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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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O mal parece-se com quê?

José Mendonça da Cruz, 01.07.09
Hoje, de madrugada, por volta das 2, a SICNotícias transmitiu um extraordinário documentário sobre Hitler, a tomada de poder, a guerra, a intimidade, a queda. O ponto notável, e a diferença, é que o filme, de autoria de Isabelle Clarke e Daniel Costelle, recorria amplamente a filmagens a cores feitas por Eva Braun e alguém próximo dela, e que intercalava, para situar no tempo, com imagens a preto e branco de manifestações, progroms, invasões, extermínio. Era a guerra, e era a intimidade do chefe e do seu aparelho: no Berghof, no Ninho da Águia, em passeios e piqueniques, no Focke Wulf quadrimotor que servia de avião privado, viam-se Hitler, Goebbels, Himmler, von Ribbentrop, Goering, Bormann, Speer, e respectivas famílias, e crianças. Via-se Eva Braun exibindo-se em fato de banho a fazer ginástica numa árvore, os homens de confiança do Fuhrer e do extermínio a brincar com crianças, a brincar como crianças, a fazer palhaçadas, a rir, em passeio e em convívio. Tudo filmado a cores, com uma câmara de qualidade (e talvez entretanto digitalmente melhorado), que tornou as filmagens muito contemporâneas, muito próximas. Pareciam coisas de anteontem. E os protagonistas pareciam pessoas normais, pareciam humanos. Que é como quem diz (e o documentário claramente dizia): estamos sempre em perigo.

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