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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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15
Mar19

O ciclo PVA


João Paulo Saramago

Vivemos em Portugal nas ultimas décadas uma conjuntura que nos levou a uma descrença e um
afastamento da vida política, a um alheamento do que se passa, uma pouca participação cívica e uma
enorme abstenção aquando dos momentos eleitorais, sem que exista uma causa ou facto único que o
justifique. O que existe é, como na teoria do acidente, uma serie de causas que, em conjugação, levam a
este resultado.
Mas de nada nos adianta fazermos a autopsia a este fenómeno, importa sim olhar para o presente e
projetar o futuro, criar método e apontar soluções e sonharmos com uma sociedade mais esclarecida,
participativa e capacitada para a critica construtiva.
O desafio que aqui apresento é o de adotarmos o ciclo PVA, Pensar, Votar, Avaliar.
Pensar pode ser de igual forma deveras estimulante e extremamente doloroso. Somos invadidos
diariamente por pseudonotícias, informações avulsas, opiniões que manipulam e posicionamentos
politicamente (in)corretos ou moralmente enganadores que não nos deixam espaço para pensar de forma
lucida e independente. É necessário e imprescindível usar de um posicionamento critico que nos confira o
discernimento do que realmente acreditamos e queremos defender. Falta-nos igualmente colocarmo-nos
numa posição de desconforto ao expormos as nossas ideias e crenças àqueles que pensam diferente de
nós, sem medo do confronto da palavra, da argumentação e da contraposição para que consolidemos as
nossas posições sem receios de aprender ou deixarmos-mos influenciar positivamente por outras.
Agora que temos a nossa opinião, fruto de toda a informação que recebemos, validámos e tornámos como
certas, é chegada a hora de exercermos o nosso direito de voto. Eleger alguém para nos representar é uma
das mais nobres formas de exercer democracia, demonstra confiança e confere responsabilidade, mas não
devemos ficar por aqui, é necessário estarmos atentos, vigilantes e ativos de forma exigente. Se a
informação do que está a ser feito e da forma como o mandato está a ser conduzido não nos chegarem
podemos e devemos exigir explicações. Exigir que seja cumprido na eleição o que nos é prometido na
campanha, velar para que quem nos representa seja um espelho do que a nossa sociedade precisa e merece
e, implicitamente, que se pautem por comportamentos éticos e verdadeiros todos aqueles que por nós são
eleitos. Tudo isto num claro processo de avaliação que pretende, para além de chamar à responsabilidade
aquando do desvio de rumo ou do não cumprimento do que é pretendido, dotar-nos de capacidade para
voltar a entrar no ciclo e voltar a pensar, Votar e Avaliar.
Façamos agora um exercício de transposição do ciclo para a atualidade. Estamos perante um governo que
nos faz crer que existe crescimento económico, que nos diz que aumentou o poder de compra dos
portugueses, que nos tenta iludir com investimentos que ainda não fez, não sabemos se realmente os vai
fazer e onde vai buscar capacidade financeira para tal. Verificamos uma máquina bem oleada de produção
de notícias fictícias que pretendem substituir a nossa capacidade de pensar pela indução de informação.
Deparamo-nos com um espectro político parlamentar que, quando não está do lado do governo, está a
sorrir ao entendimento com este não exercendo oposição.
Urge portanto pensar por nós, pelas nossas ideias, pelos nossos valores e costumes, sem que nos deixemos
inquinar por opiniões tendenciosas e populistas, urge votar no Partido que pretende construir a mudança,
que se está a alimentar com pessoas comuns, grande parte delas sem passado politico, mas com grande

valor acrescentado e depois de avaliar iremos verificar que apostámos na mudança de paradigma que
Portugal precisa e merece.
Defender os interesses de Portugal, dos Portugueses e dos que aqui vivem, trabalham e produzem. Criar
oportunidade de crescimento para as empresas, valorizar o mérito e impulsionar a solidariedade. Há muito
a fazer, a missão não é fácil, mas a Aliança tem a motivação certa por Portugal.
Não nos esqueçamos: Pensar, votar e avaliar.
Viva o Aliança,
Viva Portugal.

05
Mar19

Crónicas da Nau Catrineta


Sónia Ferreira

Parte 3

Ministério da Doença que nos dá conta da Saúde

 

A Saúde é um bem estar completo. Físico, psicológico, emocional, espiritual e social.

No fim da trilha a que chamamos vida, apenas seguramos duas coisas: com a mão direita prendemos o tempo  e com a esquerda as memórias. Tudo o resto é fútil, tudo o resto é vago.

Acompanhei várias pessoas no seu último momento na Terra. Todas pediam mais tempo, todas pediam mais saúde para reterem as memórias do que foram e dos que lhes foram queridos.

Infelizmente não possuimos nenhum Ministério do Tempo. Secretário Geral dos Relógios ou Adjunto da Ampulheta seriam cadeiras interessantes de se ocupar.

Mas possuímos um Ministério da Saúde… ou melhor… um Ministério da Doença… já que tudo o que faz é focado não em preservar a Saúde (esse bem precioso) mas sim em minimizar os efeitos das pestilências e miasmas que alimentam umas quantas indústrias, entre elas a dos caixões.

Nada contra o negócio das funerárias, nem sei a quanto está o metro quadrado do caixão, mas talvez me deva começar a preocupar com isso. Por este andar será uma área de investimento.

Isto se deixarmos que a nossa saúde seja gerida pelo Ministério da Doença.

Eu gostava de ofertar um instrumento ao Ministério da Doença, muito útil por sinal. Já usado na antiguidade e que deu provas do seu valor. Essa coisa extraordinária a que se chama calendário.

Com alguma atenção e a ajuda deste objecto inovador conseguimos (pasme-se!) perceber que a saúde tem ciclos…

Por exemplo quando está frio vem a época da gripe (péssima para os idosos e crianças)

Quando está muito calor vem a desidratação e as queimaduras solares (péssima para os idosos e crianças).

 Um verdadeiro Ministério da saúde deveria focar-se em três áreas:

Prevenção: daquilo que pensamos que pode vir a suceder .

Profilaxia: daquilo que temos a certeza que vai acontecer.

Educação para a Saúde: para que nenhuma das anteriores volte a acontecer (ou que pelo menos não aconteça tanto ou de forma tão grave).

Em vez disso tomamos antibióticos sempre que nos dói a cabeça, destruímos a microbiota, potenciamos as bactérias multi-resistentes e tornamos viva a realidade alternativa dos filmes apocalípticos de Hollywood dessa malta anti-vacinas, que come placentas e que acredita que o Sol alimenta.

Será que estão todos envolvidos no negócio dos caixões?

Vai na volta o próximo funeral é o do SNS.

A ver se ponho na agenda…

 

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