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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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06
Mai09

Quatro anos depois de Sócrates ser empossado, todos os indicadores mostravam o que era o desempenho do seu governo.

Os socialistas vinham de meses de vociferação contra o combate ao défice. Mal acederam ao governo, os socialistas decretaram como prioridade... combater o défice. O primeiro a compreender como o défice ia ser combatido foi Campos e Cunha, o ministro das Finanças.  E como o ministro das Finanças, enquanto tinha por necessária uma subida dos impostos, discordava sonoramente que o Governo insistisse numa cavalgada irresponsável de grandes investimentos não-reprodutivos, o ministro das Finanças saíu. Entrou um ministro mais em sintonia, um ministro bom para Sócrates, um ministro que a pérfida Economist da ainda mais pérfida Albion viria a classificar em 2008 como o pior da Europa.

Trois à jamais

Depois do ministro que compreendera e fora empurrado ou saíra, compreendemos nós como o défice ia ser combatido: a promessa de Sócrates de não subir impostos era só uma brincadeira. Todos os 9 impostos foram aumentados, e o Estado continuou a esbanjar - entre 2004 e 2008, por cada 100 de riqueza nova criada, o Estado subtraiu mais 54. A carga fiscal dos Portugueses agravou-se em relação à média da UE e ficou muito acima da dos 12 países que aderiram em 2004 e 2007, os nossos principais concorrentes para atrair investimento externo. As exportações cresceram timidamente ao ritmo de 6% durante a década 1996-2006 (enquanto Turquia, República Checa, Polónia, Eslováquia, Hungria registavam crescimentos superiores a 16%). A taxa de desemprego ultrapassou a média da UE em 2006, e estava perto dos 8% em 2007. O rendimento per capita, que era de 84,2% da média da UE/27 em 1999, passou a 72,8% em 2008, e continuou a cair. O endividamento externo líquido agravou-se ao ritmo de 2 milhões de euros por hora, aproximando-se dos 500 mil milhões. E com a lista sempre crescente de auto-estradas, aeroportos, TGVs e outras grandes obras com grandes custos confirmados e benefícios duvidosos, o nosso futuro próximo pareceu menos negro quando comparado com o futuro longínquo.

Nos 4 anos de Sócrates, a Administração Pública ficou por reformar. Na Saúde, como nas Finanças, sairam pela janela tímidas reformas e ministro, para entrar uma ministra mais prudente, mais quieta, mais sensível à coisa eleitoral. Na Justiça ...  na justiça.

Quem tem um olho ...

Na Educação, uma guerra com os professores, o abaixar da exigência (e a melhoria estatística das aparências), um Magalhães com propaganda e sem critério nem concurso, e o lugar da iliteracia e dos meros rudimentos nos testes PISA. Na ordem interna, a insegurança e o aumento da criminalidade. Na saúde democrática, o condicionamento informativo. Na saúde económica, o condicionamento empresarial, os negócios de corredor, as excepções, os PIN. Em 2008, Portugal caíu para 53º lugar no Índice de Liberdade Económica, logo a 

seguir ao Uganda muito abaixo de Irlanda, Dinamarca, Estónia, Holanda, Finlândia, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Espanha, Noruega, Eslováquia, Hungria.

Nada desta crise derivou da crise internacional. Tudo nesta crise é anterior à crise internacional. Toda esta crise é nacional, nossa, resultante das opções de Sócrates.

E, sobre tudo, resultante de tudo, Portugal registou, entre todos os países da União Europeia, a maior desigualdade, o maior fosso de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres do país, fosso que se vem agravando desde 2005. Eis a cereja no bolo da governação e da solidariedade socialista.

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