiano Ronaldo ao Real Madrid. A RTP1, porém, dedica o seu Prós e Contras a um balanço da legislatura, tendo como convidados o ministro Santos Silva, Nuno Morais Sarmento, pelo PSD, Nuno Melo, pelo CDS, Carlos Carvalhas, pelo PCP, e Luís Fazenda, pelo Bloco de Esquerda.

E eu - que considero a RTP um cancro e o serviço público na informação uma perigosa máscara - tenho que sofrer este episódio e beneficiar desta excepção flagrante.

Dois. O ministro Santos Silva ganhou de largo o debate. Os restantes presentes eram, também eles, inteligentes, mas não se prepararam. Julgaram que bastavam uns descontentamentos avulsos, uns casos e escândalos, umas trapalhadas. Não prepararam um discurso articulado, não estudaram os dossiers e o adversário. O ministro preparou-se, documentou-se, deu-se ao trabalho.

E eu - que considero que este governo é medíocre e hipoteca o futuro - tive que sofrer a argumentação inteligente, de um lado, e, do outro, a manifesta preguiça da oposição, traduzida numa prestação casuística, titubeante, contraditória, inconvicente.

Será talvez , pode dizer-se, o formato do debate, que permite ao ministro (além da vantagem de aparecer só contra todos) arrancar com cada tema e depois responder aos outros sobre ele. Mas se o formato era, porventura, esse, que os opositores se tivessem informado ... e oposto.

Assim, tivemos um Morais Sarmento várias vezes apanhado em imprecisão de dados, em contradições, em mortais concordâncias com os socialistas; apanhado até por dados do Instituto Sá Carneiro, que nem isso teve tempo para estudar (mas Santos Silva teve). Um Nuno Melo permanentemente traído por um tipo de traquinice parlamentar que a televisão descompõe (e que Santos Silva sublinhou sempre). Um Carlos Carvalhas claramente desfasado deste mundo e dos tempos (e Santos Silva simpático e complacente com ele). E um Luís Fazenda previsível, mas também ele duas vezes calado por números e, de resto, não hostilizado.

Que esperar? O melhor que espero é que cada um dos opositores, ao regressar à sua casa partidária, receba, em vez de aplausos ou pancadinhas, reprimendas veementes e agrestes. Assim como quem diz que é preciso trabalhar para os votos.

 

 

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