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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

03
Jul13

Diário do "Bunker" de Passos

Duarte d´Araújo Mata

Passos viajou hoje para Berlim, uma viagem que na verdade acontece dentro do "Bunker" onde se remeteu.

Todos os objectivos têm sido falhados, as batalhas uma após outra estão perdidas, o seu mais importante estratega General "Von Relvas" há muito que saiu e o operacional na área financeira "Herr Gaspar" assumiu o falhanço total na frente económica, com desvios consideráveis às metas.

Apesar de ser perigoso há uns tempos circular na rua, com riscos de cair uma "Grandola" ou os estilhaços de insultos de populares, o General "Hans Portas" garantia que o combustivel chegava ao quartel-general.

Com a queda de "Hans Portas", Passos sabe que a guerra chegou ao fim. Terá que arrebatar alguns voluntários para os combates rua-a-rua, casa-a-casa, que caracterizarão necessariamente os próximos dias.

03
Jul13

Por Inusitadas Portas Morre um Governo.

João Ferreira Dias

PASSOS COELHO não se demite porque, sabemos, levou uma vida inteira à espera da oportunidade de chegar onde chegou. São os perigos da dependência do carreirismo político - não se compadece com a dignidade institucional. De Cavaco Silva já se sabe que não é possível esperar mais, o comprometimento com o governo, em nome da laranja cor que pinta o horizonte, é total, o país e os deveres presidenciais que se danem. A precipitada, infundada e pouco legítima escolha de Maria Luís Albuquerque para ministra das Finanças foi o gota de água num governo já em cuidados paliativos, acelerados com a saída de Vítor Gaspar, grande ideólogo do governo de PPC. Paulo Portas, que até então segurava o governo e coligação, faz o jogo que lhe convém, saindo a tempo de deixar a imagem de que abandonou o barco quando ele estava já inavegável, quando o rumo era já absurdo, desesperado e com o qual não poderia pactuar. Numa manobra muito própria garante a credibilidade mínima para ir às eleições e regressar ao governo.

Infelizmente para os portugueses foram dois anos a viver a loucura absoluta, o desnorte político, o falhanço orçamental. Infelizmente para todos nós, o pós-isto-que-vivemos não será melhor. O PS, mais sério candidato a governar, avança com um PPC de feições mais à esquerda, mas não menos carreirista e candidato do acaso. Os nomes fortes retraem-se diante de tempos loucos, tempos de uma Europa germanizada, de uma Europa presa ao capitalismo selvagem, de uma Europa que teima em não ser por si, diante dos mercados incontrolados e desumanos da China ou Índia, por exemplo. 

Enquanto formos governados pelas jotas partidárias e não pelos competentes estaremos condenados. Militância e antiguidade não devem ser sinónimos de poder fácil. Isto ainda é uma Democracia e não um regime hereditário.

 

[também ali]

03
Jul13

Até quando resistiremos nesta criminosa caminhada para o suicídio colectivo?

Fernando Sá Monteiro

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)” "Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)” (Guerra Junqueiro, in "Pátria", 1896)

 

Depois de toda esta tragédia a que vamos assistindo diariamente, estaremos nós, Portugueses, mais Seguro(s)?

O que nos espera não pode deixar de preocupar os que, verdadeiramente, pensam no futuro.

Neste circo em que caiu a política portuguesa, em que os palhaços não gostam de ser chamados por esse nome, mas se comportam ridiculamente como os mais lamentáveis bobos, com a trágica diferença de não nos causarem risos, mas antes lágrimas e gritos de revolta, para onde caminha Portugal? O que nos espera? Em quem iremos confiar? O que podemos fazer para mudar este lodo político em que caiu Portugal, mais uma vez?

Pergunto aos que VERDADEIRAMENTE se preocupam com o futuro dos nossos filhos e netos (já que o nosso dificilmente poderemos aspirar a mais alguma coisa do que meramente resistir): para que serve toda a despesa com uma Casa e um PR que apenas se presta ao lamentável, ridículo e desprestigiante papel de "corta fitas"? Não seria melhor rever a Constituição e acabar com esta palhaçada que somente nos faz envergonhar e manter uma despesa imensa com quem nada fornece de dignificante e confiável em momentos de desespero e descalabro nacional?

Quanto aos partidos políticos... afinal quase nada mudou; continua a mesma imagem dada por Guerra Junqueiro: "sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos...".

 

 Até quando resistiremos nesta criminosa caminhada para o suicídio colectivo?

 

03
Jul13

Teoria da Conspiração: A demissão de Paulo Portas!

José Aníbal Marinho Gomes

Será que a reunião do Clube de Bilderberg, realizada entre os dias 6 e 8 de Junho de 2013 no The Grove Hotel, em Hertfordshire, Inglaterra, está relacionada com a demissão de Paulo Portas? 

Antes de mais vejamos a Lista dos Participantes de Portugal na reunião do Clube de Bilderberg e os motivos pelos quais as duas novas caras portuguesas deste ano devem ter sido convidadas:

Francisco José Pereira Pinto Balsemão, Licenciado em Direito, Ex-Primeiro Ministro, Membro Fundador do PSD, condecorado com várias ordens militares, CEO do grupo Impresa, dono da SIC, Jornal Expresso, revista Visão, etc., membro permanente nas conferências Bilderberg. É ele quem escolhe os outros convidados Portugueses, à excepção do actual Presidente da Comissão Europeia.

José Manuel Durão Barroso (Presidente da Comissão Europeia, Ex-Primeiro Ministro de Portugal, condecorado com várias ordens militares.

Paulo de Sacadura Cabral Portas, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Líder do CDP/PP, jurista, jornalista, etc.

António José Martins Seguro, Líder do Partido Socialista, Ex-Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro no XIV Governo Constitucional, licenciado em Relações Internacionais, etc.

Em anteriores conferências Bilderberg, participaram alguns políticos que depois vieram a ser confirmados como líderes de governo. Santana Lopes e Sócrates tornaram-se primeiros-ministros depois de irem a este encontro. Assim entendemos a presença de António José Seguro, já que esta conferência serve de baptismo para os novos líderes.

No que toca à presença de Paulo Portas, a escolha parece-me óbvia, se por um lado ele é líder de um partido e representa a continuidade do actual governo em funções, uma vez que o CDS é (era) o pilar do mesmo, no caso de uma queda do governo e de uma vitória do Partido Socialista sem maioria absoluta e sem entendimento à esquerda, o CDS, e Paulo Portas em particular, como líder deste partido representará também um pilar de sustentabilidade do novo governo socialista.

Será que este grupo de “elite” mundial, mas que elite..., que se encontra anualmente em segredo, qual “sociedade secreta”, é que decide quem são os novos líderes nos vários países?

«O que ocorre no Mundo não acontece por acidente: existem os que se encarregam para que ocorra. A maio­ria das questões nacionais ou relativas ao comércio estão estreita­mente dirigidas pelos que detêm o dinheiro», quem o afirmou foi Denis Winston Healy, Baron Healey de Riddlesden, político Trabalhista britânico e ex-ministro da Defesa.

Também não podemos esquecer que desde o início da coligação, o Primeiro–Ministro Pedro Passos Coelho, tratava o CDS tendo em conta apenas o seu resultado eleitoral, esquecendo-se que numa coligação, um partido ainda que minoritário, vale sempre mais do que o resultado eleitoral obtido e nunca é dispensável.

Vejamos agora se o Presidente da República acorda definitivamente e faz aquilo que lhe compete...

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